Má primeira data ideias

Minha amiga

2020.11.06 02:05 hugomcz Minha amiga

Eu não faço ideia de quando o quis pela primeira vez, acho que pode ter sido na época da escola, alguns anos atrás, ou pode ter sido naquele dia em que ele me mandou uma mensagem no whatsapp e confessou que tinha interesse em mim. Até um tempo atrás, eu pensava que amigos nunca poderiam ter algum tipo de relação, tão próxima, desejando um ao outro. Porém, acabei de descobrir como é bom desejar certas novidades. As primeiras mensagens trocadas entre mim e Hugo não eram nada demais, mas a partir das últimas mensagens que trocamos quando ele demonstrou que tinha um interesse além da amizade, essas sim são daquelas que vão fazer parte de uma recordação. Não tô falando nem no tempo, mas na memória. Conversa vai, conversa vem, e ele me faz a seguinte proposta, após meses sem nos falarmos.
– Você não topa conhecer minha casa nova?
– Ele perguntou de uma forma achando que eu não aceitaria.
Por termos uma amizade de longa data, ele já sabia que eu não tomaria algumas atitudes, como ir para a casa dele do nada. Certamente, não era algo comum. Porém, alguma coisa me atiçou, além da minha personalidade curiosa. E essa minha curiosidade já fez minha imaginação ir além.
– Acho que não é uma boa ideia eu ir na sua casa. – respondi, desconfiada.
– Tá bem! Se mudar de ideia, é só falar. – ele disse.
Naquele momento, talvez não fosse mesmo a hora para algo mais. Porém, não seria uma má ideia pra dar pelo menos um beijo, daqueles que deixariam as pernas tremendo e deixando a vontade de ser beijada por mais tempo. Depois de nos despedirmos, em poucos minutos chegou uma mensagem no meu whatsapp deixando bem claro o que ela queria:
– Não sei qual motivo, mas eu tô querendo você! Querendo muito!.
Eu li aquilo com um sorriso, afinal de contas, o desejo era recíproco. Os dias foram passando e mal nos falamos. Até que, no final da tarde de sábado, ele me mandou outra mensagem:
– Quero passar um tempo com você, posso te buscar?
– Tá certo. Pode ser às 21h. – eu respondi, vencida pela curiosidade.
Pontualmente às 21h ele chega na minha casa. Ele me cumprimentou com um beijo bem gostoso, fiquei até surpresa. Enquanto estávamos indo para a casa dele, fiquei um pouco desconfiada, pois eu nunca tinha ido nesse novo endereço. Provavelmente esse era o motivo de um certo desconforto. Chegando em sua casa, ele me mostrou cada canto, especialmente seu quarto. Foi quando veio um novo beijo, acompanhado de um abraço forte. E de repente fui consumida por uma vontade de querer mais e mais. E não é que veio. Foram beijos cada vez mais molhados e com fortes tons de tesão. Eu já sentia que a temperatura do quarto ia ficando cada vez mais quente. Ele me agarrou, senti seu corpo me desejando. Ele tirou um controle remoto de alguma gaveta e, do nada, veio uma música de fundo, daquelas que são perfeitas para uma noite inteira de sexo. Naquela altura, era música para foder.
Conforme as coisas iam esquentando, sua boca ia descendo pelo meu pescoço, suas mãos apertavam minha bunda, que ele confessou que estava morrendo de vontade em pegar. Sua saliva na minha boca dava um tempero de muito desejo. Nos olhávamos e mal conseguíamos acreditar que aquilo estava acontecendo. Ele foi tirando minha blusa com aquelas mãos grandes que pareciam ter o poder de segurar todo o meu corpo com pegadas firmes, mas que eram sutis ao mesmo tempo. Foi impossível esconder o quanto eu já estava excitada quando ele colocou as mãos dentro do meu short. Eu estava completamente encharcada. Ele deixou seus dedos molhados e os levou para sua boca, sentindo meu gosto, o que me fez sentir ainda mais tesão.
– Seu gosto é uma delícia. – falou ao pé do meu ouvido.
Ele tirou meu short, me deixando de calcinha, já colocando ela de ladinho, fazendo com que minha buceta ficasse quase toda à mostra, disponível pra ele. Com seus os dedos, foi aos poucos a massageando. Puta que o pariu, aquilo me fez suspirar. Enquanto ele estimulava meu grelo, ia colocando dois dedos dentro de mim. Suas mãos já estavam tão molhadas que eu nem precisei de mais nenhuma lubrificação de tanto tesão que estava sentindo com ele:
- Seus gemidos parecem música para os meus ouvidos. - disse ele.
