Definição pessoal de amor

O conjunto de sentimentos que define o amor certamente é a palavra-chave para que os relacionamentos ocorram. Entretanto, nem todo relacionamento se alimenta unicamente de amor. Muitos acreditam que pelo grande amor se torna necessário sacrificar a própria vida pessoal, assim como a autoestima ou, até mesmo, a dignidade. Perguntei a várias pessoas quais as palavras que achavam não ter nada a ver com a palavra amor, palavras que não cabem na sua barreira de definição e comprometi-me a mostrar que essas palavras têm o seu lado que encaixa no amor e o tornam diferente, original e não menos bonito. Watch the latest Amor videos on MeFeedia. El amor ha vuelto a llamar a la puerta de Jennifer Lpez. Solo han pasado cuatro meses desde que la artista y Marc Anthony pusieran punto y ... tags: amor Marc Anthony amor Jennifer Lpez Marc Anthony Pra ser sincera, eu não sei! Eu não sei dar uma definição exata sobre o ser amor. È uma experiência única para cada pessoa, e mesmo que eu seja poeta (Amadora, mas sou), eu ainda não aprendi a usar palavras para dizer o que é amor. O que eu sei até hoje é que o amor é clichê e é novidade. Há uma nota manuscrita por Martin Luther King Jr. à venda, onde o ativista político descreveu a sua definição pessoal de amor. Segundo o site norte-americano TMZ, a nota terá sido escrita em meados dos anos 60, quando um admirador inglês perguntou ao ativista o significado de amor. Definição de Amor para crianças de 4 a 8 anos. Inserida por marcelajammal. ... Seja no critério profissional, pessoal ou interpessoal. A cobrança do que se tem ofusca a expectativa do que se poderá ser. O amanhã não mais existe nos dias de hoje, apenas o agora. A fluidez em que o mundo está embebido trouxe consigo uma mudança ... Definição de amor. Amor de pai, amor de irmão, amor de namorado... Todas as formas de amor são válidas e merecem ser compartilhadas. Por isso, espalhe por aí todos os seus melhores sentimentos! ... amam e sabem que querem ficar juntas pelo resto da vida. Um amor regado a coisas boas e, principalmente, a crescimento pessoal. Um amor que ... Definição de amor , segundo as Crianças. O que é amor? Esta foi uma pesquisa séria feita por profissionais de educação e psicologia com um grupo de crianças de 4 a 8 anos. Respostas: 'Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos“ Mathew, 6 anos. Mundo de Parentalidade - Mundo de Parentalidade Bem-Vindo ao Blog Mundo de Parentalidade ... definição de amor / 1 POSTS ENCONTRADOS. Verdade da Vida: Porque quem ama tem medo de perder. 13 May, 2019. ... Amor, Crescimento Pessoal, Felicidade, Relacionamentos, Sentimentos. 10 May, 2017. Independente da sua definição pessoal de amor… Cá entre nós: borboletas no estômago e saudade infinita tem seu toque de loucura . Trocando o viés sobre o amor, temos o famoso escritor ...

Harmonia

2020.01.12 00:09 Alfre-douh Harmonia


"Devias experimentar biodança..." e eu ri-me. Mais banha da cobra e curandeirismo de pacote a ser servido em barda a alguém ávido por se entender. Sonhos de realização pessoal, quem não os tem?! Mas enfim, como avesso a esses conceitos que sou, vi-me de repente na responsabilidade de assumir a superioridade que sinto com diplomacia. Honestamente, não fazia ideia do que biodança significa. Imaginei por escárnio que fosse algo patético e absurdo, mas no domínio do surreal, e digo: "Adoro biodança! Há algo de extremamente libertador em usar a sala de yoga para dançar World Music com MDMA comprado no Celeiro." Ela amavelmente ri-se, o que é bom. Prova que tem humor. Eu sei que pisei a linha e, aproveitando o último suspiro de riso, mitigo a ideia de rezinguice tacanha dizendo: "Desculpa a minha ignorância... posso estar equivocado quanto ao que realmente significa biodança" digo fazendo uma careta. O que devolve, à nossa interação, o riso bonito que ela, de facto, tem.
