Encontrar uma pessoa na Suécia

Aqui poderá encontrar informações atualizadas sobre atividades de promoção e reforço do relacionamento bilateral entre Portugal e a Suécia. O atendimento na Secção Consular é possível mediante marcação prévia, recomendando-se que o agendamento seja realizado através do seguinte endereço correio eletrónico: sconsular.estocolmo ... Não Consigo Encontrar a Pessoa Que Procuro, o Que Faço Agora? [editar editar código-fonte] A população apreciavam um nível mais elevado de mobilidade pessoal na Suécia do que em outros países devido ao terreno mais fácil, às estradas estabelecidas, e a um sistema que permitisse que a população com razões legítimas se mover para ... Onde moram e de onde são os brasileiros na Suécia. Atualmente existem pouco mais de 10 milhões de habitantes na Suécia e estima-se que 6.000 brasileiros moram no país, sendo que não é uma coincidência o fato que a maiorias dos nossos compatriotas moram nas maiores cidades suecas, como por exemplo na capital Estocolmo, Gotemburgo e Malmö. Encontrar a Cidade dos Seus Antepassados na Suécia [editar editar código-fonte]. Registros genealógicos são organizados por localidade geográfica. Registro civil (registros de nascimento, casamento e óbito do governo) e registros da igreja (batizados/batismos, casamentos e sepultamentos) foram mantidos a nível local. Para pesquisar esses registros, você deve conhecer a cidade onde ... Se você é um estudante internacional na Suécia, vindo de um país de fora da Europa, tem permissão para solicitar uma estadia extra de seis meses após o término dos seus estudos para ter tempo de procurar por uma vaga profissional e, se encontrar, pedir por um visto de trabalho.Isto lhe possibilita ficar na Suécia e dar início à sua carreira no exterior. Este ambiente é importante para uma pessoa criativa que precisa de calma e inspiração. Aqui a proprietária é forçada a usar sua criatividade porque não há outras tentações. Na cidade, existem rotas de fuga, como encontrar amigos, dar um pulo na cidade ou fazer um lanche. Aqui você tem que viver com você mesmo, não há outra saída. Sou uma pessoa previlegiada por ter 2 pátrias. Sou cidadã brasileira e cidadã suéca. Acho a Suécia um país muito bom de se viver. Um país que pensa muito na criança…no deficiente…no idoso. O respeito existe, as leis são cumpridas, não existe um percentual alto de criminalidade. Eles tem uma grande admiração pelo Brasil. Dinamarca. Havia uma terceira pessoa no submarino. 153 . ... É um caso raro em todo o mundo: um explorador conseguiu encontrar um alce branco na Suécia. A espécie é rara e as imagens ... Uma coisa muito comum na Suécia chama-se “föreningsliv” que seriam as associações. Associação de pessoas com interesses comuns, fotografia, filme, música, pintura, costura, livros, culinária, comida vegetariana, esses dias vi uma onde as meninas se encontravam na piscina uma vez por semana e colocavam uma calda de sereia e ficavam ...

O Problema da Distribuição não é o Centro da Economia — Comentários sobre “O Capital no Século 21” - Tradução de Gabriel Gonçalves Martinez

2020.07.21 09:03 Emile-Principe O Problema da Distribuição não é o Centro da Economia — Comentários sobre “O Capital no Século 21” - Tradução de Gabriel Gonçalves Martinez

Zhou Xincheng*
Com a publicação de “O Capital no Século 21” de Thomas Piketty, há muita discussão nos círculos econômicos. Isso é compreensível, porque o problema da distribuição sempre afetou o coração das pessoas. Na China, desde a década de 90 do século passado, o problema da distribuição é cada vez mais proeminente, piora a diferença de renda, e aumenta a voz das pessoas pedindo por prosperidade comum. É inevitável que os economistas falem sobre o problema da distribuição.
Já que a atenção prestada ao problema da distribuição é tão alto, podemos então concluir que“a distribuição de renda deve ser colocada como centro do estudo econômico”? Esta formulação envolve uma questão de princípio. Qual posição ocupa a distribuição na vida econômica? Os estudos econômicos no Ocidente frequentemente concentram sua atenção na distribuição, sempre dando voltas entorno da relação entre eficiência e justiça. É como se uma vez que as políticas de distribuição forem ajustadas, os defeitos do capitalismo podem ser ajustados e sua saúde e vitalidade mantidas. Eles não estão dispostos a tocar na propriedade capitalista, nem estão dispostos em investigar a relação entre o proletariado e a burguesia no campo da produção. Isso está de acordo com os interesses fundamentais da burguesia. Porém, nós não podemos proceder dessa maneira.
De acordo com a visão Marxista, a distribuição não é o centro da economia, ela é parte da produção, decidida pela propriedade dos meios de produção, portanto está em uma posição subordinada. Vendo a partir da relação entre vários elos da produção (produção, troca, distribuição e consumo), é a produção que determina a distribuição. Apenas por meio da produção das coisas é possível realizar a distribuição. Sem produção não pode haver distribuição. É assim não apenas vendo a partir da forma dos objetos materiais, mas também a partir dos modos de distribuição. O modo de produção determina o modo de distribuição. Se os meios de produção estão nas mãos dos capitalistas, os trabalhadores nada possuem, então precisam vender sua força de trabalho no mercado, contratado e recebendo ordens do capitalista no processo de produção, então na distribuição o trabalhador obrigatoriamente receberá um salário (valor da força de trabalho), o capitalista obterá lucro (o que quer dizer que o capitalista terá livre posse da mais valia produzida pelo trabalhador, ou seja, os capitalistas dependem que o capital obtenha renda). Essa é uma necessidade objetiva, que não depende da vontade das pessoas. Mesmo que um método específico de distribuição mude, sua natureza não pode ser alterada. Marx afirmou: “A própria distribuição é um produto da produção, tanto no que se refere ao seu objeto (pois só se podem distribuir os resultados da produção) como no que se refere à sua forma (posto que o modo determinado de participação na produção determina as formas particulares da distribuição, isto é: a forma sob a qual se participa na distribuição). “ (Introdução à Contribuição Para a Crítica da Economia Política)
Por isso, ao pesquisarmos o problema da distribuição, primeiramente devemos pesquisar o modo de produção. Vendo a partir da essência das coisas, ao abandonar o modo de produção, não podemos ver de maneira clara o problema da distribuição. Diferentes sistemas sociais possuem diferentes modos de distribuição. Nós não podemos deixar de lado o modo de produção e abstratamente investigarmos a distribuição. A distribuição na sociedade capitalista é uma coisa, a produção na sociedade socialista é outra coisa; a distribuição sob a base da propriedade privada dos meios de produção é uma coisa (obviamente, a relação de distribuição sob diferentes formas de propriedade privada é também diferente), a distribuição sob a base da propriedade pública é outra coisa. Existe uma diferença de princípios entre os dois. Tentar encontrar em diferentes tipos de sociedade certas características comuns, tirando algumas leis gerais básicas (por exemplo, escravos, servos e trabalhadores assalariados recebem uma determinada quantidade de comida que permite que eles existam como escravos, servos e trabalhadores assalariados), bem como um número específico de fenômenos superficiais (por exemplo, tanto nas empresas públicas socialistas, quanto nas empresas privadas capitalistas existe pagamento de salario), não existem grandes diferenças. Vendo a partir da perspectiva das relações econômicas, a distribuição é um tipo de relação entre as pessoas e depende das relações de propriedade dos meios de produção. Qualquer produção material é efetuada em sociedade, é uma produção social. “A produção é sempre apropriação da natureza pelo indivíduo no seio e por intermédio de uma forma de sociedade determinada.” (Introdução) Os economistas burgueses frequentemente gostam de usar o indivíduo como ponto de partida de suas pesquisas, no entanto, histórias como a de Robinson Crusoe são apenas invenções de escritores e não podem existir na vida real.
No processo de produção, as pessoas inevitavelmente irão contrair inevitáveis relações que não dependem de suas vontades, que são relações de produção compatíveis com um determinado estágio do desenvolvimento da produtividade material. As relações econômicas são um sistema composto por múltiplas relações, entre elas a propriedade dos meios de produção é a base de todas as relações econômicas, ela é a relação decisiva, e aquele que possua esses meios de produção possuem a vantagem em todo o processo de produção, podendo dominar e explorar todos aqueles que perderam os meios de produção. As relações de distribuições são subordinadas e determinadas pelo regime de propriedade. Um determinado tipo de propriedade dos meios de produção terá um determinado tipo de relações de distribuição. A propriedade privada capitalista determina as relações de distribuição capitalista, que significa que os capitalistas obtêm lucros (a mais-valia criada pelos trabalhadores), os trabalhadores ganham um salário (valor da força de trabalho), formando uma relação de exploração capitalista; a propriedade pública socialista determina as relações de distribuição socialista, ou seja, a distribuição se dá de acordo com o trabalho, excluindo os meios de produção na participação da distribuição. Se você não trabalha você não recebe. Sem explicar o sistema de propriedade, não se pode explicar a questão da distribuição.
Lenin ao dar uma definição sobre as classes, especificamente apontou que as relações de distribuição são determinadas pelo regime de propriedade. Ele falou: “Chama-se classes a grandes grupos de pessoas que se diferenciam entre si pelo seu lugar num sistema de produção social historicamente determinado, pela sua relação (as mais das vezes fixada e formulada nas leis) com os meios de produção, pelo seu papel na organização social do trabalho e, consequentemente, pelo modo de obtenção e pelas dimensões da parte da riqueza social de que dispõem.” (Uma Grande Iniciativa, 1919) Ele não divide as classes principalmente de acordo com a reanda (no Ocidente os economistas e sociólogos frequentemente fazem isto), mas sim divide as classes de acordo com a propriedade dos meios de produção. Ele acredita que o “método e a quantidade” da distribuição é decidido pela propriedade. Estudar os problemas da política e da economia, investigando as relações de classe, vendo a propriedade como o fator decisivo ou tomar a distribuição salarial como centro? Esta é precisamente a maior diferença entre o Marxismo e a economia política e a sociologia Ocidental.
Marx e Engels prestaram uma atenção muito grande à questão da propriedade. Eles sempre tomaram a questão da propriedade como a questão fundamental da economia e como centro da investigação do desenvolvimento da sociedade humana. Engels ao resumir a história do desenvolvimento social da humanidade apontou que a revolução, ainda que seja um movimento político, ela em última instância busca alterar a propriedade dos meios de produção. Ele disse: “Até hoje, todas as revoluções têm sido contra um tipo de propriedade e em favor de outro; um tipo de propriedade não pode ser protegido sem que se lese outro. Na grande Revolução Francesa, a propriedade feudal foi sacrificada para que se salvasse a propriedade burguesa (…) desde a primeira até a última dessas chamadas revoluções políticas, todas elas se fizeram em defesa da propriedade, de um tipo de propriedade, e se realizaram por meio do confisco dos bens (dito de outro modo: do roubo) por outro tipo de propriedade.” (Engels, A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. Capítulo V. Gênese do Estado Ateniense).
Por isso, Marx e Engels no “Manifesto do Partido Comunista” enfatizaram que a questão da propriedade era o “problema básico” do movimento comunista. “A revolução comunista é a mais completa ruptura com a propriedade tradicional”. Quando investigava e estudava os métodos para a libertação do proletariado e do povo trabalhador conquistar sua libertação, sempre colocaram a questão da propriedade em primeiro lugar. Eles enfatizaram: “Os comunistas podem resumir sua teoria em uma frase: eliminar a propriedade privada.”
A propriedade determina as relações de distribuição. Portanto, não podemos estudar a questão da distribuição por si mesma, mas sim devemos primeiro investigar a questão da propriedade dos meios de produção. Ao estudarmos a questão sob esta premissa, nós podemos ver a essência da distribuição. Ao discutirmos a questão da distribuição, sem falarmos da propriedade, iremos apenas descrever a aparência dos fenômenos, sem compreender sua essência. Mao Zedong aderiu e desenvolveu o princípio básico de Marx de que a produção determina a distribuição e o modo de produção determina o modo de distribuição. Quando ele estava lendo o Manual de Economia Política da União Soviética, ele propôs um importante princípio metodológico para investigar a distribuição: É necessário estudar o problema da distribuição a a partir da propriedade dos meios de produção, ou seja, estudar a distribuição dos bens de consumo em conexão com as condições de produção. Ele criticou o Manual por este ter deixado de lado a distribuição dos meios de produção na hora de discutir a distribuição dos bens de consumo, considerando a distribuição dos meios de consumo como a força motriz decisiva, apontando que esta era uma teoria equivocada que considera a distribuição como determinante. No que diz respeito a questão da distribuição, de acordo com Marx em “Crítica do Programa de Gotha“, a distribuição é primeiramente a distribuição das condições de produção, nas mãos de quem está os meios de produção, esta é questão decisiva; a distribuição dos meios de produção determina a distribuição dos bens de consumo; o Manual não explica a distribuição dos meios de produção, apenas fala da distribuição dos bens de consumo, considerando a distribuição dos bens consumo com força motriz decisiva, o que é uma revisão da visão correta de Marx exposta acima, um grande equivoco teórico.
Ele ainda afirmou que é errado explicar a superioridade do socialismo sem falar na propriedade pública, apenas falando em aumento de salários. O “ Manual” fala que a superioridade fundamental do socialismo em relação ao capitalismo é porque os salários se elevam constantemente, o que é algo bastante errado; os salários pertencem a distribuição dos bens de consumo. Um tipo determinado de distribuição dos meios de produção terá um tipo de distribuição de produtos e distribuição de bens de consumo; o primeiro determina o segundo. Tais conclusões de Mao Zedong são instrutivas para estudarmos o problema atual da distribuição.
Atualmente, nos estudos sobre o problema da distribuição, há uma tendência entre os círculos econômicos que não fala sobre a questão da propriedade e apenas fala sobre a distribuição. Esta tendência se assemelha ao lassalianismo criticado por Marx: circular entorno da distribuição, parecendo que o objetivo de luta dos socialistas é obter uma “fruto integral do trabalho”, o que Marx critica como socialismo vulgar. Na discussão sobre a questão da distribuição, a tendência de falar sobre a propriedade, mas apenas falar sobre políticas específicas de distribuição e a tomada de algumas medidas, pode ser vista em todos os lugares na China. Por exemplo, ao falarem sobre a questão da diferença entre ricos e pobres, sem analisar suas raízes, muitos acadêmicos que estudam tal problema passam a impressão que, desde que as políticas de distribuição sejam ajustadas, este problema pode ser eliminado. O mais importante em seus artigos é a questão da distribuição. Na fase primária do socialismo, devido o baixo nível de desenvolvimento das forças produtivas, a economia privada joga um papel positivo no desenvolvimento da economia nacional. Nós devemos implementar o sistema econômico básico que toma a propriedade pública como corpo principal, com múltiplas formas de propriedade se desenvolvendo conjuntamente. Portanto, nós ainda não podemos eliminar a pobreza definitivamente. A diferença entre ricos e pobres pode ser apenas limitada até certo nível através do desenvolvimento da propriedade pública, de forma que isto não se espalhe por toda a sociedade. O impacto social da diferença entre ricos e pobres pode ser mitigado através de medidas apropriadas na área da redistribuição.
Outro exemplo é o de quando alguns economistas falam sobre a prosperidade comum, eles não mencionam a propriedade pública, como sob a base da propriedade privada, é possível conquistar um melhor bem-estar e assim conquistar a prosperidade comum. Eles consideram a Suécia como um modelo de prosperidade comum, sendo esta uma das razões pela qual algumas pessoas advogam seguir o caminho do socialismo democrático. Eles consideram a prosperidade comum meramente como a melhoria de vida de todos. Não consideram que a prosperidade comum é um tipo de relação de distribuição, ou seja, ela é distribuição realizada de acordo com um padrão unificado (em vez de ser alguma pessoa obtendo renda apoiando-se no capital ou uma pessoa obtendo sua renda por meio do trabalho). Portanto, com o desenvolvimento da produtividade, o padrão de vida pode ser melhorado de maneira geral. Isto só pode ser conquistado baixo a propriedade pública. A propriedade privada leva apenas a polarização e nunca conquistará a prosperidade comum. Alguns economistas falam em prosperidade comum enquanto advogam a privatização. Não seria exatamente o oposto?
De acordo com o Marxismo, as relações de distribuição depende do regime de propriedade, portanto ao falarmos da distribuição, devemos colocar a regime de propriedade em primeiro lugar. Em seu livro “O Capital do Século 21”, Piketty usa vários dados estatísticos para provar que nos países capitalistas a taxa de crescimento do retorno do capital é maior que a do PIB, então a diferença entre ricos e pobres está se aprofundando, e a polarização se intensificando. Ele critica fortemente a teoria da curva U invertida de Kuznets, que é uma defesa aberta do capitalismo (a expansão da diferença entre ricos e pobres faz parte do estágio inicial do desenvolvimento e com o desenvolvimento das forças produtivas esta diferença irá naturalmente diminuir), o que ajuda a entender a realidade do capitalismo atual. Este é um mérito que devemos reconhecer. No entanto, o seu grande defeito (um defeito comum entre economistas burgueses) é que ele em momento algum menciona a propriedade privada capitalista, e não a vê como a causa do problema. Parece que somente ajustando as políticas de distribuição, tais como a coleta de impostos sobre as heranças, imposto progressivo sobre a renda, etc., isto pode evitar o aumento da diferença entre ricos e pobres e eliminar o fenômeno da polarização. Ele fica apenas na aparência do fenômeno, sem revelar a essência do problema. Vendo da perspectiva da revelação da essência do sistema capitalista e da exposição da tendência do desenvolvimento humano, Piketty não pode ser comparado com Marx. Um é um economista burguês que apenas quer encontrar um caminho dentro do capitalismo; o outro é um revolucionário que advoga a derrubada do sistema capitalista e a sua substituição pelo sistema socialista. Deixar de lado a propriedade privada capitalista e tratar a distribuição como o centro da pesquisa econômica é uma manifestação de que a teoria econômica de Piketty é economia burguesa. Portanto, “O Capital no Século XXI” não se compara a “O Capital” em termos de profundidade teórica.
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2020.05.27 16:14 pajavu Lockdown é uma perda de tempo, afirma cientista laureado com o Nobel