Senti seu pau cada vez mais duro na minha mão. Sua língua foi descendo pelo meu pescoço e, quando mais descia, mais eu me arrepiava. Chegando nos meus seios, ele parou ali por um tempo. Ia sugando e mordendo meus mamilos. Ele chupava tão gostoso. Depois de um tempo, desceu para minha barriga, o que fez a minha respiração acelerar. De forma involuntária (ou não), eu literalmente abri as pernas para ele, afinal de contas eu mal podia esperar que ele colocasse aquela língua na minha buceta. Foi descendo mais um pouco, com um toque e tortura. Começou pela minha virilha, me fazendo sentir sua respiração na minha buceta:
- Vai, caralho. Me chupa, vai! - não aguentei.
Finalmente, senti sua língua passar suavemente nela. Primeiramente, foram as lambidas, daquelas mais sutis possíveis. Em seguida, ele parecia que estava comendo aquilo que ele demorou anos para experimentar. Senti a ponta da língua dele dentro de mim, segurei a respiração para sentir aquela sensação incrível. Ele colocou bem fundo, fazendo movimentos circulares com ela lá dentro. Eu tremia. Ele tirava, lambia, chupava... Vi que ele engolia o mel que saía de mim. Que delícia era sentir a língua dele dentro da minha buceta:
– Não imaginava que você era tão gostosa.
É, eu também não sabia que ele chupava tão gostoso daquele jeito. Sai da posição em que eu estava fiquei por cima dele, ficando de frente com o pau dele. Não deu pra segurar e lambi. Ele parou de me chupar e pareceu que estava esperando por uma nova lambida. E foi exatamente o que eu fiz. Segurei aquele pau nas minhas mãos e chupei de uma vez, sem dar espaço para carícias. Ele respirou fundo.
– Puta que pariu!! – ele disse.
Não aguentei e confesso que dei um sorriso de canto de boca. Continuei fazendo o que ele e eu gostávamos de fazer, chupar. Um maravilhoso 69, cada um do seu lado. A cada chupada no seu pau, ele ficava mais duro e eu o sentia pulsar na minha boca. Enquanto isso, aquela língua deslizava pela minha buceta. Após um bom tempo ali com cara entre as minhas pernas, o que fez com que sua barba ficasse toda molhada com o meu mel, ele veio e me beijou. Arrancou a minha calcinha e foi colocando o pau bem devagar, me torturando. Não conseguir conter a vontade de gritar de tanto tesão. Só consegui pedir para que ele me fodesse de todas formas:
– Me fode!!
Como um bom menino, ele obedeceu. Dobrou minhas pernas, apoiou em seus ombros, segurou no meu quadril e, enquanto eu estava deitada na cama, meteu bem fundo. Senti seu pau bem fundo na minha buceta. Ele ia socando com força, eu sentia tanto prazer ao ouvir nossos corpos suados batendo um contra o outro. Aquelas metidas por um longo tempo, enquanto ele gemia e o suor pingava sobre mim. Ele segurava minha perna com uma mão e meu quadril com a outra, tirando e colocando em movimentos repetidos. Que delícia! Com uma destreza que eu nunca vi, fui colocada de quatro, com o rosto pressionado contra o colchão. Ele fodia muito gostoso, de uma maneira que eu jamais imaginei ser.
– Quero te foder de todas as formas. – ele disse.
– Me fode. Fode com força vai. – consenti.
Ele me ergueu e encaixei minhas pernas na sua cintura, com o pau dele ainda dentro. Ele me levou até uma mesa, me colocou no chão, me fez ficar em pé apoiada sobre ela, abriu bem minhas pernas e levantou minha bunda. Dai, foi enfiando ainda mais buceta adentro. Cada estocada cada respiração, cada gemido, cada gritos pareciam estar em sintonia.
E quanto mais eu gritava, quanto mais eu gemia, mais ele metia, mais rápido, mais intenso. Ele me apertava, metia tanto, enfiava tão fundo que e eu continuava a gritar. Aquilo foi tão gostoso que gozei, enquanto gemia de prazer. Ele não parou e manteve a mesma sequência, me fodendo. Até que não demorou muito para e eu pedi:
- Goza na minha boca.
Ele tirou seu pau dentro de mim, me colocou de joelho na sua frente e soltou seu gemido mais forte, enquanto seu pau ainda pulsante jorrava porra na minha boca. Ele, que estava insaciável, estava gozando e me fazendo delirar com os seus gemidos. Ele me colocou em cima da mesa e nos abraçamos. Ele de pé, eu sentada em cima da mesa. Nos beijamos, nos abraçamos e sorrimos um para o outro como se estivéssemos nos perguntando o porquê não fizemos isso antes.
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2020.10.09 18:13 TapperTotoro Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 2/365