"És tão tolo. É magnífico conhecer alguém a viver o paradoxo de se levar extremamente a sério e ser um pateta carinhoso em simultaneo." diz ela entre risos. Eu, obviamente, dou o passo atrás. Que momento de definição. O modo como ela, de forma tão simples, me dá a entender que há todo um mundo que eu não conheço cria aquele misto de surpresa ao fantástico que nos prende a alguém.
"Nem sei o que dizer... Leste-me de uma forma muito...enfim, reveladora. Nunca tinha pensado em mim assim. Estou até inseguro por pensar que, daqui para a frente, isto pode ser tédio para ti." digo rindo. Sentido-me tão "arrebatadoramente revelado" acrescentei: "...nisto dos encontros temos todos um pouco síndrome de Mona Lisa e..."
"Mona Lisa?!? Como assim Mona Lisa?...Pedro, tens de explicar essa...É que eu estava a sentir-me tão bem com o teu humor de despreocupação insegura...passou-me completamente que poderias ser uma representação renascentista..." diz a última frase por entre um gargalhada bonita. Deixa-me a rir de mim mesmo. Isto pode e está a tornar-se crítico.
"Inês..." digo de forma pomposa, e apalhaçado tentando um sorriso Mona Lisa "...desculpa-me o botox de personalidade." Ela ri-se e diz: "Essa é gira...nunca tinha pensado na Mona Lisa como uma representação de cosmética hardcore. Gostei da associação. Sim senhor, sor Pedro! Mas para quê o botox de personalidade diz lá... Sentes que isso é comum em ti?"
Dammit! Ela é realmente boa nisto. Curioso como a cada resposta dela eu me sinto vulnerável a ideia que estou a criar. Que se lixem os filhos, o sexo, e as juras de amor. Estou completamente a romantizar um entendimento superior entre mim e ela. A ver-nos a discutir temas até à madrugada numa noite quente de verão. A ver-nos a dissecar telejornais com humor e acutilância intelectual. Tão bom! Será que ela gosta de Inspetor Max?? Easy , Pedro...eaaaaasy, ma boy. Tenta não sucumbir à pressão, meu caro!
"Olha...sinto que por vezes tenho medo daquilo que é derradeiro. É como se uma parte de mim fosse querer descobrir e outra parte reservar o que sei. E sim! Isso por vezes leva-me a ser pragmático e inseguro, mas também brincalhão e um tipo às direitas."
"Hm Hm, um tipo às direitas, sor Pedro! Uau... Parece-me que tenho de aceitar que estou embevecida por ti... Agora tens mesmo é de deixar o botox...". diz ela, seguindo um clássico olhar molhado e um sorriso rasgado. É aquele momento clássico do beijo...E eu feito parvo, a sentir-me em transe, começo no pánico de achar que a minha performance oral tem de ser efetivamente boa, mas depois lembro-me da dica do botox e fico inseguro por estar inseguro, e passam-me mil e uma merdas e...AAAAA... sinto o caos de pensamentos tornar-se um momento vazio e uno com o beijo que damos.
À medida que as nossas cabeças rebatem do sublime momento, fico com a certeza que há algo a acontecer. Há mesmo algo a abalar toda a minha concepção de romance "virtual". Olho para ela e sei pelo olhar que ela me devolve que estou apaixonado. Sei que agora sim: ela vê as minhas "rugas" e gosta ainda mais de mim por isso. Sinto-me em paz. Num acto de instinto abraço-a. E, Para lá do perfume do champô e da fragância da camisola de lã lavada com Woolite, muito para lá disso, sinto conforto.
O momento tinha ficado perfeito ali...Aliás uma parte de mim é aquele momento. Sei disso, simplesmente sei! Ao voltar a mim, voltei diferente. Um pateta carinhoso diferente.
"Quando é começamos a biodança? É que Inês...Estou a sentir muita harmonia e talvez pudesse canaliza-la para uma actividade como a dança... Se for uma espécie de tango com intervalos de hidratação a chá verde, e...claro... estiver muito agarradinho a ti: vejo com muito bons olhos a iniciativa!"



Texto também disponível em: https://omeuamigopedro.wordpress.com/2020/01/11/harmonia/
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2019.09.07 13:50 TaoQingHsu (Capítulo 3) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da Dinastia Han Oriental, China (25 a 200 d.C.):
Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 3: Cortar o amor e remover a ganância
O Buda disse: "Aqueles que rasparem sua cabeça e barba para se tornarem os Sramana e aceitarem a Lei-Tao devem renunciar às posses mundanas, contentar-se em pedir esmolas e tomar apenas o que é necessário. Coma uma refeição antes do meio dia por dia. A noite embaixo das árvores, e seja cauteloso para não desejar mais, pois o amor e os desejos são o que torna as pessoas tolas e ocultas.