TL;DR: cientista Michael Levitt, que não é infectologista, ganhou o Nobel de química em 2013 e sugeriu que a decisão de manter as pessoas em casa (lockdown) foi motivada por pânico, e afirmou que acha que o lockdown pode ter custado mais vidas, com "dano social extremo" em virtude de aumento da violência doméstica, alcoolismo, divórcios... (sem citar esses dados). A matéria também cita report da JP Morgan (empresa de serviços financeiros) que mostra que a taxa de infecção caiu em vários países após relaxamento do lockdown.
Antes de postar a matéria traduzida, já adianto algumas considerações minhas:
Não sou cientista da área, sou advogado e pesquisador na área do Direito, embora tenha muito interesse no estudo científico (das hard sciences inclusive) e acompanho divulgadores científicos em geral desde antes de ingressar na faculdade. Mas acho interessante o debate sobre o ponto que estou trazendo, até para desconstruí-lo com argumentos.
Sei que o fato de mencionar um "estudo" da JP Morgan já traz aquele alerta (da mesma forma daquele "estudo" do Samy Dana). Mas esse dado é aparentemente verdadeiro: após o lockdown, a taxa de contaminação continuou caindo em praticamente todo lugar. O que os amigos pensam sobre isso? além, é claro, de que tem vários fatores envolvidos nisso.
Enfim, acho interessante a discussão, assim como discutir o caso da Suécia etc.

Segue a matéria:
https://www.dailymail.co.uk/news/article-8351649/Lockdown-waste-time-kill-saved-claims-Nobel-laureate.html

O bloqueio foi uma perda de tempo e poderia matar mais do que economizou, afirma o cientista laureado com o Nobel da Universidade de Stanford
Professor Michael Levitt ganhou o prêmio Nobel de química em 2013
Sugeriu que a decisão de manter as pessoas dentro de casa foi motivada por 'pânico'
O professor Levitt também disse que a modelagem de Neil Ferguson superestimou as mortes

O lockdown do coronavírus pode ter causado mais mortes do que ele salvou, afirmou um cientista laureado com o Nobel.
Michael Levitt, um professor da Universidade de Stanford que previu corretamente a escala inicial da pandemia, sugeriu que a decisão de manter as pessoas dentro de casa era motivada pelo "pânico" e não pela melhor ciência.
O professor Levitt também disse que a modelagem que levou o governo [britânico] ao lockdown - realizado pelo professor Neil Ferguson - superestimou o número de mortos em "10 ou 12 vezes".
Suas reivindicações ecoam as de um relatório do JP Morgan que disse que os lockdowns falharam em alterar o curso da pandemia, mas "destruíram milhões de meios de subsistência".
O autor Marko Kolanovic, físico treinado e estrategista do JP Morgan, disse que os governos foram assustados por "artigos científicos falhos" para impor bloqueios "ineficientes ou atrasados" e com pouco efeito.
Ele disse que a queda nas taxas de infecção desde que os bloqueios foram suspensos sugere que o vírus "provavelmente tem sua própria dinâmica", que não está relacionada a medidas de lockdown frequentemente inconsistentes.
A Dinamarca está entre os países que viram sua taxa de R0 continuar caindo após a reabertura de escolas e shoppings, enquanto a taxa da Alemanha permaneceu abaixo de 1,0 após a redução do bloqueio.
O professor Levitt disse ao The Telegraph : 'Acho que o lockdown não salvou vidas. Eu acho que pode ter custado vidas. Ele salvou algumas vidas de acidentes de trânsito, coisas assim, mas os danos sociais - abuso doméstico, divórcios, alcoolismo - foram extremos.
"E então você tem aqueles que não foram tratados por outras condições."
O professor Levitt, que ganhou o Prêmio Nobel de Química em 2013 pelo 'desenvolvimento de modelos em várias escalas para sistemas químicos complexos', afirmou há dois meses que a maioria dos especialistas em previsões sobre o coronavírus está errada.
Ele também acredita que o governo deveria incentivar os britânicos a usar máscaras e encontrar outras maneiras de continuar trabalhando enquanto se distanciam socialmente.
A modelagem do professor Ferguson, por outro lado, estimou que até 500.000 mortes ocorreriam sem medidas de distanciamento social.
O professor Levitt acrescentou: 'Por razões que não estavam claras para mim, acho que os líderes entraram em pânico e as pessoas entraram em pânico. Houve uma enorme falta de discussão".
Com 73 anos, o ganhador do prêmio Nobel não é um epidemiologista, mas avaliou o surto na China no início da crise e fez previsões alternativas com base em seus próprios cálculos.
Embora o professor Levitt reconheça que os bloqueios podem ser eficazes, ele os descreve como "medievais" e acha que os epidemiologistas exageram suas alegações, de modo que as pessoas têm mais probabilidade de ouvi-las.
Seus comentários foram feitos quando outros cientistas que trabalhavam no mesmo campo também relataram que não podiam verificar o trabalho do professor Ferguson.
A pesquisa de cientistas concorrentes - cujos modelos produziram resultados muito diferentes - foi amplamente ignorada pelos consultores do governo [britânico].
David Richards, co-fundador da empresa britânica de tecnologia de dados WANdisco, disse que o modelo de Ferguson era uma "bagunça de buggy que se parece mais com uma tigela de macarrão de cabelo de anjo do que com uma peça de programação refinada". Richards disse: "Em nossa realidade comercial, demitiríamos alguém por desenvolver código como este e qualquer empresa que dependesse dele para produzir software para venda provavelmente faliria".
Pesquisadores da Universidade de Edimburgo também encontraram bugs ao executar o modelo, obtendo resultados diferentes quando usavam máquinas diferentes, ou mesmo as mesmas máquinas em alguns casos.
A equipe relatou um "bug" no sistema que foi corrigido - mas os especialistas no campo continuam atordoados com a inadequação.
Quatro modeladores experientes observaram anteriormente que o código está "profundamente cheio de bugs", tem "enormes blocos de código - práticas ruins" e é "possivelmente o pior código de produção que eu já vi".
Após a previsão sombria do modelo, o professor Michael Thursfield da Universidade de Edimburgo criticou o registro do professor Ferguson como "irregular".
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2020.04.24 11:45 Dleet3D Dados Estatísticos COVID-19 [24 de Abril, 2020]

Olá a todos, espero que estejam todos bem. Venho aqui deixar uma série de dados interessantes sobre a evolução do novo contravirus em Portugal, e em comparação com alguns outros países.
Podem encontrar o PDF aqui: https://docdro.id/lAuxEOw (Agora com as fontes dos gráficos)

Algumas perguntas interessantes que tentei responder:

Estamos a fazer testes suficientes?
De momento temos uma taxa de 1 em cada 10 testes a dar positivo, em média. Em termos per capita, dos países analisados encontramos-nos no top 3 de maior número de testes per capita. Considero, em jeito de opinião, que de modo a avançar e deixar o estado de emergência, deve-se pelo menos duplicar esta capacidade. Falta ainda fazer testes sorológicos para imunidade em larga escala.