Uma espécie de diário aberto: Antes de quase me afogar na 'escuridão', escrevi um livro para o meu primeiro filho; e agora curado, comecei a escrever o segundo livro para o meu segundo Príncipe, dando continuidade à história inicial.
De notar que esse segundo texto é um tanto comprido (1,98 metros de altura do autor se justificam aqui).
Antes de escrever mais para essa série motivada pela minha vitória na luta contra a depressão, quero agradecer à todas as pessoas que partilharam comigo um pouco do seu tempo para ler e comentar, além de todos os "prémios" que a minha primeira publicação recebeu (e continua a receber) e todas as pessoas que também começaram a seguir-me lá no meu humilde canal de Youtube.
Olá (quem leu a primeira publicação dessa "série" entende esse 'olá').
Pois bem; há quase que exatamente 5 anos atrás, quando as coisas ainda não estavam tão más para a minha existência, decidi escrever um livro para o meu primeiro - e possível na altura, único - filho. É para mim a história mais bonita que já escrevi e o primeiro livro infantil também, e a ideia na data era imprimir todas as páginas em folhas A4 em duas duplicatas e fazer eu mesmo as capas para os livros à mão.
- Além de ter escrito o livro, porquê é que não publiquei com uma editora (ainda)?
Bem, além de querer que 100% dos direitos da obra fossem para o meu pequeno Príncipe e não querer que a mesma tenha nenhum vínculo com uma editora, é como já disse, queria fazer somente duas cópias de forma manual e oferecer a primeira (a que considero 'original') para o meu filho (na altura só tinha e queria ter um, mas surgiu o segundo e amo 'pacas' os dois), e a segunda ficaria guardada como cópia física de segurança. A história basicamente é sobre eu e ele, e a nossa imaginação fértil, mas acabei por quase eliminar o manuscrito (juntamente com todos os outros textos meus) quando cheguei ao ponto em que se não tomasse uma decisão, não estaria vivo hoje.
Foi uma questão de mudança de último segundo a existência desse manuscrito e há alguns dias atrás voltei a lê-lo e decidi que além de publicar a história de forma totalmente independente por e para eles (agora os meus Príncipes são dois, lembra?), farei as duas cópias de forma manual como era planeado no início e guardarei para quando ambos forem adultos receberem como prenda de maioridade. Também sou motivado a não fazê-lo agora ou antes da maioridade (os livros físicos e entregar para eles) pelo facto que a minha ex-esposa destruiria os livros se eu entregasse para ela guardá-los (lembra-se da relação afetiva que tive e quase me matou? Pois bem, eu fui casado por 7 anos com ela), visto que ambos os Príncipes são muito novos ainda.
Para colocar em perspetiva: O divórcio e os meses que se seguiram ao divórcio foram um autêntico inferno, com ela a fazer de tudo para me afastar dos Príncipes (mentindo inclusive para a justiça ao dizer que eu abandonei os Príncipes quando na verdade eu não tinha onde morar - e ficou provado isso - não tinha dinheiro tampouco meios de transporte para visitá-los - ou um telemóvel para ligar para eles - e estava há mais de 30 quilómetros da casa deles; com isso e por ter ficado provado que eu não abandonei os Príncipes ela criou outros processos jurídicos absurdos que se arrastam até hoje somente com intuito de tirar mais e mais do que eu tenho conseguido alcançar aos poucos depois de sair da rua ...).
Foi tudo tão difícil pois como já tinha dito, acabei a morar na rua sem nada pelo simples facto de eu não querer dividir os bens que obtivemos durante a duração do nosso casamento ou levar nenhum bem material no final da relação, deixando tudo com ela para os meus filhos, pois mais do que eu, os eles precisam de um lugar para viver e eu sempre me virei muito bem ou sou muito bom a recomeçar a vida do zero. Valeu a pena esse sacrifício? Sim, e muito!
Mas mesmo tendi isso sido um inferno, ainda existe a parte mais difícil e que muitos pais (divorciados ou não) se irão rever, possivelmente:
Desde fevereiro que só falo com os meus dois Príncipes por videochamada por causa de toda essa questão da pandemia (e outros pontos que prefiro não expor por eles, para preservar o futuro da imagem da mãe deles, ou não ser eu influência no moldar dessa imagem caso aconteça) e decidi que mesmo estando as coisas "mais amenas" aqui em Portugal (mas a piorar agora com o espreitar do inverno), só estaria com eles quando for encontrada a cura ou se provar efetiva a obtenção de imunidade à doença; por nada desse mundo quero colocá-los em risco por uma coisa que o meu sacrifício pode evitar, afinal de contas, eles são o que de mais importante tenho nesse mundo todo ...
Voltar a ler o livro que escrevi para, agora eles, (escreverei entre esse e o próximo ano um segundo livro para dar continuidade à história e incluir o meu segundo Príncipe) despertou algumas ideias que já tenho colocado em prática e a partir de amanhã, publicarei uma página do livro por dia (inserirei o link aqui!) como tenho feito com esses textos novos e outras formas de arte que crio. Como não quero ter mais do que duas cópias físicas de cada livro, não tenho a certeza se vendo os e-books e crio uma conta poupança para os Príncipes com o dinheiro da venda das cópias digitais ou se publico somente no site que estou a construir e uso a monetização por meio da publicidade embutida nas páginas para esse fim (esse é o modo mais apelativo para mim, porque assim mais gente tem acesso aos livros e contribuem mesmo que não tenham condições financeiras para comprar um exemplar).
Digam-me o que vocês acham sobre qual é a melhor opção :)
Eis um trecho do livro e a página de abertura de 'O rei e o grande minúsculo', o livro que escrevi para os meus dois filhos:
Eu sou o Narrador e esta é a história sobre um minúsculo rapaz que vive dentro do pequeno universo que existe no meu umbigo. Neste mundo, ninguém possui um nome, apenas características físicas únicas e marcantes.
O rapaz que conheci tem uma particularidade muito semelhante à uma que tenho. Ele é alto, tão alto, que por este motivo não existe qualquer outro rapaz da sua idade com a altura próxima à dele e é inclusive muito mais alto do que todos os adultos deste tal mundo. Se o tornarmos proporcional à altura das pessoas humanas, este rapaz terá três metros enquanto a altura média de todas as pessoas é de um metro e setenta centímetros.
Conheci-o num dia em que estava eu a descansar ao sol, deitado na relva com uma camisola sem mangas, enquanto brincava com o meu microscópio imaginário e despertou em mim a curiosidade de espreitar com aquilo para o meu umbigo. Para a minha total surpresa, a primeira coisa que vi foi um amontoado de cabelos crespos pretos cheios de caracóis que parecia estar preso a um poste azul acastanhado, só que, depois de poucos segundos o poste se mexeu e assustei-me, afinal, os postes não podem andar. Ou podem?
– Olá gigante! – disse uma voz que não conseguia perceber de onde vinha.
– Estou bem aqui. – continuou ela. Levantei-me da relva e olhei à minha volta. Por mais certeza que tivesse sobre ter ouvido aquela voz, tudo apontava para o facto de estar eu sozinho ali. Corri para o muro da minha humilde casa, trepei-o para espreitar às casas dos meus vizinhos casmurros e vi que ninguém se escondia do outro lado.
– Acho que estou a sonhar acordado, novamente. – disse para mim mesmo em voz alta.
– Não gigante, não estás a sonhar. A propósito, porque é que trepaste para cima dos muros se em pé és maior do que eles? – continuou e perguntou aquela voz misteriosa. Corri para dentro da minha casa, tranquei todas as portas e janelas, fui às pressas e assustado para o meu quarto, apaguei as luzes e escondi-me na segurança que existe por baixo dos meus grandes e quentes amontoados de lençóis de seda, mantas polares e cobertores de todas as cores.
Depois disso, não voltei a ouvir aquela voz naquele dia e acabei por adormecer. Sonhei com milhares de coisas maravilhosas, entre elas doces e chocolates pois sou um narrador um tanto guloso; sonhei com os infinitos momentos de diversão com os meus amigos, com o meu pequeno Príncipe e por fim, para não fugir à regra, sonhei que dormia também ...
Espero que quando os meus Príncipes lerem essa história que escrevi em especial para eles, sintam o que queria transmitir nessa altura em que pouco conseguem entender dos sentimentos humanos e para que encontrem nas minhas palavras tornadas ficção, a voz deles que muito me tem ajudado nessa luta e nova fase da minha vida. E que essa voz os ajude nas fases mais difíceis da vida, e relembrem também os momentos mais felizes.
Também espero que você que me lê novamente hoje, goste de tudo o que pretendo partilhar e se que se existir alguém importante para você, use-a como motivação para lutar contra todas as coisas que não fazem bem, e que esses livros que publicarei inspirem alguém a criar e mudar o mundo, mesmo que o mundo seja só para uma pessoa :)
Com muito amor;
Aladino.
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2019.09.15 00:41 CarlosMartinEdward Tenho vergonha de admitir interesse em assuntos de espiritualidade.