As referidas regras são estabelecidas por Buda para seus discípulos, Sramanas. Tais regras nos inspiram e nos lembram, para nos contentar com o que temos, e não para gananciá-las mais, porque o amor e o desejo são o que torna as pessoas tolas e ocultas.
Como mencionamos no capítulo supracitado, a definição de amor e desejo aqui é mais estreita, motivo que se baseia no ego pessoal e no egoísmo. É por isso que o amor e o desejo tornam as pessoas tolas e ocultas.
Há um ditado que diz: "Amar seria causar a morte tragicamente". Por quê? Está envolvido o fator pessoal e o fator do outro lado. Alguém não poderia aceitar ser traído ou quebrado em amor, e seu coração de ódio e sua mente de vingança seriam assim surgindo para se tornar a ação factual. Quando estão em tal estado, sua mente perderia a razão e sua ação estaria fora de controle e, assim, faria a coisa prejudicial. Nós chamamos essa pessoa de amante horrível. Em geral, essa pessoa é falta de confiança e auto-estima. Mesmo assim, eles ainda querem controlar seu amante. No ponto de vista de Buda, essa pessoa é tola e lamentável.
Alguém usa o amor ou desejo sexual como desculpa e significa ter a fortuna, especialmente, a jovem mulher com bela aparência e boa forma de corpo para atrair o homem mais velho rico. Então, eles teriam a fortuna por meio de divórcio ou de separação. Às vezes chamamos essa pessoa de mentirosa. O homem rico atribui a luxúria do amor e ele é assim oculto pela paixão.
A maioria das pessoas segue seu próprio hormônio do corpo e seu sentido visual, mas não segue sua mente da razão, para encontrar seu amor. Quando a segunda pessoa é mostrada, ela estaria interessada em tal pessoa seguindo seu próprio desejo sexual e senso visual. Nós chamamos isso de ilusão e paixão. Em tal estado, o fato não seria encontrado. Então, há um ditado: “Os amantes estão se apaixonando porque não se entendem. Os amantes se separam porque finalmente se entendem."
Na ficção ou drama, o amor é sempre criado como história romântica. Mas, de fato, isso não é verdade em nossa vida diária. No relacionamento do amor, está mais relacionado à responsabilidade, tolerância, respeito mútuo, doce fardo e honestidade. Infelizmente, a maioria das pessoas não entende, principalmente, os jovens do sexo masculino e feminino.
Quando as pessoas amam e desejam alguém, algo ou fazer alguma coisa, elas podem esconder outras por algumas razões. Ou eles podem ser escondidos por outros. Então, mentir aconteceu. O karma maligno é formado. O futuro do mal pode estar esperando lá.
O amor e o desejo, como mencionado aqui, é a causa do mal. Tendo cortado isto, o resultado mau não seria acontecido certamente.
Estendendo o significado do amor e do desejo, o ser humano pode amar ou desejar a fama, o poder, a fortuna, a comida e a carreira. Não importa amor ou desejo, fama ou poder, fortuna, comida ou carreira, sua essência não é pecado. Por quê? Se entendermos o significado profundo do budismo, saberemos que essas essências são vazias. Uma vez que essas essências são vazias, elas não são uma preocupação sobre o pecado ou não-pecado. Então, podemos ter uma pergunta. Qual é o problema ou o problema do amor ou desejo em tal coisa?
Como sabemos, existem dois pontos de vista em uma coisa. Isso é ponto de vista positivo e ponto de vista negativo. Quando usamos mal nosso amor e desejo por tais coisas, elas causariam o mau resultado em nossa vida. Por exemplo, há um ditado: “O ser humano tem medo da fama; Porco tem medo de gordura. Por quê? Quando uma pessoa atribui a fama, ciumento e ataque na fala é seguido. Quando um porco é gordo, seria morto como alimento.