Qual a evolução do número de casos e óbitos quando olhamos para valores per capita sincronizados entre países?
Sincronizando pelo dia em que dado país atingiu 0.001% da sua população infectada (ou 0.01% para óbitos), Portugal não se encontra entre os países mais afectados, estando dentro do desvio padrão de países como a Alemanha.

Qual a taxa de letalidade para pessoas diagnosticadas com COVID-19, nos diferentes países?
A taxa de letalidade em Portugal ronda os 3.70% (ou seja, cerca de 3.70% das pessoas infectadas acaba por sucumbir à doença). Identificam-se dois factores importantes que controlam esta taxa de letalidade: o número de testes (se pessoas não forem identificadas como positivas, e só se testarem os casos mais graves, naturalmente a taxa de letalidade vai parecer mais elevada, este é o caso de países como o Reino Unido e a Suécia) e a sobre-lotação dos serviços de saúde (que causa mortes por falta de tratamento adequado, é o caso de países como a Itália e a Espanha).

Qual o estado de lotação dos serviços de saúde?
Portugal esteve próximo da sobre-lotação dos serviços de saúde durante a primeira semana de Abril, mas desde então foram anunciadas novas aquisições de ventiladores e instalações de unidades de cuidados intensivos provisórias. A taxa actual de lotação de UCIs deverá rondar os 33% e o número de ventiladores ocupados será, em média, 42%. Estes dados são aproximações muito arredondadas, a partir de informações disponibilizadas em notícias que reportam o número de ventiladores e camas UCI disponíveis. É de salientar que o número reportado pela DGS de pacientes internados devido ao COVID-19 tem vindo a decrescer consistentemente nos últimos 8 dias.

A população está a aderir às medidas de segurança e distanciamento social?
Regra geral, Portugal foi dos países que mais aderiu às regras de ficar em casa, indo em média -80% às compras, supermercados e farmácias. No entendo, no mês de Abril, tem-se verificado um decréscimo considerável no cumprimento destas indicações, com as idas a locais públicos a aumentar cerca de 15%, mostrando talvez um certo "cansaço social".

Qual o impacto destas medidas na libertação de CO2, a nível mundial?
Ao contrário de algumas notícias referentes à libertação de gases azotados, a libertação de CO2 a nível mundial não mostrou um decréscimo considerável, estando a par ou mais elevada que as emissões de 2019.

Qual o impacto destas medidas na economia mundial e em Portugal?
Diferentes índices a bolsa a nível mundial mostraram um crash inicial, com algumas das respostas primárias a amenizar este efeito, encontrando-se, actualmente, semi-estáveis. Pretendo ainda estudar os novos valores de desemprego em Portugal.

O investimento na saúde, em percentagem do PIB, tem relação com a resposta à crise?
Regra geral, o investimento na saúde não se correlaciona directamente com uma melhor ou pior resposta a uma crise deste género.

Espero que seja útil, e espero comentários onde possa melhorar.

EDIT: Resposta às perguntas
EDIT2: Fontes dos dados
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2020.01.05 12:08 Hellblazer_666 O sucesso econômico chinês é inquestionável, especialmente para nós, brasileiros, que vivemos numa nação vista há séculos como o "país do futuro".

O sucesso econômico chinês é inquestionável, especialmente para nós, brasileiros, que vivemos numa nação vista há séculos como o
Nossa qualidade de vida não regride, mas se nos compararmos a outros países é inquestionável que estamos ficando pra trás. Entre os que tinham um regime político representativo na primeira metade do século XIX, somos hoje um dos mais pobres. Ainda temos sido superados por Estados-nacionais que surgiram na segunda metade do dezenove ou ao longo do vinte, sendo um deles a própria República Popular da China.
A China entrou na década de 1990 com um PIB per capita cerca de cinco vezes menor que o brasileiro, e de acordo com estimativas do FMI superou o Brasil em 2018. A coisa não para aí. O país tem registrado taxas elevadíssimas de crescimento para o padrão internacional desde a sua entrada na OMC e se tornou a segunda maior economia do mundo. Sabemos que a China demorou a se "ocidentalizar" no contexto da criação do Estado-nacional e da transição para um regime econômico moderno, além de passar por uma guerra civil e ter sofrido sanções econômicas durante o governo de Mao Tsé-Tung. Nada muito fora do padrão do leste asiático, mas completamente diferente das americas do norte e do sul, e dos europeus.
Porém a apreciação da China pelo espectro progressista brasileiro tem quase sempre pretensões maiores que o sucesso do regime socialista permite. Por vezes, a China é descrita como exemplo a ser seguido devido ao exemplo de sucesso do capitalismo de Estado promovido pelo Partido Comunista, modelo em que o Estado coordena a atividade econômica e o crédito. Os progressistas argumentam numa linha que leva à crença de que a China teria descoberto então o elixir do desenvolvimento econômico e social, contrariando os consensos econômicos do ocidente que sustentariam uma ordem social burguesa e excludente.
O problema é que a tese não sobrevive aos dados mais fáceis de se encontrar na internet: A China só ultrapassou agora a renda média; a China é um país muito desigual; O Estado chinês protege consideravelmente menos a população vulnerável que as democracias ocidentais; A macroeconomia chinesa é parecida com a política macro sul-coreana e japonesa, e não desafia se quer 5% dos consensos científicos na Economia.
Vamos aoa fatos.
PIB não mede qualidade de vida. Enquanto o PIB é a produção nacional total, o PIB per capita divide o PIB pela população de um dado país, e assim é possível se ter uma noção maior de quão bem as pessoas vivem em determinado país.
Ter o segundo maior PIB do mundo não implica ser um país rico e próspero no caso de países tão populosos quanto China, Índia, Brasil e Rússia. Talvez o melhor exemplo seja a própria China, que possui a segunda maior economia do mundo, mas cuja dimensão da riqueza é muito mais baseada na vastidão populacional, que em produtividade e renda. Quando dividimos a renda bruta do país pela população total, observamos que os chineses são três a quatro vezes mais pobres que os alemães e duas a três que os japoneses. A dúvida é se ao fim da década que se inicia agora em janeiro, a China ainda terá fôlego para superar os países bálticos e mediterrâneos(europeus), tal como fizeram seus vizinhos Coréia do Sul e Japão antes de desacelerarem - afinal o sucesso do modelo do leste asiático não dura para sempre.
Para termos uma noção mais aproximada da renda das pessoas, é necessário levar em consideração ainda o coeficiente gini. O gini nos mostra uma China mais desigual que seus pares continentais, Coréia e Japão, que asseguram leis de propriedade mais robustas, assim como a grande maioria das democracias europeias. Na prática, a renda também está mais concentrada na China que nas democracias ocidentais.
Mas há duas maneiras de determinar a desigualdade de renda. A primeira é observar a desigualdade no mercado de trabalho, a segunda é acrescentar ao rendimento no mercado de trabalho, os efeitos distributivos promovidos pelo Estado. Neste caso, a China, ao contrário do Brasil, criou um sistema educacional extremamente eficiente que permite um bom nível de mobilidade social e de distribuição de renda no mercado de trabalho. Portanto, imaginamos que existam duas explicações possíveis para elevada desigualdade chinesa: O fato de o país gastar muito com subsídios e desonerações para o setor industrial e o fato de ter um 'social spending' baixo, de menos de 10% do PIB para educação, saúde e previdência juntas, metade do que gasta o Brasil e 1\3 da despesa social de países como Suécia e França.
Mas o que permitiu, de fato, a aceleração da economia chinesa foi a sua política macroeconomica. O modelo chinês se baseia em cambio desvalorizado, Estado enxuto e trabalho produtivo e barato, estes pontos se traduzem numa nação que poupa quase 50% do PIB e que possibilita o desenvolvimento de uma industria forte.
A renda per capita chinesa é maior que a nossa, mas o modelo baseado na exportação de manufaturas implica na depreciação do poder de compra, e como consequência as famílias poupam mais. Poupança de 50% não é só cultura, na verdade tem mais relação com uma política-macro austera de fomento à industria e às exportações.
A percepção da página é que o espectro progressista brasileiro paga pau pro regime chinês por puro viés, afinal exemplos de países ricos que foram pobres até três decadas atras não são escassos. O que importa pro espectro progressista não é qualidade de vida e mais igualdade econômica, mas sim o tom antisistema e iliberal por trás do discurso de qualquer regime. Pouco importa se o regime é autoritário ou se o Partido Comunista Chinês patrocina uma política de higienização social centenas de vezes mais arbitrária que o famigerado muro prometido por um neoconservador, o Trump é fascista e a China é a libertária.


https://preview.redd.it/6vnz2ph20y841.jpg?width=800&format=pjpg&auto=webp&s=2bdae7c17ba005a0178528f23d9eb7678bad66a9
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2019.08.04 02:52 altovaliriano Os primeiros dias do fandom de ASOIAF e Game of Thrones

Link: https://bit.ly/2KtExQJ
Autora: Alyssa Bereznak
Título original: The Last Popular TV Show (How game of Thrones became the last piece of monoculture)