Provavelmente nem é grande coisa, mas conforme eu tive contato com material de cunho mais esotérico, eu percebi que eu tenho preconceito com a ideia de ter qualquer crença não científica.
Já fui muito crédulo quando mais novo, só no quesito religiosidade eu costumava ter zero curiosidade ou interesse acerca de religião. Parecia só mais um ritual social que eu tinha que performar pra evitar confusão familiar. Toda a ideia de religião dogmática na época parecia tão vazia e não convincente.
Daí há alguns anos atrás, eu entrei em contato com o espiritismo. Na época, me senti intrigado pela abordagem da vertente. Bem mais acolhedora, menos dogmática e apresentava mensagens que pareciam ser bem mais tangíveis e universais. Contudo, eu ainda tinha dúvidas na minha cabeça, coisas que me pareciam inconsistentes e limitadas. Não que eu tenha feito muito esforço pra ler livros ou me envolver mais, eu meio que esperava ser convencido numas poucas idas ao centro, meio arrogante da minha parte.
Conforme eu fui me afastando do espiritismo (não fazia sentido continuar sendo que eu não me esforçava pra participar mais), eu meio que voltei a um ponto de ceticismo/agnosticismo. Nunca tive coragem de me declarar ateu, pois sei que eu não sei de nada o suficiente pra declarar que não exista um deus. O que havia me marcado, no entanto, era a ideia da Data Limite de Chico Xavier.
Passei metade do ano com isso na cabeça, de certa forma esperando pelo pior, com medo e inconformado. Próximo da dita data, no entanto, ao pesquisar por ela na internet, entrei em contato com material esotérico pela primeira vez.
Foi algo bem diferente de tudo que eu conhecia até aquele momento. Sem sensacionalismo, sem terrorismo, sem medo. Eram mensagens de um tom pacífico e quiçá aconchegante. Desde então, ando explorando de poucos em poucos, procurando discernir o que parecia ser relevante e o que não era, procurando entender o que seria expansão da consciência, ascenção, projeção astral, etc.
Não bastasse a minha falta de confiança naquilo que claramente despertou algum fascínio em mim, eu também estive preocupado com a possibilidade de eu estar caindo numa toca de coelho que vá me levar a uma mentalidade conspiracionista, anti-cientificista e obscurantista que nem estamos vendo agora. Embora eu já tivesse um posicionamento político relativamente estável, eu ainda sou ignorante em muitos aspectos e tenho receio de que meu julgamento falhe a ponto de me deixar ser manipulado por alguém com más intenções.
Eu não tenho exatamente muita gente com quem eu sinta segurança pra falar sobre assuntos de religião, que dirá de crença esotérica. Alguns aspectos dessa crença são muito distintos e talvez até fantasiosos para a maioria das pessoas, beirando à ficção científica. Por si só não parece ser uma crença destrutiva, embora muitos alertem para quem a usa para pregar segregação, ódio e violência.
Não sei o que mais dizer, já falei demais.
TL;DR pra quem não quis ler tudo, eu só tô com vergonha de admitir que eu ando numa vibe de crenças esotéricas e não tenho ninguém com quem discutir esse assunto de forma sincera.
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2018.09.08 02:55 EdSantos_321 Apareçam hoje (Sábado) na manif contra a censura na Internet, às 17h em Lisboa!