No entanto, boa fama seria útil para as pessoas do mundo. Tal pessoa é um objetivo para beneficiar as pessoas do mundo, e a fama boa segue então ele (ou ela). Outras coisas podem ser deduzidas por analogia. Inglês: (Chapter 3) A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
https://po-bvlwu.blogspot.com/2018/10/capitulo-3-uma-breve-conversa-sobre.html
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2019.09.06 18:36 TaoQingHsu (Capítulo 1) Uma breve conversa sobre a Escritura de quarenta e dois capítulos dita por Buda

Co-tradutores no tempo da dinastia Han Oriental, China (25 a 200 dC): Kasyapa Matanga e Zhu Falan (que traduziu a dita Escritura do sânscrito para o chinês).
Tradutor nos tempos modernos (D.2018: Tao Qing Hsu (que traduziu a dita Escritura do chinês para o inglês).
Professor e escritor por explicar a dita Escritura: Tao Qing Hsu
Capítulo 1: Saia da família e prove a fruta do Dao
O Buda disse: “Aqueles que se despedem de seus familiares, saem da família, reconhecem o coração, alcançam a raiz de dentro, entendem a lei do não fazer, são chamados de Sramana. Aqueles que sempre seguem os 250 Preceitos, estão na limpeza e purificação enquanto vão e param, e fazem a prática do Dao das Quatro Nobres Verdades, tornam-se Arhats. Arhats são capazes de voar e mudar, têm a vida de grandes éons, podem habitar e se mover no céu e na terra. O próximo é Anāgāmi. No momento da morte, seus espíritos ascendem acima do décimo nono céu, onde provam os Arhats. O próximo é Sakridāgāmi, que ganha o Arhat imediatamente, depois de ascender ao céu uma vez e retornar à terra uma vez. O próximo é Srotāpanna, que prova Arhat, após sete mortes e sete nascimentos. Cortar o amor e o desejo é como membros quebrados que não podem ser usados ​​novamente. ”
Sramana, Arhat, Anāgāmi, Sakridāgāmi e Srotāpanna são todos em sânscrito. Eles são separadamente significados ao grau diferente relacionado a praticar o Dao. Tais nomes são todos diferenciados e dados por pessoas. Pensar nos diferentes graus do Doutor, Mestre e Bacharel, cujos nomes também são diferenciados e dados pelas pessoas. Espero que esse exemplo faça você entender mais isso.
"Saia da família", o que significa que um homem deixa sua família para se tornar um monge budista. Existem dois tipos de sair da família. Uma é que a forma de monge budista parece sair da família, mas seu coração ainda está na família. A outra é que a forma de não-monge budista vive na família, no entanto, seu coração é realmente sair da família, tal é o verdadeiro e sair da família. Ou seja, não importa qual seja a forma, o coração que saiu da família é realmente sair da família.
Então, podemos ter dúvidas. Por que um coração quer sair da família? Existe algum significado para? No capítulo vinte e três desta escritura, menciona-se uma das razões. O conceito desta escritura também é adequado para mulheres. O coração que sai da família significa deixar de lado o constrangimento, os problemas e a aflição ocorridos na família, não deixar de fora os membros da família. O significado mais profundo é transformar essas restrições, problemas e aflições em sabedoria para que nós e os outros tenhamos uma vida melhor.
Nos tempos antigos e modernos, quando as pessoas saíam da família para se tornar um monge ou freira, elas deveriam ter a permissão de seus pais primeiro. Isso é para respeitar os pais e agradecer-lhes para nos criar. Nos tempos passados​​da China, também deve ter a permissão do governo e ter que ser registrada no governo, o que é motivo para evitar que o criminoso contorne a punição da lei por meio da saída da família.
“Reconheça o coração, alcance a raiz do interior, entenda a lei do não fazer”, o que significa reconhecer que não há coração nem mente; tudo ocorre do nosso coração e mente. Quando temos o coração e a mente, tudo ocorre então. Quando removemos nosso coração e mente, tudo é eliminado. "Tudo" significa o fenômeno, situação, matéria, objeto e coisas do nosso exterior e interior. Algumas pessoas que ouviram o conceito de sem coração, sem mente e sem consciência, estão aterrorizadas e infelizes em repreender o budismo. Porque em seu pensamento e conceito, como seria possível que não houvesse coração, nem mente nem consciência? Eles não entendem isso.
Um dia, Huike, que foi o segundo fundador do zen na China, disse ao primeiro fundador Dharma: “Mestre, sinto que meu coração não está em paz. Por favor, ajude-me a ter meu coração em paz.