Padraig Butler não se lembra exatamente quando se tornou Deus-Imperador da Brotherhood Without Banners. Nos últimos 18 anos, o gerente demeteorologia aeronáutica de 43 anos fez uma peregrinação anual à Worldcon, a convenção de ficção científica e fantasia, para celebrar o trabalho de George R.R. Martin, autor de As Crônicas de Gelo e Fogo. E foi quase 18 anos atrás, quando ele viajou pela primeira vez de sua cidade natal, Dublin, na Irlanda, para a Filadélfia, que começou a jornada até Imperador-Deus.
Segundo a história, a recém-criada organização - batizada em homenagem a um grupo fora da lei na série de livros - organizou uma festa em homenagem a Martin. Depois de uma noite de bebedeira, um fã bem satisfeito, conhecido em fóruns online como Aghrivaine (e cujo nome real é David Krieger), presenteou o autor com uma espada e pediu para ser armado cavaleiro. O autor concordou sob uma condição: que Krieger e os outros foliões se juntassem a ele em uma "missão" às 1 da manhã ao Pat’s King of Steaks. Naquela noite, depois que cerca de 20 membros da BWB encheram seus estômagos com a comida local, eles foram apelidados de Cavaleiros do Cheesesteak.
Nos primeiros anos do clube de fãs do livro, quando o tamanho dos encontros da Brotherhood Without Banners ainda era administrável, esses títulos voltados para a comida se tornaram um símbolo de honra. (Os Cavaleiros da Poutine, os Cavaleiros do Deep Dish, os Cavaleiros do Haggis e, lamentavelmente, os Cavaleiros da Lixeira). Por decreto de Martin, foram acrescentadas outras honras para reconhecer a participação. Um membro que tivesse participado de pelo menos três grandes encontros da BWB seria apelidado de lorde. Depois das cinco, um príncipe. E depois de sete, rei. Butler já esteve em 16 Worldcons e cerca de 100 outras convenções relacionadas a Thrones e confraternizações pertinentes, protegendo seu reino há muito tempo por meio de seu título de cavaleiro do Cheesesteak. "Eventualmente perguntaram a George, de que chamaremos Padraig agora?" Butler lembra. "Ele disse: ‘É isso. Ele é um rei. Ele vai ficar rei até que alguém o remova do trono’”. Butler não tem planos de parar. "Agora as pessoas apenas dizem: 'Você é o Imperador-Deus'".
Butler visitou um total de 12 países e quatro continentes para se encontrar com seus companheiros de estandarte, construindo uma rede social internacional digna de um líder mundial consagrado. E graças a uma junção de tecnologia e entretenimento, a série de livros indie pela qual ele se apaixonou nos anos 90 se tornou uma espécie de passaporte cultural, tanto uma razão para ver o mundo quanto uma maneira de se conectar com as pessoas que o compõem.
Ao longo dos anos, ele também assistiu com admiração quando Game of Thrones explodiu e se tornou uma peça onipresente da cultura pop diante de seus olhos. Um dia, ele embarcou em um trem e viu vários passageiros lendo os livros de Martin. Então ele olhou para cima para ver outdoors gigantes anunciando a data de estréia da adaptação da HBO. Eventualmente, seus colegas no aeroporto começaram a discutir o programa como uma fonte de turismo. (Uma atração de 110.000 pés quadrados chamada Game of Thrones Studio Tour será aberta na Irlanda na primavera de 2020.) Depois de quase 20 anos celebrando a série, e vendo-a se transformar em best-seller, programa de televisão, universo estendido e a potência da propaganda, ele ainda acha difícil processar o alcance da franquia. "É tipo: Nossa, isso está em toda parte agora."
[...]
Em 1997, Linda Antonsson estava dando uma olha sua livraria local em Gotemburgo, na Suécia, quando se deparou com uma versão em brochura de A Guerra dos Tronos, de George R.R. Martin. Era o primeiro item no que o autor previa ser uma trilogia intitulada As Crônicas de Gelo e Fogo, e contava a história de várias grandes casas disputando o poder nos continentes fictícios de Westeros e Essos, contada a partir da perspectiva de um punhado de personagens interessantes. O livro tinha sido lançado no ano anterior sem muito alarde. "Realmente não fez sucesso quando saira em capa dura", lembra Antonsson. Mas quando ela começou a ler, foi fisgada.
Ninguém mais que ela conhecia havia lido o livro, então ela se voltou à internet em busca de outros fãs de Martin - o que era uma experiência relativamente nova nos anos 90. "Eu lia muita fantasia, mas nunca tive ninguém com quem conversar sobre fantasia", ela me disse. "Eu tinha todas essas coisas que queria discutir e ninguém para conversar." Os cidadãos suecos não conseguiram adquirir suas próprias conexões dial-up até 1995; antes disso, Antonsson ocasionalmente fazia o acesso no centro de informática de sua universidade, onde estudava arqueologia clássica. Quando ela finalmente conseguiu sua própria conexão à Internet, ela navegou de bulletin board em bulletin board, debatendo desde a trilogia O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien à série de livros A Roda do Tempo, de Robert Jordan. “Era um mundo incrível para se entrar, para poder encontrar todas essas pessoas que compartilhavam seu interesse sobre essas coisas que pareciam bem obscuras.”
Através desses primordiais fóruns da internet, Antonsson também descobriu o ElendorMUSH, um RPG multijogador baseado em texto que simulava o ambiente da Terra Média descrito nos romances de Tolkien. (O termo MUSH significa “alucinação compartilhada por vários usuários” [multi-user shared hallucination]. Isso foi antes de World of Warcraft, quando os computadores não tinham placas gráficas poderosas e os jogadores tinham que usar sua imaginação). Foi lá, na “cultura” que Antonsson havia se juntado, que ela conheceu Elio García. Na época, García estudava literatura inglesa e história medieval na Universidade de Miami. E os dois passaram os últimos anos analisando os detalhes mais sutis da Terra Média em árvores de discussão da Usenet, as precursoras dos fóruns on-line. Depois de terminar A Guerra dos Tronos, Antonsson convenceu o cético García a lê-lo também.
Logo eles estavam navegando juntos. Em 1998, a internet estava sendo amplamente usada como um utilitário de busca de informações em vez de uma rede social. Mas com a ajuda de algumas pesquisas no AltaVista, os dois encontraram tantos fóruns de fãs de A Guerra dos Tronos quanto puderam. Entre seus resultados estava Dragonstone, que García lembra ter sido executado via uma conexão de internet instável na Austrália; Harrenhal, que foi construído sobre a plataforma de serviços web Angelfire da Lycos (quee de alguma forma ainda existe hoje); e um fórum chamado Canção de Gelo e Fogo, dirigido por um usuário chamado “Revanshe.” Isso foi na época em que o mundo do entretenimento estava começando a entender o poder de marketing de mitos na internet. E, ao fuçar os fóruns de fãs dedicados à série Wheel of Time, Antonsson havia testemunhado em primeira mão como pistas e pontos da trama não resolvidos motivavam conversas. Ela viu o mesmo fervor se desdobrando com ASOIAF.
"Algumas das maiores e mais intensas discussões sempre foram sobre mistérios", disse Antonsson. "O primeiro tópico que eu lembro de ter lido no fórum de Pedra do Dragão foi a discussão sobre a paternidade de Jon e as poucas pistas que existiam depois do primeiro livro."
O fórum ASOIAF de Revanshe acabou se tornando grande em 1998, acumulando o que García estimava em cerca de 1.000 usuários regulares. Quando chegou a hora de Revanshe ir para a faculdade de medicina, ela passou o site para García, que já havia se tornado um moderador.
Enquanto isso, García e Antonsson estavam planejando começar seu próprio jogo MUSH em Westeros. Para garantir uma representação fiel, eles colocaram sua formação acadêmica em prática e tornaram-se geologistas, botânicos, zoólogos, antropólogos e historiadores autônomos de Westeros, registrando todos os fragmentos de dados que poderiam extrair de de Guerra dos Tronos em um documento do Microsoft Word chamado “The Concordance”. Eles compartilharam o banco de dados no fórum ASOIAF, pavimentando o caminho para a fundação da enciclopédia on-line feita por fãs, que hoje é conhecida como A Wiki of Ice and Fire. A wiki, que seria desenvolvido alguns anos depois, é composto de 23.081 páginas de conteúdo e passou por 236.642 edições desde o seu lançamento. Também inspirou a fundação de 11 sites irmãos em idiomas estrangeiros.
Observando os fóruns de fãs da Roda do Tempo, eles também estavam cientes de que a correspondência com os autores era freqüentemente perdida em tópicos separados. Então foi nessa época que eles começaram a registrar as entrevistas de Martin, e-mails, respostas em fóruns e postagens em blogs pessoais. (Naquele ano eles fizeram seu primeiro momento de contato com o autor, para pedir permissão para fazer o jogo MUSH. Meses depois, ele concordou, e os dois ainda tocam o A Song of Ice and Fire MUSH como um projeto paralelo).
O crescimento constante dos seguidores on-line de Martin - emparelhado com seu envolvimento na cena de ficção científica e fantasia desde os anos 1970 - gerou uma quantidade razoável de novidades para o segundo fascículo da série de Martin, A Fúria dos Reis. "Martin não pode rivalizar com Tolkien ou Robert Jordan, mas ele se qualifica com perfeitos medievalistas de fantasia como Poul Anderson e Gordon Dickson", escreveu um Publisher's Weekly cautelosamente otimista. À época, Peter Jackson estava se preparando para filmar a trilogia de filmes de O Senhor dos Anéis, e produtores e cineastas que viam potencial no gênero de fantasia começaram a sondar Martin pelos direitos de sua história. (Ele hesitou, convencido de que sua história nunca poderia ser esmagada no formato de filme).
Foi quando a coisa entre García e Antonsson ficou séria em mais de uma maneira. Por dividirem o gosto por Tolkien, Jordan e Martin, um romance floresceu e, alguns meses depois de Fúria ser lançado, García se mudou para a Suécia. Todos com quem eles conversaram sobre a série estavam apaixonados por ela. “Nós tínhamos alguns proselitistas que falavam em arremessar os livros em amigos, familiares, colegas de trabalho, etc.”, disse García por e-mail. “E foi tudo muito orgânico. A Random House não passava seu tempo vasculhando maneiras de nos vender ou fazendo com que trabalhássemos para eles, os fãs só fizeram isso porque gostavam”.Encorajados pelo fato de o livro inicial não ter sido o único, eles lançaram o site Westeros.org, reunindo os fóruns que herdaram, os dados de “The Concordance” e seus registros dos declarações públicos de Martin. Começou como um projeto paralelo executado em um servidor miudo em casa, enquanto continuavam a perseguir seus respectivos objetivos acadêmicos. Mas, eventualmente, se tornaria a principal fonte de análise e informação sobre o universo, seu autor e tudo mais.
Enquanto isso, a série de Martin continuou atraindo mais leitores e tornando-se mais difícil de lidar. O manuscrito de seu terceiro livro, A Tormenta de Espadas, tinha 1.521 páginas, e alguns editores não conseguiram manter tudo em um volume. Mas seu apoio entre a comunidade on-line da fantasia ficou mais forte do que nunca, e a Publisher’s Weekly chamou esse fascículo de “um dos exemplos mais gratificantes de gigantismo na fantasia contemporânea”. Quando foi lançado em 2000, estreou em 12º lugar na lista de best-sellers do New York Times.
No momento em que Martin lançou O Festim dos Corvos em 2005, ele garantiu seu lugar como o proeminente escritor de fantasia da década. O livro chegou ao topo da lista de best-sellers do New York Times e a Time o apelidou de "o Tolkien americano". Mas ele também se deparou com os mesmos problemas com Festim que com Tormenta. Sua solução foi dividir Festim em dois e contar a história de apenas metade dos personagens, em vez de metade da história de todos os personagens. Ele explicou tudo no post scriptum do quarto livro, logo após um final instigante. "Olhando para trás, eu deveria ter antevisto", escreveu Martin em seu site pessoal em 2005. "A história faz suas próprias demandas, como Tolkien disse uma vez, e minha história continuou pedindo para ficar maior e mais complicada."
O que pode ter sido uma limitação editorial frustrante para Martin foi uma fonte quase enlouquecedora de suspense para sua crescente base de fãs. Depois de esperar cinco anos entre o terceiro e o quarto livro, os leitores ainda ficaram imaginando o destino de favoritos como Jon Snow, Tyrion Lannister e Daenerys Targaryen. O próximo fascículo seria lançado em 2011, seis agonizantes anos depois. E foi durante esses períodos de silêncio, quando os fãs não tinham material novo com o qual se ocupar, que eles começaram a se concentrar em criar os seus próprios. "Não tenho certeza se a popularidade que antecede os livros poderia ter acontecido se os livros tivessem saído muito rapidamente", disse Antonsson. “Ter tempo entre uma série de livros é o que alimenta a discussão nas comunidades. Dura mais”.
O acesso digital e as plataformas sociais estavam evoluindo para apoiar esses tipos de obsessões. Entre 1995 e 2005, o uso global da Internet aumentou de 44,4 milhões de usuários para 1,026 bilhão. Plataformas simples para blogs, como LiveJournal, WordPress e Xanga, tornaram mais fácil para as pessoas iniciarem blogs pessoais e compartilharem suas ideias sobre qualquer coisa, independentemente de quão arbitrárias ou específicas. E as primeiríssimas redes sociais da web, incluindo o MySpace e o Facebook, estavam na infância, assim como o conceito de podcasting.
Enquanto Martin continuava atualizando sua base de fãs através de um LiveJournal chamado Not a Blog, seus fãs adoradores lidavam com sua impaciência de formas cada vez mais criativas. A maioria preferiu vasculhar os fóruns de Westeros.org ou Tower of the Hand, onde puderam analisar todas as teorias possíveis em torno de cada enredo e propor suas próprias. Uma facção de leitores impacientes se separou para formar uma comunidade ressentida conhecida como GRRuMblers. O fundador do site Winter Is Coming, Phil Bicking se agarrou a um anúncio de 2007 de que a HBO adquirira os direitos da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e redirecionou sua energia para um site do Blogger que registrava o elenco, as filmagens e a produção da série. Mesmo antes de o piloto ter sido filmado, os fãs no site de Bicking começaram a tratar os anúncios do elenco como mistérios não resolvidos. Como um colunista de fofoca, Martin iria postar dicas sobre quem foi escalado para determinado papel em seu blog, para alimentar a chama. "Então a base de fãs passaria dias debruçado sobre aquilo, tentando desvendar o teste", disse Bicking. “Nós descobrimos todos eles. Fiquei chocado que as pessoas foram capazes de descobrir até mesmo Isaac Hempstead Wright, que interpreta Bran, e estava em um comercial antes disso”. Bicking se lembra de ter começado dois tópicos separados para discutir rumores e vê-lo ser encher com quase 1.000 comentários cada um. “Então, eu fiquei tipo: 'OK, eu tenho aqui uma comunidade dedica e de bom”, disse ele. A grande imprensa estava tomando conhecimento". Algum programa de TV recente gerou mais entusiasmo on-line, sendo que nem mesmo é um programa de TV?", perguntou o The Hollywood Reporter em 2010.
Quando a HBO estreou Game of Thrones em 2011, Martin já era famoso. Ele havia vendido mais de 15 milhões de livros em todo o mundo, fora retratado pelo The New Yorker e poderia levar sua legião de adoradores e haters ao frenesi com uma simples foto de férias postada em seu LiveJournal. Tudo isso significava que, quando o programa estreou em 17 de abril, ele se saiu bastante bem segundo os padrões de televisão. Cerca de 2,22 milhões de pessoas assistiram à estreia, o que foi menos do que o número de espectadores conquistados por Storage Wars da A&E e por The Killing da AMC, e mais do que Khloe & Lamar do E!.
Ainda assim, a crítica o recebeu de forma foi irregular. Embora muitos analistas tenham elogiado a capacidade da HBO de estabelecer um palco exuberante e cativante para a história complexa e abrangente de Martin, outros a consideraram um sinal de declínio da rede. Slate o chamou de “lixo de fantasia semi-medieval e repleto de dragões”. O New York Times o descreveu como “drama em traje de época com pingue-pongue sexual”. Em uma fala indicativa de uma conversa muito maior sobre a legitimidade da cultura nerd e sua perceptível falta de inclusão de gênero, a crítica Ginia Bellafante detonou o show por glorificar “a ficção infantil paternalmente acabou atingindo a outra metade da população”, e concluiu que “se você não é avesso à estética de Dungeons & Dragons, a série pode valer a pena”.
Enquanto isso, os servidores da Westeros.org estavam caindo. A agitação que antecedeu a estreia do programa deixou García e Antonsson com cerca de 17.000 membros registrados no Westeros.org. Mas o casal estava totalmente despreparado para a onda de interesse que se seguiu à estréia da série. Na noite em que foi ao ar, o site foi torpedeado pelas buscas do Google, e os dois cuidavam de seu único servidor como um recém-nascido com cólica. Para desviar o fluxo de tráfego, García ajustou o site para que apenas os membros registrados pudessem ver as postagens. "Eu imaginei que isso impediria as pessoas de entrarem", disse ele. No dia seguinte, ele acordou com 9.000 novas solicitações de conta. García passou horas aprovando manualmente os recém-chegados. A espera entre o terceiro e o quarto romance estimulou um aumento lento e constante de fãs, talvez um ou dois mil membros por ano entrando no fórum. Mas com a chegada do programa de TV, eles poderiam acumular vários milhares em um único dia. "Foi impressionante", disse García. “Os membros do nosso fórum chamaram a onda de novas pessoas de 'The Floob' - uma enxurrada de noobs.” Foi nessa época que García e Antonsson abandonaram suas atividades acadêmicas para se concentrarem no site em tempo integral.
Embora o casal tenha perdido alguns dos dados do número de visitantes dos primeiros dias, Antonsson lembra-se de ter assistido a vazão e o refluxo do tráfego em A Wiki of Ice and Fire quando os recém-chegados reagiram aos principais pontos da trama da primeira temporada. Esses picos foram particularmente pronunciados no episódio 9, quando o herói do programa, Ned Stark, foi executado inesperadamente. “Logo após o episódio terminar, todo mundo foi até a página de Ned Stark para checar: Ele está bem? Né?” - lembrou Antonsson. (Ele não estava.) O final da temporada do show foi assistido ao vivo por cerca de 3,04 milhões de lares - cerca de 820 mil a mais do que a estréia. A primeira temporada mais tarde viria a ser indicada para 13 Emmys e ganharia dois, para Melhor Design de Abertura e para a performance de Peter Dinklage como Tyrion na categoria Melhor Ator Coadjuvante em série dramática. Ao matar o herói de Westeros antes mesmo que a temporada terminasse, Benioff e Weiss chocaram seus espectadores menos maduros, agradaram os superfãs dos livros e plantaram uma semente de curiosidade que sustentaria a série ao longo dos próximos oito anos.
O que García e Antonsson testemunharam em seu site naqueles primeiros dias se assemelhava à conversa em duas frentes de Game of Thrones que logo surgiria na mídia e na internet como um todo. Depois de cada novo episódio televisivo, aqueles que não leram os livros (agora presumivelmente na casa dos milhões, tendo em conta a audiência do programa) correm para a Internet em busca de contexto, enquanto os leitores de livros (também uma base crescente) riem de diversão e depois analisam as diferenças entre o show e o cânone. Essa “camada paralela” de conversação, como a T Magazine do New York Times a chamou, pode ao mesmo tempo fornecer aos recém-chegados uma melhor compreensão do universo de Westeros e permitir que os veteranos testassem seu conhecimento detalhado do cânone em contraste com o show.
[...]
E há o Deus Imperador Butler. Embora o programa esteja chegando ao fim e não esteja claro se ou quando os livros remanescentes de Martin serão publicados, a comunidade que ele aprecia sobre Thrones continua viva. Em agosto, muito depois do final da série, ele participará de sua 17ª reunião da Brotherhood Without Banners na Worldcon em Dublin. "Seria meio triste não ir", disse ele.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.01.04 14:40 mrBatata O wage gap continua a ser um mito: revisited