Olá!
Este é um apelo para aparecerem hoje (especifiquei no título que hoje é Sábado, para quem precisar de orientação), às 17h no Largo Camões em Lisboa (é sempre em Lisboa, pahhh!), para a manif contra os filtros de censura e restantes ideias idiotas que estão quase a passar em Bruxelas.
Então o problema é mais ou menos o seguinte:
gatos e unicórnios!
Let's keep our Internet weird! \o/ \o/ \o/
Evento do Facebook:
https://www.facebook.com/events/293165507942061/
Site:
https://salvar-a-internet.wixsite.com/salvar-a-internet
Está a ser organizado pelos mesmos estudantes da primeira manif.
Dúvidas? Vou já respondendo às mais comuns:
https://direitosdigitais.pt/comunicacao/noticias/64-o-minimo-sobre-a-reforma-direito-autor
Filtros de censura e taxa do link.
Sim, está no link acima.
A Internet não vai acabar, é certo. Pode é ficar uma mrd. Alguns de nós estão a tentar mantê-la como é. Reagir com algum cepticismo é algo comum e normal. Sim, se calhar vai correr tudo bem e a coisa resolve-se (até à próxima).
Claro que acreditar nisso implica alguma (muita) fé na capacidade dos nossos deputados europeus para chegar a uma solução de algum bom senso, sem nós estarmos em cima deles a fazer barulho. Não é propriamente impossível, tipo... o Sporting ganhar o campeonato este ano. Pode acontecer, mas... cuidado com as apostas a dinheiro! [perdoem-me a piada caros adeptos, eu também sou do SCP. Hoje é também um dia complicado nessa vertente - e este ano não tenho fé nenhuma].
Ah, e não contem que haja pressão dos cidadãos apenas com a cobertura jornalística que o assunto está a ter... (nota: os jornais são parte directamente e economicamente interessada no assunto - vide artigo 11, taxa do link.)
E não estamos sozinhos nesta posição. Aliás, parece que tirando quem directamente beneficia da reforma a nível económico, há um consenso que isto é má ideia. Passem os olhos por aqui: https://direitosdigitais.pt/decisions_decisions/index_PT.html
Há dois meses conseguimos (por uma escassa margem!) que o plenário do Parlamento rejeitasse a versão que saiu da Comissão responsável por esta pasta (em que tínhamos o nosso grande Marinho e Pinto, cof cof), e que TODOS os Eurodeputados pudessem submeter propostas de alterações ao diploma. É isso que vai acontecer na próxima semana. A partir daí o texto já pouco vai alterar (há mais detalhes mas basicamente é isso) até ser votado pela derradeira vez. Se esta semana não o conseguimos melhorar, chapéu. Depois é tentar mandá-lo todo para o lixo, mas é muito, muito difícil que isso aconteça.
Contacta os deputados que nos estão a lixar a Internet:
https://pt.saveyourinternet.eu/
Contacta os deputados que nos estão a lixar a Internet:
https://pt.saveyourinternet.eu/
E aparece no encontro.
Cria uma thread com a tag sério e lança a discussão, que é interessante.
Neste caso em concreto, temos a sorte de termos as eleições à porta (Maio de 2019). Não são à porta para nós, mas são à porta para os partidos, que já andam todos atarefados a fazer programas eleitorais e decidir que temas lhes podem dar mais uns pozinhos de votos. A votação final é bem capaz de ir calhar perto das eleições, e nessas alturas todos querem ficar todos bem na fotografia. Ou quase todos. Por exemplo, na reuniões-sombra do assunto (reuniões em que representantes dos grupos parlamentares tentar chegar a acordos) que decorreram esta semana, o EPP e o S&D (os maiores grupos parlamentares, que têm um peso imenso) disseram que estavam muito disponíveis para procurar acordos pois tinham por objectivo evitar campanhas sobre este tema perto das eleições. Regra geral, eles não estão interessados em ser associados a medidas de censura, por estas alturas.
Mas ao que parece o acordo proposto estava muito longe de ser um compromisso para todos, pelo que em princípio não vai haver acordo.
Erm... vamos lá ver uma coisa. É uma manif por uma Internet livre. O comum cidadão está a leste do que estamos a falar. Portanto: não. Por outro lado, determinados nichos (como o Reddit) até estão bem em cima da coisa, pelo que o lado positivo é que é um encontro porreiro para conhecer gente fixe.
Também eu. E uma data de gente, que isso é coisa extramamente comum (e talvez ainda mais no Reddit? :P). Não vai passar se ficares sempre em casa. Aparece que ninguém morde e vens embora quando quiseres. E fala com pessoas!
Até já!
PS: Vou dormir e respondo amanhã. O pessoal do turno da noite que dê aí uma ajuda nisto. E venham também, que marcámos às 17h precisamente para que possam acordar e ir.
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2018.08.10 03:58 westthebest Incêndio de Monchique