O fundador Dharma respondeu a ele: “Me dê seu coração. Eu te ajudo a ter o coração em paz.
Huike pensou por um tempo e depois respondeu ao fundador Dharma: "Mestre, não consigo encontrar meu coração".
Então, o fundador Dharma respondeu: “Eu já te ajudei a ter o coração em paz”.
A raiz do interior é o vazio. Alcançar a raiz do interior significa alcançar o vazio. A natureza maravilhosa do interior é o vazio. Se tivermos esse conceito, entenderemos o significado do não fazer.
A maioria das pessoas que ouviram o conceito de não fazer no budismo também estão aterrorizadas e infelizes, porque elas têm muito pensamento negativo e incompreensão sobre isso. Eventualmente, em alguma situação, não fazer é melhor do que fazer, você já pensou sobre isso? Não fazer é um estado que é preocupação com o não-coração e o vazio. Neste estado e momento, nosso corpo físico e mental estará em paz, silêncio e saúde. Isso é o Nirvana. O objetivo de praticar o Dao é o Nirvana. Não é um sentimento curto. Deve ser um estado estável e contínuo, que é a grande meditação. Nesse estado, será o fundamento, a partir do qual podemos fazer e pensar de qualquer maneira positiva, de modo a ajudar e beneficiar a nós e aos outros.
Todo praticando o Dao tem como objetivo o estado do Nirvana. Há muitas maneiras diferentes de praticar o Dao. Para recitar ou cantar o nome de Fo ou Pusa, ou ler a escritura do budismo, ou pensar no significado do ensinamento de Buda e sentar-se para meditar, todos eles são um dos caminhos. (Fo é Buda; Pusa é Budhisattva.) Essa parte é para ajudar e nos beneficiar. Quando nosso coração está limpo, puro e pacífico, temos a força para ajudar e beneficiar os outros, que é o aprendizado mais profundo.
“Reconhecer o coração, alcançar a raiz do interior, entender a lei do não fazer” é o grau mais alto na prática do Tao. O homem que está em tal estado é chamado Sramana. Antes do estado acima mencionado, ele poderia ter feito as seguintes coisas.
“Aqueles que sempre seguem os 250 Preceitos, estão em estado de limpeza e purificação enquanto vão e param, e praticam o Dao das Quatro Nobres Verdades, tornam-se Arhats.” Significa que os monges budistas têm que obedecer aos 250 Preceitos. . E não importa para onde estão indo, a coisa boa para beneficiar a si mesmos e aos outros, ou parar as coisas más para não machucar a si mesmos ou aos outros, devem estar no estado de limpeza e purificação no coração e na mente.
Nós não somos monge budista, então não temos que obedecer aos 250 Preceitos. Mas isso nos inspira. Quando estamos fazendo as coisas boas e não estamos fazendo as coisas más, devemos também manter a limpeza e a purificação no coração e na mente. Significa que devemos remover o ganancioso, o ódio, a estupidez e a paixão, de coração e mente, porque essas coisas contaminariam nosso coração e mente, e nos deixarão ter o pensamento negativo. Se esses deles forem removidos, estaremos no esplendor, teremos a mente pacífica e o pensamento positivo, em benefício de nós e dos outros.
“Faça a prática do Dao das Quatro Nobres Verdades.” Significa que colocar o Dao das quatro nobres verdades na prática é uma das condições para se tornar Arhat. As quatro nobres verdades são Sofrimento, Agregação, Eliminação e Tao, que são as causas e condições para atingir o estado de Buda. O sofrimento é a causa. A agregação e eliminação são as condições. O Dao é a condição e resultado. "Dao" é transliterado da palavra chinesa. Seu significado original é o caminho. E seu significado é estendido para praticar a verdade.
A primeira causa e condição para entrar no caminho de Buda é perceber o sofrimento de nosso interior, como qualquer dor causada por nosso corpo, ou qualquer pressão causada por nossa vida, ou qualquer doença mental causada por nossa ganância, ódio, estupidez. e paixão.