Ok no meu último post houve algumas críticas com argumentos bastante sólidos os quais não me foi possível responder atempadamente especialmente por que fui ler os artigos associados. Achei por bem também partilhar com o sub visto que respondendo individualmente ia ser mais moroso e muitos não iam ver pontos contra o meu argumento que partilho em baixo. (Tirei excertos e fiz link das respostas para não ficarmos com uma parede de texto substancialmente maior)
Notas:
(fim das notas)

TL;DR

No post anterior simplifiquei um problema que não é tão linear.
Mas basicamente não encontrei nada que suportasse a ideia de discriminação ACTIVA contra o sexo feminino, contudo o wage gap nos casos em que depois de ajustado ainda existe pode ser explicado pela maternidade e decisões que a antecedem.
A tarefa de ter um filho influencia as escolhas e tempo gasto no trabalho, à medida que a mulher envelhece a wage gap volta a reduzir novamente. Em bastante suma https://youtu.be/13XU4fMlN3w

TL;DR2

Ver ultimo paragrafo #Reflexões

 

Intro

Antes de mais importa esclarecer que tanto o título deste post como o do anterior são propositadamente click-baity em que apesar de ter havido muita gente a ler o meu texto na íntegra houve muitos outros que pouco ou nada leram. Escrevi este post porque acho importante mostrar outros argumentos que não se alinhem com o meu ponto de vista, ou até de outros, especialmente num mar de desinformação e tempo e atenção limitados. O título transmite que o wage gap é inexistente a verdade é um pouco mais complexa como alguns utilizadores apontaram e bem. Eu pelo que li nesta segunda passagem fiquei com uma ideia mais clara do que é que pode estar a acontecer e falo dela no final.
No meu post original centrei o meu argumento em que ajustando para várias variáveis o wage gap começa a desaparecer. Apesar de isto ser verdade não representa a imagem completa mas dá uma ideia de que a frase “as mulheres não recebem o mesmo que os homens” é muito provavelmente falsa. E este era o ponto em que me devia ter apoiado, porque para além disto ser ilegal nos países em que o “Wage Gap” está em vogue, não há (pelo que já li) provas de que isto seja verdade CONTUDO existem outros fatores que a podem tornar verdade. Um deles foi apontado no post gilded do u/davidpinho (em que apresento um excerto)
Tu não leste as tuas próprias fontes, isso é certo. Por exemplo, no artigo sobre diferenças sobre produtividade diz: [...] Uma explicação plausível para a discriminação, se bem que ainda não provada:
This age path suggests that the pay gap between men and women without children but of childbearing age is due to statistical discrimination: if productivity falls with motherhood but employers cannot lower wages when women give birth, then employers may offer lower wages to productive women in anticipation of motherhood
Em que Statistical discrimination significa:
Statistical discrimination is an economic theory of racial or gender inequality which results when economic agents (consumers, workers, employers, etc.) have imperfect information about individuals they interact with. According to this theory, inequality may exist and persist between demographic groups even when economic agents are rational and non-prejudiced.
Isto é uma possibilidade, que falo mais à frente. Os empregadores têm certamente a oportunidade de o fazer. E como indicas:
”Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão.”
Deixo também os pontos da conclusão do u/davidpinho que também são bastante pertinentes:
  • Isto é só um estudo, não se pode olhar só para um. A grande maioria dos estudos encontra a mesma coisa: há diferenças de salários depois de controlar por outros fatores, se bem que a diferença é relativamente pequena.
  • Quero fonte para "Em muitos ajustes é a mulher que ganha mais do que o homem pelo mesmo trabalho e com a mesma formação". Não é isso que a maioria da literatura parece mostrar e não deste fonte específica para isso.
Não encontro a que me referia por memória(colocarei se encontrar) sei que já a li há mais de 2 anos. Entretanto:
  • Não podemos assumir automaticamente que há discriminação só porque há uma 'gap' que continua a existir. Pode haver outros fatores que causam as diferenças salariais, mas...
  • ...também não podemos automaticamente assumir que a discriminação não existe só porque a 'gap' desaparece depois de ajustes. Isto acontece porque, por exemplo, é possível que as mulheres tenham mais empregos part-time por serem discriminadas quando tentam arranjar empregos a tempo inteiro.
  • Existindo diferença salarial, é possível que a discriminação seja "racional", tal como foi aludido no artigo (a tal "discriminação estatística"). Se este tipo de discriminação é aceitável ou não, isso já é outra discussão. Isto é para dizer que a discriminação pode existir sem que os empregadores estejam a deitar dinheiro fora, as duas coisas não são mutuamente exclusivas.
  • Conclusão: isto é um assunto complicado e ainda nada está definitivamente explicado, para de mandar bitaites sobre coisas que não leste.
(Sim, não li na íntegra antes de escrever o texto leio várias coisas ao longo do ano é me quase impossível voltar a encontrar o que quero utilizar para justificar o meu ponto o artigo tinha pontos contra e a favor de ambos os argumentos, daí é que o diálogo é bastante importante na minha opinião, graças ao meu post anterior tomei conhecimento de outros pontos de vista que desconhecia. Um “bitaite” não é apenas uma afirmação sem sentido é uma afirmação de uma interpretação da realidade do observador. Não vou deixar de ter uma opinião se não sei todos os factos, contudo admito que a maneira que escrevi o meu post não foi a melhor e transmitiu uma ideia errada)
Algo que me apercebi com o post anterior e uma das razões que estou a fazer este é que isto é um problema que parece bastante simples mas na verdade é bastante mais complexo e envolve várias áreas (economia, política, gestão, biologia, cultura, psicologia (preferências pessoais)) como uma crise financeira este é um problema que não se resolve com um “dá-se mais dinheiro”. E isto é em parte o que irrita mais nesta situação que não é exclusiva ao “wage gap”, tendemos agora mais do que nunca a pegar em assuntos complexos e simplificá-los a um absurdo que deixa de ter sentido e descarrila completamente o debate. Existe também bastante “desinformação” sobre todo o tipo de assuntos (p.e: a própria Forbes fala contra e a favor do wage gap a vox também) e existe também quem espalha e lucra com contra informação (um dos exemplos mais famosos vem da industria de carvão nos EUA a emitir “estudos” que desprovam o efeito estufa e o aquecimento global).
Recomendo verem este curto vídeo sobre este mesmo tema chamado de “cigarros, slots e outras coisas não viciantes”.
 