DISCLAIMER: Eu não fiz nenhum trabalho de jornalismo, não tentei verificar fontes, nem tive cuidado com as datas dos eventos. O texto que está aqui em baixo é simplesmente a minha vivência das merdas. Se tiver aí um bombeiro que participou está mais do que convidado a deixar o seu relato.
Calhou de ter passado umas férias em casa de uns conhecidos no Algarve perto de Monchique (ainda dava para ver o incêndio ao longe no monte). Devido à proximidade senti isto quase em primeira mão e fiquei com uma ideia muito má do desempenho dos serviços de proteção civil.

Primeiros dias

Começou como um incêndio como os outros, logo no primeiro dia ou no segundo começou a dizer-se que "havia uma frente controlada. No entanto ainda iria haver uns problemas devido ao difícil acesso." Fiquei surpreso por saber que participavam no início deste incêndio 700 bombeiros ... número que achava ser um pouco exagerado. Como ainda estava numa parte ventosa do Algarve decidi ver a meteorologia e vi que dentro de 2 ou 3 dias ia começar a estar mais vento: "Ou eles apagam isto agora ou depois fodeu".
De lembrar que este incêndio começou naqueles dias em que as temperaturas estavam nos 40 e tal graus e consequentemente não havia tanto vento como o comum para o monte.
Conclusão:>! Fodeu.!<

Dias de vento

Ardeu meio monte. E sabia que até as coisas acalmarem meteorologicamente nem valia a pena ver as noticias para ver como estavam as coisas, os bombeiros não fazem milagres. Fiquei com o sentimento que os bombeiros tinham uma janela estreita de tempo para apagar aquilo, mas não conseguiram. Não há mal nenhum em não conseguirem, nem sempre ganha o toureiro. Mas por estes dias começou a aparecer nas notícias que "houve alguma desorganização" isto misturado com o primeiro ministro puxado a sul obrigado a dizer: "As coisas estão bem e isto é a exceção." - O que eu entendo disto é que houve merda e os responsáveis decidiram controlar a notícia sendo os próprios a dizer em primeira mão que nem tudo correu bem.

Rescaldo

Hoje que o incêndio está quase extinto ouvi 3 histórias que andam a passar de boca em boca sobre o que aconteceu.
  1. As populações tentaram desde o início ajudar os bombeiros e foram impedidas de o fazer. Monchique tem muitos pontos de difícil acesso e apenas as populações de lá sabem os trilhos que entram pelo monte a dentro. Mas como vivemos num Portugal pós Pedrogão estas foram afastadas do combate ao incêndio, algo que acho ser perfeitamente compreensível. O preço a pagar por isto é simples: Os bombeiros, alguns deles nunca viram Monchique na sua vida, não vão entrar pelo monte a dentro para apagar um incêndio se não fazem ideia de como sair do mato. Solução: Fazer como os espanhóis que espalham bombeiros pela floresta e eles ficam lá o ano inteiro responsáveis pela floresta.
  2. A população disponibilizou camiões com centenas de litros de água para os bombeiros utilizarem. Estes ficaram parados 2 dias sem ser utilizados, isto porque não foi dada liberdade aos bombeiros de tomarem as suas decisões.
  3. Muitos dos bombeiros tiveram de esperar 5 horas antes de poderem ir combater os incêndios por causa de burocracias
Tudo aponta que este vai ser um ano muito bom e com poucos incêndios, devido à quantidade de chuva que caiu entre Março e Junho. Se tivermos sorte este fui o único teste que a nossa proteção civil teve para testar os seus desenvolvimentos desde o ano passado (em que ardeu mais em Portugal do que no resto da Europa) e falharam.
Infelizmente estamos dependentes da TVI e companhia para saber ao certo o que falhou e quem falhou... mas como não foi nenhuma tragédia como a da Grécia isto vai cair no esquecimento.
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2017.08.15 23:53 feedreddit Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história”