A segunda causa e condição para entrar no caminho de Buda é perceber e descobrir que o sofrimento do nosso interior é agregado continuamente. A maioria das pessoas não tem essa percepção. Qualquer sofrimento é fácil de ser esquecido pelas pessoas. Uma vez que qualquer sofrimento é lembrado por eles, o que eles pensam é que eles são a pessoa perseguida, todos os seus sofrimentos internos são causados ​​pelos outros. Então eles querem se vingar para eliminar o sofrimento deles. Tal pensamento está violando o caminho de Buda.
Quando percebemos e descobrimos que o sofrimento do nosso interior é agregado continuamente, seguimos o caminho de Buda para eliminar o sofrimento do nosso interior. Isso significa que entrar no caminho de Buda é uma maneira de eliminar nosso sofrimento interior. Então, podemos ter dúvidas, qual é o caminho de Buda? A definição do caminho de Buda é ampla e infinita. O ponto está nesta escritura. Em segundo lugar, o ponto mais importante está na Escritura do Coração da Sabedoria Suprema, que você pode encontrar e ler no meu blog. É difícil para o público entender a Escritura do Coração da Sabedoria Suprema. Em uma palavra, o fundamento do caminho de Buda é a autopercepção, o autocontrole, a autoliberação e a autodisciplina.
Então, quando “caminhamos” pelo caminho de Buda, isso significa que colocamos a verdade ou a lei búdica ensinada por Buda na prática. Nós damos um nome como "Dao" (ou "Tao").
"Arhats são capazes de voar e mudar, têm a vida de grandes éons, podem habitar e se mover no céu e na terra." Isso significa a libertação e liberdade sobre a vida pessoal e ação. Isso também significa que o Arhat pode decidir sua própria duração de vida e pode decidir onde morar, ou onde nascer, o céu ou a terra. Em segundo lugar, não importa onde o Arhat vá ou vive, os guardiões invisíveis estão sempre ao lado do Arhat para protegê-lo, porque os espíritos e os fantasmas no céu e na terra seriam movidos pela virtude de Arhat e jurariam se tornar os guardiões proteja o Arhat. Os Arhats incluem machos e fêmeas. Em algumas Escrituras, o Bodhisatva também é chamado de Arhat, que possui imensurável felicidade devido à virtude de Arhat.
Está realmente além do nosso conhecimento e experiência. Mas isso não significa que tal Arhat não exista, porque não podemos provar que tal Arhat existe, e também não podemos provar que tal Arhat não existe. É mais como a experiência transcendental pessoal. Quando nos tornamos Arhat ou quando nos encontramos Arhat, é uma experiência transcendental muito pessoal.
Quando uma pessoa tem a experiência prática mencionada, damos a ela um nome como “Arhat”. "Arhat" é sânscrito.
“O próximo é Anāgāmi. No momento da morte, seus espíritos sobem acima do décimo nono céu, onde eles provam os Arhats. ”Isso significa que uma pessoa está no momento da morte, seu espírito habita no céu ou acima do décimo nono e onde ele provém o fruto de Arhat Então, é dado um nome como “Anāgāmi”, que é sânscrito.
Há trinta e três céus que são mencionados no budismo. Eles são mais semelhantes aos diferentes espaços dimensionais, de acordo com o nosso entendimento no tempo moderno.
“O próximo é Sakridāgāmi, que ganha o Arhat imediatamente, depois de ascender ao céu uma vez e retornar à terra uma vez.” Significa que tal pessoa pratica a lei de Buda e reencarna no céu e na terra uma vez. E então, ganha o fruto do Arhat. Damos a essa pessoa um nome como “Sakridāgāmi”, que é a sanskirt.
“O próximo é Srotāpanna, que prova Arhat, depois de sete mortes e sete nascimentos.” Isso significa que essa pessoa pratica a lei de Buda e tem que experimentar a reencarnação por sete vezes no céu e na terra. E então, ganha o fruto do Arhat. Tal pessoa recebe um nome como “Srotāpanna”, que é Sanskirt.
No budismo, existe tal conceito que existem imensuráveis ​​reencarnações para um espírito de uma pessoa, como um espírito em uma roda, onde inclui os Seis Caminhos, que são três pertencentes a bons caminhos e três pertencem a caminhos maus. Os três bons caminhos são os caminhos do Bodhisattva, Ashura e Humano. Os três maus caminhos são os caminhos do Fantasma, Animal e Inferno. Que o espírito reencarna nos Seis Caminhos por turnos é como uma roda girando continuamente, e nunca sai da roda giratória. Somente quando o espírito entra no caminho de Buda, há a chance de deixar a roda giratória.