Todos concordamos no entanto (salvo algumas exceções não devidamente fundamentadas) é que quando se ajusta para vários fatores a “gap” começa a desaparecer.
Em quase todos os artigos que li não vi mencionado é haja qualquer regra que se aplique irá a mesma mudar alguma coisa?
Talvez olhar para soluções para o que vemos como um problema nos possa mostrar de onde ele realmente vem. Vamos assumir então cenários EXTREMOS para termos uma ideia geral para onde as coisas inclinam.
Primeiro cenário:
  • Todas as empresas são obrigadas a ter quotas de sexos
As empresas vão se sentir pressionadas para balançarem produtividade com números, para além de que seria inconstitucional despedir o excesso de homens ou mulheres (sim há empresas com mais mulheres que homens).
Uma empresa de obras por exemplo; imaginemos que têm 100 empregados dos quais 5 são mulheres essa empresa seria agora forçada a contratar 90 mulheres para manter o balanço.
Estas empresas vão querer mulheres que tenham conhecimento de bricolage e construção que consigam transportar e mover cargas pesadas, vamos assumir que a própria empresa nem se importa de oferecer a formação. Existem algumas mulheres fortes que conseguem ser tão produtivas fisicamente como um homem mas quantas é que existem numa população de 10 milhões? Certamente que não estão distribuídas igualmente pelo país. E dessas quantas é que querem trabalhar em obras? A empresa pode forçar os homens a fazer o trabalho forçado e deixar as mulheres fazer o mais fácil mas durante quanto tempo é que isso é sustentável? Uma empresa destas tem de alocar vários empregados para vários locais e certos trabalhos são mais exigentes fisicamente do que outros. A empresa também pode ter as mulheres “encostadas na box” apenas para manter a quota mas isso não só é queimar dinheiro como ia rapidamente tornar-se num pesadelo de discriminação.
Vamos agora ver por exemplo um cabeleireiro; imaginemos que têm 5 mulheres este salão tem agora de contratar 5 homens para lá trabalharem. O salão vai querer contratar gays para manter um ambiente convidativo para mulheres (um cabeleireiro para muitas mulheres(>40 maioritariamente) é como um “fórum” onde podem interagir com outras mulheres, especialmente fora das cidades) Com >1% da população sendo homossexual não vai ser nada fácil para estes negócios encontrarem homens que consigam OU QUEIRAM ser cabeleireiros.
Mas em ambos os casos estas são as menores preocupações que as empresas enfrentam, os custos passam a ser um problema bastante sério. As empresas vão demorar e gastar bastante a treinar os novos empregados e quando os tiverem treinados não vai haver contratos externos/compras/serviços suficientes para ter todos eles a trabalharem logo vão ter de aumentar os preços, ou seja todas as empresas aumentam os preços (isto assumindo que todas as empresas conseguem encontrar pessoas para preencher o trabalho) Quero ver como é que depois convencemos a união europeia a nos dar mais euros para combater a inflação criada. Nem sequer mencionei os trabalhos que requerem formação avançada tipo medicina ou aviação em que as capacidades e não o sexo é que importam.
Segundo cenário:
  • Paga-se mais às mulheres do que aos homens, para fechar o “gap”
Primeiro não sei como é que vão conseguir fazer passar isto pelo tribunal constitucional. Uma solução possível era os homens fazerem menos horas. Isto ia ser no mínimo anedótico. Mas assumamos que passava a acontecer o que é que aconteceria?
Se as empresas tiverem de pagar mais às mulheres para diminuir a “diferença” os homens vão procurar outras formas de fazer mais dinheiro e/ou não se vão dedicar tanto à vida profissional porque não existe um incentivo para isso
Algo que todos sabemos mas parece que nos esquecemos uma parte do que leva homens a seguir empregos bem pagos é que podem usar o dinheiro e podestatus na estratégia sexual (antes de descartarem esta ideia como ridícula pensem em quantas e quais mulheres existem que estão a fim de suportar o parceiro monetariamente? E dessas quais é que querem viver com um homem com um status inferior ao delas?)
A estratégia sexual, na minha opinião, influencia provavelmente mais do que pensamos. Infelizmente não consegui encontrar literatura sobre isto a não ser livros e não estatística.

 

Outro ponto apontado por u/salazarcadositio oi a minha falta de objetividade quando digo que o wage gap é um mito e em que se me estou a referir às falas do "clássico 78 cêntimos do dólar" em que providencia este artigo do washington post.
Ou caso estivesse a dizer que o wage gap era mesmo um mito e não existia de forma nenhuma, em que mencionou o post do u/gattaca_now e que expande:
Sendo uma diferença entre dois valores estatísticos, o wage gap é real e existe. Podes é discordar acerca das razões pela qual ele existe e se são justas ou não, mas a diferença estatística existe, é factual.
A média salarial dos homens é mais elevada que a média salarial das mulheres. Este parece ser um problema comum a discussões de assuntos mais ou menos sérios. Não se define bem do que se está a falar à partida e depois tens pessoas a falar um para o outro mas de coisas diferentes. Já começas a ter muitos exemplos disso nos comentários.
Mas isto é uma discussão importante de se ter. Pelo que vejo do teu post acho que estás a dizer que a noção de wage gap não existe como a ideia de que "para o mesmo trabalho uma mulher recebe 78 cêntimos de dolar de um homem" o que eu concordo em grande parte. Mas aceitas que existem diferenças salariais e que estas advêm de questões culturais e biológicas.
A questão de combater o wage gap, quando abordada de forma séria e para lá do soundbite dos "78 centimos", é essa mesma, que para lá do soundbite dos "78 centimos". As questões culturais que fazem com que assim seja e se elas são legitimas ou se devem ser mudadas.
As horas de trabalho que falas, os tipos de carreiras que predominam mais num sexo do que no outro, e as responsabilidades familiares que as mulheres assumem. São essas as questões culturais que se devem discutir neste assunto.
Muitas vezes este assunto acabe em: "devem existir igualdade de oportunidades entre os sexos mas não igualdade de resultados". E que no panorama geral das sociedades ocidentais isso já se verifica. Eu concordo com a premissa mas discordo que já lá tenhamos chegado.
Alguns exemplos: * As mulheres ainda são quem a maioria do trabalho domestico num contexto familiar. Fonte.
  • Ainda existem fortes estereótipos e expectativas associadas com ambos os sexos que afunilam cada um para certos campos Fonte
  • As mulheres continuam a ser prejudicadas a longo prazo pelo facto de terem filhos Fonte
Todos estes fatores influenciam o tal wage gap que existe. Podemos discutir como sociedade se são fatores que devemos ou não mudar. Se são ou não coisas que se devem deixar á escolha pessoal de cada um com as consequências que isso trará para a sociedade. Essa é a verdadeira discussão a ter neste assunto.
Concordo!
Mas tudo isto não tem em conta a parte mais importante: as diferenças biológicas entre os sexos. Mais concretamente diferenças neurológicas, que são uma surpresa para muitos. Esta explica bem porque é que as mulheres preferem trabalhar com pessoas e os homens com coisas.
Isto está longe de ser aceite como facto. Se tiveres uma fonte gostaria de ler mas nunca vi nada que fosse capaz de ligar a biologia a esses efeitos sociais de forma conclusiva.
Tenho sim apesar de que provavelmente não deveria ter dito a primeira parte.
Com esta merda de querermos ser todos iguais estamos completamente a ignorar as nossas limitações biológicas e culturais e em muitos casos a danificar o progresso que tanto queremos fazer.
Concordo que a discussão precisa de ser melhor mas "esta merda de querermos todos ser iguais" continua no meu ponto de vista a ser um objetivo nobre e bom para a sociedade. As limitações culturais estão nas nossas mãos mudar e as biológicas não parecem ser de todo impedimento para que o façamos.
O “querermos ser todos iguais” é mais o queremos igualdade de resultado ou mais privilégios de forma egoísta.

 

O u/rui278 e outros também apontaram e bem para a questão biológica de Inato ou Adquirido E, isto é, algo que só saberemos em 2066 quando o estudo de Peter B. Neubauer for publicado. Mas por algumas fugas de registros censurados(=redacted) parece que a biologia afecta mais do que o ambiente. Esse psicólogo tem alguns trabalhos bastante interessantes sobre desenvolvimento btw. Entrei novamente numa tangente.
[...]Ou seja, o wage gap não é um problema in of itself, é uma consequencia dos vários problemas de base na nossa sociedade que puxam os homem e mulher para terem posições diferentes na sociedade. Em teoria deveria ser +/- equiprovavel encontrar homens e mulheres na mesma posição (o único fator relevante que diferencia entre homens e mulheres é mesmo as licenças de natalidade, mas lá está, também há uma pressão grande para serem os 6 meses gastos pela mulher, quando splits do tempo deveriam ser perfeitamente normais e também ajudariam a fazer com que isso fosse menos fator).
Eu muito antes disto tudo concordaria contigo na primeira parte (no final estamos de acordo), deveria ser natural encontrar homens e mulheres igualmente distribuídos mas se avaliarmos a nível de estratégia não faz muito sentido. Imagina que éramos todos hermafroditas ou seja podíamos escolher fecundar ou ter bebés; ok aqui era tudo definitivamente igual. Então o que teria mais peso neste cenário? A gestação. Iria requerer bastantes cuidados da pessoa que decidisse dar à luz. Portanto interessa-me várias coisas:
  • evitar situações de risco ao máximo
  • ter um parceiro que me pudesse suportar
  • ter um maior controlo sobre o meu futuro
  • e não ter compromissos
Estas são as regras para ter uma estratégia bem-sucedida quantas menos tiver mais precária se torna a minha posição. Agora isto também depende bastante do parceiro que escolher se ele não se comprometer fico na merda e pior do que estava porque agora tenho um parasita dentro de mim. E na vida real vemos isto todos os dias, as mulheres decidem com quem ter sexo (ou não) e os homens decidem com quem se comprometer. As nossas diferenças biológicas (PELO MENOS SEXUAIS) influenciam as nossas decisões e comportamentos. Claro que isto é oversimplified mas acho que dá para dar uma imagem de porque é que acho que esse é o caso.