Longe de Charlottesville, São Paulo também celebra o “lado errado da história”
by Ana Maria Gonçalves via The Intercept
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A manifestação neonazista e o atentado ocorridos na semana passada em Charlottesville giram em torno da disputa simbólica da herança representada pelos monumentos confederados. A cidade da Virgínia, seguindo o exemplo de algumas outras cidades do sul dos Estados Unidos, pretende remover a estátua do general Robert E. Lee, e os supremacistas brancos estavam por lá para defendê-la.
Lee foi o militar que comandou o exército da Virgínia contra a União, numa guerra separatista que queria manter a escravidão no Sul do país. A discussão tomou fôlego em 2015, depois que um supremacista branco matou nove pessoas negras em um atentado a uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul. A cidade de New Orleans, por exemplo, comemorou, em maio passado, a remoção do último dos quatro monumentos confederados, exatamente uma estátua do general Lee.
O prefeito Mitch Landrieu, que é branco, reconheceu que tais monumentos celebram a supremacia branca, e disse que tal ato poderia fazer com que o estado da Louisiana finalmente começasse a se curar [dos males da escravidão], pois “não é bom continuar reverenciando uma falsa versão da história e colocar a Confederação em um pedestal”, completando que há que se reconhecer que os confederados estavam no lado errado da história.
“Não é bom continuar reverenciando uma falsa versão da história e colocar a Confederação em um pedestal”Por “lado errado da história”, por mais que se tente amenizar ou mesmo mascarar a intenção dos estados do sul durante a Guerra da Secessão, deve-se entender:o lado que defendia a manutenção de uma economia baseada na escravidão.
Não é apenas nos Estados Unidos que o “lado errado da história” é celebrado e mascarado. Aqui no Brasil, em Santa Bárbara D´Oeste (SP), há mais de 30 anos acontece a Festa Confederada. Com patrocínio estatal e incluída no calendário oficial do Estado de São Paulo, a festa, segundo os organizadores, foi organizada para “manter viva a memória dos nossos ancestrais” – ou seja, os confederados que, depois de derrotados nos sul dos Estados Unidos, vieram procurar abrigo no Brasil, onde ainda havia escravidão.
A história desses ancestrais e de como chegaram a esta região do estado de São Paulo pode ser lida no livro “Brazil: the Home for Southerners” (“Brasil, lar dos sulistas”, em tradução livre), do reverendo Ballard S. Dunn. Na festa dos descendentes dos confederados brasileiros, assim como nas casas e nas manifestações dos supremacistas estadunidenses, a bandeira confederada está em todos os lugares: nas roupas, na decoração, nos uniformes, pintada no palco onde acontecem shows e apresentações.

O contexto dessa imigração

Um dos grandes problemas deixados por séculos de escravidão foi o que fazer com o enorme contingente de negros libertos ou libertados, que nunca seriam totalmente integrados à sociedade. Aos olhos dos ex-senhores e das autoridades, representavam tanto uma ameaça à ordem pública, em locais onde eram muito numerosos, como uma ameaça à composição étnica, por serem considerados inferiores.
Os Estados Unidos fundaram uma colônia na África (Libéria), para onde enviaram todos os negros que se dispunham a deixar o país, com todas as despesas pagas. A ideia de uma colônia de negros norte-americanos no Brasil, mais especificamente na região amazônica, também era bastante atraente, por ser mais perto e por acreditarem que tínhamos aqui um modelo de sociedade menos racista.
O governo brasileiro chegou a ser consultado em algumas ocasiões, abortando a ideia porque, na época, mesmo antes da Abolição por aqui, já se pensava em um processo de branqueamento da população. Havia leis que proibiam a entrada de africanos livres no país e, ainda em 1945, imigrantes deveriam ser selecionados de acordo com a “necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes de sua ascendência européia.” A política de incentivos para atrair imigrantes europeus brancos acabou atraindo também os brancos norte-americanos.
Descendentes de sulistas americanos na Festa Confederada de 2017
Reprodução: Festa Confederada / Facebook
Com o fim da Guerra Civil, alguns sulistas brancos escravocratas se sentiram humilhados com a derrota imposta pelo norte abolicionista, acreditando que não havia mais condições de permanecerem no país. Na década de 1860, o reverendo Ballard S. Dunn fez uma longa expedição pelo Brasil e acabou escolhendo, com o aval do Imperador, uma região no interior do estado de São Paulo. Mudando-se para lá junto com várias famílias, fundou os povoamentos que dariam origem às cidades de Americana e Santa Bárbara D´Oeste. A ligação com o passado é tão forte que até 1998, o brasão de Americana ainda fazia alusões à bandeira confederada.
Nenhum problema que os descendentes de confederados brasileiros queiram continuar reverenciando seus antepassados, mas que o façam com a verdade, em respeito à História e aos descendentes de escravizados.Os descendentes dos confederados de Santa Bárbara D´Oeste, representados por uma associação chamada Fraternidade Descendência Americana, soltaram uma nota condenando e lamentando o atentado em Charlottesville. A nota contém trechos de uma mesma nota emitida em 2015, quando do atentado na igreja de Charleston, como podemos ver reportagem, e pode ser lida na íntegra aqui , mas da qual destaco:
“A Fraternidade Descendência Americana representa milhares de descendentes de imigrantes Americanos que escolheram o Brasil como novo lar após sofrerem os horrores da guerra da secessão. Este conflito resolveu todas as divergências filosóficas, políticas, econômicas e sociais, onde o lado vencedor ditou as regras para todos daquele país, cujos efeitos refletem no atual sistema de vida dos Norte Americanos. Nossos ancestrais encontraram no Brasil o abraço acolhedor e a paz para recomeçarem suas vidas, sendo seus descendentes os maiores demonstradores da integração entre raças e povos frutos dos casamentos inter-raciais que ocorrem desde das primeiras gerações de descendentes.”
E:
“Aproveitamos para ressaltar que o General Robert E. Lee é considerado um dos melhores generais da história dos EUA e que ele não possuía escravos e entendia que a escravidão era um grande mal. Ele liderou as tropas confederadas na sua luta pela independência. Desta forma, o General Robert E. Lee não representa os grupos extremistas de direita estadunidense.”
Há tantos problemas nestes dois parágrafos acima que fica difícil começar, mas vou me ater ao que se refere ao general Lee. Nenhum problema que os descendentes de confederados brasileiros queiram continuar reverenciando seus antepassados, mas que o façam com a verdade, em respeito à História e aos descendentes de escravizados.
A bandeira dos Confederados é hasteada para a festa no interior de São Paulo.
Divulgação: Festa dos Confederados / Facebook
“Informações sobre a vida de Lee foram editadas para apresentá-lo sob uma luz favorável, começando imediatamente após sua morte – até mesmo no Norte”, diz este artigo, que ainda traz a seguinte declaração do ex-escravo, escritor e abolicionista Frederick Douglass: “Dificilmente podemos pegar um jornal que não esteja cheio de bajulações nauseantes” acerca de Lee, sobre quem “parece que o soldado que mais matou homens em batalhas, até mesmo por má causa, é o maior dos cristãos, qualificado por um lugar no paraíso.”
O artigo também dá conta de que Lee teve escravos sim, ao contrário do que muitos tentam negar: “Lee possuía escravos próprios antes da Guerra Civil, até 1852 [sua esposa continuou possuindo depois disto], e considerou comprar mais depois desta data, de acordo do a biografia escrita por Elizabeth Brown Pryor, que se baseia nas correspondências de Lee.” Em carta para a esposa, o general diz o que acha da escravidão: “A escravidão, como instituição, é um mal moral e político em qualquer país”.
A Guerra Civil foi, sim, uma luta pela manutenção da escravidãoDeve ser daqui que a Fraternidade Descendência Americana tirou a declaração sobre Lee, esquecendo-se, no entanto, do que complementa essa sua declaração. Lee afirma que a escravidão era pior para os brancos do que para os negros, e que era necessário que os negros a suportassem, para que fossem civilizados:
“A dolorosa disciplina pela qual estão passando é para a instrução de sua raça… Por quanto tempo esta instituição será necessária é sabido e ordenado por uma sábia Providência Misericordiosa.”
Ou seja: só Deus sabia, e não cabia aos homens libertá-los. Aqui se confirma o argumento de que a Guerra Civil foi, sim, uma luta pela manutenção da escravidão, na qual a religião foi forte componente. O que pode ser confirmado neste artigo, que a coloca no centro das declarações dos vários estados confederados.
Ou seja, naquele tempo e agora, os símbolos confederados, como a bandeira e as estátuas do general Lee, representam um ideal defendido tanto por Trump quanto pelos supremacistas brancos: a américa para os americanos – e apenas os brancos protestantes. Os mesmos que migraram para o Brasil e deram origem às cidades de Americana e Santa Bárbara D`Oeste. Que seus descendentes queiram honrar sua memória é completamente entendível, mas que também assumam a verdade histórica da herança que trouxeram com eles.
Foto em destaque: Polícia protege estátua em Charlottesville, no último sábado, dia 12. Michael Nigro/ AP
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