 

Quanto ao [comentário]() da u/grilledpotato90 :
Antes de mais, peço desculpa pela formatação, pois estou a escrever no telemóvel. Segundo esta estatística da OCDE (https://stats.oecd.org/index.aspx?queryid=54757) as mulheres portuguesas, no total, trabalham mais 90 minutos por dia que os homens. O que é que isto tem haver com a Gender Gap? Bem, se analisarmos o total de minutos por dia de unpaid labour, conseguimos observar uma discrepância enorme entre géneros (M 96.3 min/dia e F 328.2 min/dia). Eu acho que é aqui que está a origem e a justificação do Gender Gap. Os homens e as mulheres não dividem por igual (50/50) as tarefas domésticas.
Sim! Concordo, vês que as mulheres passam bastante mais tempo em trabalhos não remunerados (232 minutos ou 3 horas e 52 minutos a mais do que os homens ou 5:28 no total (estamos atrás do méxico em n1 e da índia em n2)) do que os homens (que gastam no total 1h:36m) e que os homens passam 141 minutos (2 horas e 21 minutos) a mais do que as mulheres em trabalhos remunerados. E está presente em TODOS os países nessa fonte. O que sugere que poderá ser mais do que um aspecto cultural.
Mas também vejo discrepâncias especialmente na Suécia, na Dinamarca, na Noruega e na Holanda os Homens trabalhem tanto mais em trabalho pago que acabam no total por trabalhar muito mais tempo que as mulheres, estamos a falar de países bastante balançados a nível de sexo. O que é estranho. Será que os homens estão a compensar por algo? Outra coisa, nós também não conseguimos dizer o que tem mais peso no trabalho não remunerado:
Time spent in unpaid work includes routine housework, shopping, care for household members, child care, adult care, care for non-household members, volunteering, travel related to household activities, and other unpaid activities. Sem querer atirar areia à cara porque é absolutamente garantido que as crianças gastam bastante desse tempo, mas quanto?
Isto é um fenómeno cultural que não está certo.
Não está certo porquê? Queremos obrigar as mães grávidas a fazer a mesmas atividades de não grávida para compensar minutos gastos em trabalho não remunerado? É que 9 meses (na verdade 10 porque são 39.1 semanas) é bastante tempo mesmo excluindo os meses iniciais. Quanto desse tempo está incluido nos minutos da OCDE? Não sabemos.
Certamente que não vamos fazer como aos cavalos marinhos e passar os fetos para o pai acabar a gestação. E depois de nascidos quantas mães é que querem que o bebé passe a maioria do tempo com o pai? Isso é justo para a mãe? Neste ponto também me questiono; é justo para os pai trabalhar mais horas laborais do que a mãe?
Antes da entrada da mulher no mercado de trabalho entendia-se, mas hoje em dia, em que as mulheres trabalham as mesmas horas que os homens nos seus empregos é inadmissível!
Os homens trabalham mais. Em todos os países da fonte. E então qual é o problema se as mulheres trabalharem menos horas no emprego? E aqui acho que está outro ponto importante da discussão. O que é que é justo? Certamente que todos concordamos que tanto as mulheres como os homens têm os mesmos direitos. Mas com direitos vêm responsabilidades, e, a meu ver algumas mulheres, partidos políticos e o movimento “feminista de 3.ª onda” têm usado o wage gap como arma de arremesso para dar mais direitos às mulheres com muito menos responsabilidades, ATENÇÃO que não estou a dizer que todas as mulheres subscrevem a esta ideologia muito menos que as mulheres não têm já responsabilidades e dificuldades suficientes estou a dizer que é tudo muito bonito dito mas são basicamente argumentos de casas de cartas. [E este é um ponto que é difícil de expressar e que pode ser mal compreendido.]
"Porque é que as empresas não contratam mais mulheres, já que lhes pagam menos?" pela mesma razão a que continuam a preferir contratar homens a mulheres.
Mas onde está a prova de tal? Não digo que não possa ser verdade O/A u/TomTomKenobi apontou para uma boa thread no wiki do economy e que também fala disso, faz o ponto de que “cannot assume economic outcomes from a deductive approach alone” algo que fui um pouco culpado de fazer no post anterior.
As mulheres engravidam, os filhos estão doentes e elas depois faltam, etc.
O pai também tem direitos paternais nada obriga a mãe a ser ela exclusivamente a tratar dos putos. E se queremos ser justos neste ponto vamos fazer com que os divórcios dêm a guarda ao pai por defeito em vez de à mãe. Uma grande parte desse problema desvanecia. Se os filhos são um problema tão grande e se como sociedade queremos ser tão igualitários porque é que as mães ficam sempre com a guarda dos filhos? Também não acho justo. Porque é que os Telejornais falam tanto de “wage gap” mas não de guarda paternal ou partilhada? Saí numa tangente mas achei que era pertinente levantar este ponto.
O Gender Gap é real porque devido à fisionomia da mulher e ao seu papel social, esta é sempre vista como uma "liability" para a empresa.
Woah calma lá, o Gender gap é real porque a fisionomia da mulher é X é fazer uma grande ligação. Não digo que não possa ser verdade mas a nível de afirmação é um grande salto.
Até têm menos acessos a promoções devido a esta expetativa social.
Isto não é verdade. Os homens são os que mais trabalham para e pedem promoções, e uma coisa que muitas pessoas acham é que uma promoção é equivalente a ganhar mais dinheiro, uma promoção envolve muitas mais responsabilidades mais horas de trabalho e mais stress coisa que as mulheres não estão para aturar. Menos ainda se ainda não tiveram filhos. O que se pensarmos faz sentido. Se eu não tenho um filho ou família e se o meu corpo vai se degradar ao ponto que já não me é possível ter um no futuro não vou dar um “LEROY JENKINS” no meu emprego e perder a oportunidade de ter descendentes.
E antes que venham com “ah e tal mas as mulheres ganham menos em promoções” segundo o “bureau of economic research” americano apesar de haver uma diferença de 2,2% em promoções que já levava em conta as mulheres escolherem mais trabalhos como assistentes e trabalho administrativo que raramente tem oportunidades de promoção e os homens escolhiam mais trabalhos em áreas em que era possível a promoção, importa notar também que este estudo é de 1995
Uma das fontes de onde tirei o seguinte é bastante tendenciosa e não apresenta os dados em avulso mas chega a pontos pertinentes que convenientemente decidem não endereçar. Algo que também importa notar é que isto é um questionário e é americano. Usei para não dizerem que eu pesquiso por aquilo que me é favorável. Eu encontro discrepâncias e analiso.
Fewer women than men are aiming for the very top. Among senior managers, 60% of women said they want to be a top executive, compared to 72% of men. Women were also more likely to cite stress and pressure as one of the biggest reasons for not wanting to hold top positions.
Contrary to popular belief, women are not leaving their organizations at higher rates than men. In fact, women in leadership are more likely to stay with their companies than men. At the senior vice president level, women are 20% less likely to leave. Women in the C-suite are about half as likely to leave their organizations as men.
Women often start out in line roles (defined as positions with profit-and-loss responsibility and/or focused on core operations), but by the VP level more than half of women hold staff roles (positions in functions that support the organization like legal and IT). Men, on the other hand, are more likely to hold line roles at every level of an organization. This difference poses a potential problem because line roles frequently feed into senior leadership.
There's a common misconception that women who start families are subsequently less ambitious in their careers. But mothers in the survey were 15% more interested in being a top executive than women without children.
Very few people participate in flexibility and career-development programs offered by their organizations. More than 90% of women and men believe taking extended family leave will hurt their position at work.
Se os homens dedicarem o mesmo tempo no trabalho doméstico que as mulheres, deixa de haver este problema!
Eu diria que continuaria a existir, já vimos que há muito mais variáveis a este problema, mas concordo que tornava o trabalho das mães muito mais fácil.
Mas agora não venham para aqui dizer que o Gender Gap é mentira quando em todas as entrevistas de emprego me perguntam quais são os meus planos em relação a casar e a ter filhos!
Aqui acho errado e não sei se não poderás reportar isto a alguém. É completamente desnecessário e ninguém tem um caralho a ver com isso a não seres tu.
O/A u/crouchingvenus escreveu:
[...] os que já são pais focam se em melhorar o estilo de vida da família o que implica focarem-se mais no trabalho.
Não achas que isto é um problema? Porque é que são as mulheres incentivadas a dedicar mais tempo à família e os homens ao trabalho?
Não, não acho. Porque ninguém as está a forçar a isso. Se estivessem a ser forçadas sim achava bastante errado. E ninguém é forçosamente incentivado a fazer nada. Exceto as mulheres a seguirem carreiras STEM (ciência(Science), Tecnologia, Engenharia e Matemática) Não achas que isto é um problema? Especialmente quando o quão mais igualitária é uma sociedade menos as mulheres escolhem estas áreas.
Todo o teu raciocínio só reforça preconceitos de género e valores sociais bafientos. Entra em 2019 please.
Por favor elucida-me como. Eu diria mesmo o oposto, se tivermos dados e entendermos os problemas que enfrentamos e os tentarmos resolver é benéfico para todos não achas?

 

O u/DogsOnWeed também mencionou que os homens terem direito de licença de paternidade também ajudaria a corrigir desigualdades estatisticas.

 

Reflexões

O que conseguimos dar como certo:
  • Ninguém aqui quer que as mulheres sejam discriminadas
  • Queremos igualdades de oportunidade
  • O 77 cents on the dollar vem do Current Population Survey de 2009 do Bureau of Labour Statistics US
  • As mulheres trabalham mais em trabalhos temporários (Várias fontes)
  • Os homens trabalham mais horas extra (Várias Fontes)
  • As mulheres tendem a ocupar trabalhos que pagam menos (Várias fontes)
  • As mulheres tendem a escolher trabalhos que não facilitam a promoção
  • As mulheres ganham mais em trabalhos temporários (entre 1 a 34h) por semana do que homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • 25% das mulheres e 12% dos homens trabalham em trabalhos temporários (Bureau of Labour Statistics US)
  • 11% das mulheres e 22% dos homens trabalham mais de 41 horas (Bureau of Labour Statistics US)
  • As mulheres que nunca casaram recebem EM MEDIA 5% menos do que os homens (Bureau of Labour Statistics US)
  • As pessoas que trabalham horas extraordinárias recebem cerca de 5 vezes mais do que as que trabalham em part time.(Bureau of Labour Statistics US)
Algo que descobri a investigar para escrever este post foi que segundo dois papéis da Claudia Goldin (este e este) que me foram referidos por esta peça da Vox
É que o wage gap pode ser explicado pelos custos de ter um filho e as curvas nos gráficos do papel e do vídeo parecem ter uma correlação com o aumento da idade média em que as mulheres têm o primeiro filho (Indicato>Dropdown />Mean age of women at childbirth) e que encaixa bem quando vemos que as mulheres mais ricas do mundo têm mais de 55 anos.

 

Enquanto os comentários anteriores dedicaram lógica, dados e contra argumentação outros simplesmente atiraram este papel do World Economic Forum várias vezes com “oh mas este desprova tudo isso” acho que se lerem apenas a introdução entendem logo porque é que não lhe dei o tempo do dia. E não é um estudo é mais é uma aglomeração de valores que esperam que a distribuição de homens e mulheres seja 50:50 em tudo (excepto em taxas de mortalidade por exemplo) algo que outros users foram rápidos a comentar.
Acho também um bocado triste haver comentários com discussão pertinente serem downvoted porque têm uma visão diferente e foi óbvio pela altura em que os downvotes apareceram que foi uma birra de “isto está contra o que eu acredito” “pumba, downvotes para todos”. Não façam isso, downvotes não mudam opiniões.
   
Fontes:
https://www.theguardian.com/world/2018/jul/23/women-lying-earning-more-than-husbands-us-census
https://www.nytimes.com/2018/07/17/upshot/when-wives-earn-more-than-husbands-neither-like-to-admit-it.html
https://www.vox.com/2018/2/19/17018380/gender-wage-gap-childcare-penalty
https://www.payscale.com/gender-lifetime-earnings-gap
https://www.youtube.com/watch?v=13XU4fMlN3w
https://iwpr.org/wp-content/uploads/wpallimport/files/iwpr-export/publications/C350.pdf
https://web.archive.org/web/20101126032209/https://www.bls.gov/cps/cpswom2009.pdf
https://web.archive.org/web/20181130100719/https://arxiv.org/pdf/1703.04184.pdf
http://siteresources.worldbank.org/INTPAH/Resources/Publications/459843-1195594469249/HealthEquityCh12.pdf
http://cep.lse.ac.uk/pubs/download/dp1156.pdf
https://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/goldin_aeapress_2014_1.pdf
http://scholar.harvard.edu/files/goldin/files/dynamics_of_the_gender_gap_for_young_professionals_in_the_financial_and_corporate_sectors.pdf
 
Outros comentários interessantes u/TomTomKenobi com este, u/harlequin90 com este e u/agaeme com [este]() em que menciona este video que não consegui ver porque não tenho netflix
Edit: Formatação (raio do reddit e o novo markdown) e ortografia
Edit2: Adicionei TL;DR
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2018.02.09 02:56 AntonioMachado [2016] Victor Louro - A Floresta em Portugal. Um apelo à inquietação cívica

Livro não disponível online. Ver artigo de opinião ou palestra. Pontos a reter:
Veja-se a dificuldade que os economistas têm de considerar os investimentos florestais, ou as seguradoras para considerarem os seguros florestais: os períodos de tempo em silvicultura são de tal modo diferentes daqueles a que estão habituados nas suas atividades, que dificilmente raciocinam em torno das suas bases económico-financeiras para as atividades florestais. Mas o mesmo se verifica com outras atividades aparentemente mais próximas da silvicultura, como a agronomia. (28 e 29)
as exportações da autoeuropa são inferiores às das indústrias florestais (contribuindo menos de metade para a totalidade das exportações nacionais) e são conseguidas com uma quantidade de bens de origem portuguesa 9 pontos percentuais abaixo do sector florestal. Sendo uma empresa de alta tecnologia e capital-intensivo, emprega apenas 2,6% do número de pessoas empregadas nas indústrias florestais.
submitted by AntonioMachado to investigate_this [link] [comments]


2016.05.06 22:35 Australopiteco A Visão publicou e comentou a carta aberta da COMCEPT - Comunidade Céptica Portuguesa sobre o artigo "Zona Wi-Fi: Ameaça para a Saúde"

Dado que o meu tópico da carta aberta da COMCEPT fez sucesso achei que fazia sentido partilhar também o comentário da revista:
NA: Ao longo artigo é referido, várias vezes, o facto de não haver provas científicas universalmente aceites sobre os eventuais perigos das ondas eletromagnéticas. Logo no segundo parágrafo é dito que a "Hipersensibilidade à Radiação Eletromagnética (EHS, na sigla inglesa), uma doença já reconhecida na Alemanha e na Suécia, por exemplo, [mas que] não é consensual internacionalmente devido à ausência de provas científicas".
Refere-se, ainda, que "a Organização Mundial de Saúde (OMS) não desvaloriza os sintomas, mas classifica-os como ‘uma intolerância ambiental idiopática’, ou seja, sem causa conhecida, por ser semelhante a múltiplas sensibilidades a outros fatores químicos".
Relativamente à possibilidade de a Hipersensibilidade Eletromagnética ser uma doença psicossomática, tal é defendido por um dos especialistas entrevistados, assim como por uma das pessoas que se diagnostica como eletrossensível.
O texto inclui declarações de cerca de duas dezenas de entrevistados, todos eles devidamente identificados e citados de acordo com as suas posições e cargos que ocupam.
Entre os especialistas entrevistados, vários desvalorizam as preocupações com este tipo de ondas enquanto outros mostram reservas ou estão mesmo convictos dos seus potenciais riscos.
Clarifico que nem Hélder Luís nem Paulo Vale têm interesses económicos na questão. Já que investiram na proteção das suas casas mas não é essa a sua área de negócio.
Quanto à proibição do wi-fi nas creches francesas, é Pedro Rosário, técnico superior da Direção-Geral de Saúde (DGS), quem explica, na reportagem, não encontrar "justificação técnica" para a decisão, estando a medida baseada na "perceção do risco" da população.
As instituições charneira mais citadas no artigo são a Organização Mundial de Saúde, o ICNIRP e a Comissão Europeia, que prosseguem os estudos nesta área.
É referida a mais recente avaliação da Comissão Europeia sobre os potenciais riscos para a saúde da exposição a campos eletromagnéticos, que conclui serem adequados os limites de radiação hoje estabelecidos, à luz do conhecimento atual, mas recomenda que se prossiga a investigação.
Este é um tema complexo, controverso e atual, que alimenta ainda várias investigações.
Fonte: Visão Carta da Comunidade Céptica Portuguesa sobre o artigo “Zona Wi-Fi: Ameaça para a Saúde”
Duas dúvidas:
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2016.05.04 02:33 SkaylordRoadhog Encontro-me encurralado na vida e preciso de ajuda.

Boas pessoal. Normalmente costumo andar por aqui e pelo ask reddit entre outros subreddits apenas como visitante. Agora preciso de ajuda e então decidi dirigir-me a vocês. É o seguinte; eu sinceramente não faço a mínima ideia do que fazer da vida. Tenho 18 anos, tou no 12º ano e as minhas finanças estão cada vez pior. A saúde dos meus pais já não é a mesma e o meu pai simplesmente não soube gerir o dinheiro que ganhava quando era abundante. A minha irmã está a tirar um curso de medicina e este ano (último do curso) não teve direito a bolsa... provavelmente pelos meus pais, novamente devido ao meu pai terem problemas nas finanças. Estou em constante stress porque sei que a saúde deles já não é assim tanta e tenho medo de perdê-los e não ser capaz de lidar com isso. Além disso eu sou um inútil. Não sei cozinhar (nem a porcaria de uns ovos), nem a minha cama faço e nem sou capaz de conseguir comer tudo o que me metem no prato (fico cheio rapidamente e só como doces e fritos e cenas pouco saudáveis, as únicas cenas saudáveis que como é iogurtes, fruta, salada, sopa. Sou um chavalo completamente mimado, a minha mãe nunca me obrigou a comer as cenas e sim foi um erro dela, mas ela sofria muito nas mãos dos pais... tempos antigos, era obrigada a ir trabalhar com 10-12 anos cenas assim :/ e então quando nos teve não quis ser igual, quis mudar. Isto realmente me está a perturbar em especial porque eu quero emigrar (sim quero, como é possivel ne? nem uma cama sem fazer, nem cozinhar como vou sobreviver...), eu sempre quis emigrar, desde os meus 13 anos, ficava fascinado com as cenas que lia nas aulas de inglês e história e até geografia. Ao ínicio o meu sonho era ir para os EUA, mas mais tarde descobri que a terra da segunda oportunidade já não existia... Agora não sei ao certo, gostava de ir para um país em definitivo, pensei na holanda, dinamarca, suécia, noruega, irlanda, nova zelândia, austrália. Mas isso é algo ainda por definir. Primeiro preciso de tratar da parte mais importante. A educação. Pontos mais graves na minha situação: - Não sei o que gosto, tenho tendência a aborrecer-me quando as cenas são demasiado fáceis e ficar um pouco stressado quando não consigo resolver um problema (especialmente quando vejo outros a conseguirem); - Não tenho grande dinheiro no banco dá para 1-2 anos de universidade pública; - Estudar e trabalhar é uma possibilidade, mas empregos é complicado agora (anda tudo a ir para esses empregos tipo worten e fnacs assim que saiem do 12º) e não sei se tenho qualidade para tal (ensino secundário profissional, onde me encontro é bastante fácil e não sei se simplesmente aguento o nível de dificuldade do superior); - Não sei quais as profissões que vão estar em demanda e não me posso arriscar a ir para um curso que não tem grande coisa e perder anos de vida à toa. Não me posso dar ao luxo de reprovar ou perder anos, com as dificuldades financeiras isso é imperdoável... (isto deixa-me ainda mais stressado, só de pensar nessa possibilidade). - Tou num curso profissional de informática mas não gosto disto, não é para mim :/, só para saberem que algo relacionado com programação, análise de sistemas, redes está fora de questão (sei que peco muito aqui porque a procura deve ser muita); - Tenho matemática B que vale 0 ao pé da matemática A... por isso exames para isso tá quieto, fico-me pelo português. Aspetos positivos de mim: - Sei ouvir críticas desde que sejam construtivas e com fundamentos de suporte; - Gosto de trabalhar em equipa/comunicar com eles e com pessoas no geral desde que saibam ouvir e não falem por cima que nem animais à luta; - Quando me sinto confiante, sinto capaz de fazer tudo e mais alguma coisa, no entanto conheço os meus limites; - Tenho autonomia e quando não sei alguma coisa, se tiver pessoas por perto peço ajuda, caso contrário procuro na net, ou seja, não hesito em pedir ajuda; - Sei ouvir as pessoas e pelo menos isto sai da boca dos meus amigos, eles dizem que sou uma fonte confiável e sou um bom amigo. Eu já procurei bue cursos nas universidades públicas, mas aquilo é sempre os mesmos cursos em todas, as privadas podem até ter a qualidade que tem e falcatruas de notas, mas tem mais diversidade nos cursos... Algumas áreas que me dão algum interesse de ver em filmes e isso (sim podem até não ser NADA assim na vida real, só estou a dizer...): - Marketing (não sei muito bem o que é ainda, quando acabar os projetos que tenho que ainda são muitos vou pesquisar); - Relações públicas (igual ao marketing ainda não sei muito bem); - Publicidade; - Animação 3D e edits todos marados; - Sales representative (não sei o nome em português, não conheço muito também); Sou calado nas aulas e no geral também não falo assim tanto, mas eu gosto de me comunicar com as pessoas quando elas me dão o devido respeito, de ouvir atentamente ao que digo e depois obviamente que faço o mesmo. Eu não quero que vocês façam o meu trabalho de como me encontrar na vida, quero apenas um guia, estou mesmo sem ideias :(.
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2015.05.22 12:12 nomadalti Portuguese translation of Marshall Rosenberg's bio

Translation from http://www.cnvc.org/about/marshall-rosenberg.html

Fundador
Marshall B. Rosenberg, PhD. 1934 - 2015
A Biografia do Nosso Fundador
O Dr. Marshall B. Rosenberg foi o fundador e diretor de serviços educacionais para o Centro para a Comunicação Não-Violenta.
Crescendo num bairro do centro da cidade de Detroit, o Dr. Marshall Rosenberg foi confrontado diariamente com várias formas de violência. Querendo explorar as causas da violência e que poderia ser feito para reduzir a violência, ele escolheu estudar psicologia clínica e recebeu seu Ph.D. em Psicologia Clínica pela Universidade de Wisconsin, em 1961. Em 1966 ele foi premiado com status de diplomata em psicologia clínica pelo Conselho Americano de Examinadores em Psicologia Profissional.
O treino em Comunicação Não-Violenta evoluiu da busca do Dr. Rosenberg para encontrar uma maneira de se disseminar rapidamente as tão necessárias habilidades de pacificação. O Centro para a Comunicação Não-Violenta surgiu a partir do trabalho que ele estava a fazer com ativistas de direitos civis no início de 1960. Durante este período, ele também mediou entre estudantes em protesto e administradores de faculdade e trabalhou para de-segregar pacificamente escolas públicas em regiões com longa história de segregação.
Desde a criação do Centro, a resposta ao treino em Comunicação Não-Violenta tem sido extremamente positiva. Ele é visto como uma ferramenta poderosa para resolver pacificamente as diferenças a nível pessoal, profissional e político. O Dr. Rosenberg deu treino em Comunicação Não-Violenta em 60 países; Afeganistão, Argentina, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bélgica, Bósnia, Brasil, Burúndi, Canadá, Colômbia, Congo, Croácia, República Checa, Dinamarca, República Dominicana, Inglaterra, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Guiana, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Israel, Itália, Jamaica, Jordânia, Coreia, Luxemburgo, Malásia, Malta, México, Moldávia, Nova Zelândia, Holanda, Nigéria, Noruega, Palestina, Polónia, Portugal, Roménia, Porto Rico, Rússia, Ruanda, Escócia, Senegal, Serra Leoa, Singapura, Eslovénia, África do Sul, Sri Lanka, Suécia, Suíça, Turquia, Estados Unidos, Jugoslávia. Ele trabalha com grupos tais como educadores, gerentes, técnicos de saúde mental e cuidados de saúde, advogados, oficiais militares, prisioneiros, policiais e agentes penitenciários, clérigos, funcionários do governo e famílias individuais. Ele tem sido ativo em áreas devastadas pela guerra e países economicamente desfavorecidos, oferecendo treino em Comunicação Não-Violenta para promover a reconciliação e resolução pacífica das diferenças.
Reações em todo o mundo têm sido inspiradoras. As avaliações indicam que este treino fortalece enormemente a habilidade do individuo para se conectar com compaixão consigo mesmo e com os outros, bem como para resolver as diferenças pacificamente. Relatórios indicam também que o benefício da formação não é apenas estável ao longo do tempo mas na verdade aumenta.
Dr. Rosenberg tem conseguido ensinar as pessoas a darem o treino nos seus próprios ambientes comunitários, de trabalho, educacionais e políticos e nas suas próprias línguas, com os mesmos efeitos positivos.
O Dr. Rosenberg faleceu pacificamente em casa, com sua esposa Valentina e todos os seus filhos ao seu lado, a 7 de Fevereiro de 2015.
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