"Cortar o amor e o desejo é como membros quebrados que não podem ser usados​​novamente." A definição do amor e do desejo aqui é mais estreita, o que significa que as pessoas gostam de alguém romanticamente ou são sexualmente atraídas. O amor e o desejo afetariam a emoção e o pensamento das pessoas. Algumas pessoas usam seu amor e desejo de controlar os outros. No entanto, algumas pessoas são assim controladas em mente. Não importa qual deles, seu coração e mente não são liberados e não são livres. Uma vez que seu amor e desejo não estão contentes, o pensamento e o comportamento irracionais são assim ocorridos. Não importa como eles são, seu coração e mente podem ser feridos. No entanto, alguém gosta de tal situação. O Buda considera essas pessoas como estupidez e paixão, e essas pessoas estão, portanto, no estado de não-brilho.
Que cortar o amor e o desejo é como membros quebrados significa que uma pessoa deve ter a determinação de praticar o Dao. Não deixe que o amor e o desejo se tornem o obstáculo na prática do Tao.
Mas o supracitado é um dos ensinamentos de Buda. Existe o profundo e outro ensinamento de Buda. Isto é, não é necessário cortar o amor e o desejo. Por quê? Não há amor e desejo fundamentalmente, quando compreendemos completamente o não-eu e o auto-vazio. Nosso amor e desejo ocorrem e são atraídos pela situação externa. Se entendermos o Vazio de fora e de dentro, onde encontrar o amor e o desejo de sermos cortados? Mas, tal conceito é difícil de ser entendido pelo Arhat, para não mencionar as pessoas comuns. Pode ser possível entender, quando fazemos a meditação profunda. Se não tivermos essa sabedoria, é melhor cortarmos o amor e o desejo quando tivermos a determinação de praticar o Tao. Em tal situação, o amor e o desejo não são reais, porque são ilusões. Mas as pessoas comuns as consideram reais. Inglês: (Chapter 1)A Brief Talk about The Scripture of Forty-Two Chapters Said by Buddha
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2019.08.29 02:17 ederalk 50 motivos de porque a homossexualidade não é pecado

Um dos temas mais atuais e controversos, daqueles que mais instiga de ódio a defesa, na política, na moral, e na religião, que transpõe fronteiras terrenas e temporais: a homoafetividade! É sabido que teologia cristã atual põe a homossexualidade no pedestal mais alto das mais "abomináveis práticas humanas". Respeitosamente, a instigação aqui esmiuçada busca um ceticismo ao fundamentalisto religioso atual e questiona: e se não for pecado? E se nunca foi um pecado? Mais um berrante erro histórico da Igreja? Boa leitura.
50 motivos de porque a homossexualidade não é pecado
  1. Se nascer homossexual é pecado, logo, ele já está condenado ao inferno, pois é impossível deixar de ser homossexual, pois ele o É. Logo, Deus fez acepção de pessoas. Eles nem tiveram a chance de serem salvos. Porém, Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34)
  2. Se apenas a prática homossexual é pecado, mas não o desejo, logo Deus colocou o desejo nesses homens para os tentarem a pecar o tempo todo, mas afirmar isso é antibiblico, pois Deus não tenta ninguém (Tiago 1:12-20);
  3. Se o desejo não foi posto por Deus, pode ter vindo de Satanás, logo ele tem o poder sobre a libido humana, assim ele tem poder de fazer qualquer hétero virar gay, ou um gay virar hétero, outra coisa impossível. Ele já teria o feito a todos os homens;
  4. Se a homossexualidade é adquirida por comportamento, logo, é aprendida. Mas sabemos que: 1) gays nascem de casais héteros; 2) muitos sociedades desencorajam e perseguem a homossexualidade, mas isso não impede que ela continue existindo nelas; 3) todas sociedades em todas as épocas, das civilizações europeias e asiáticas as tribos indígenas e polinésias foi observado a presença da homossexualidade; 4) animais também, naturalmente, podem ser homossexuais, em mais 1500 espécies relatadas (Ec 3:19); 5) os héteros não afirmam que adquiriram a sua libido por comportamento, porque seria diferente com o homossexual?
  5. De forma direta e literal, não há nenhuma condenação as lésbicas na Bíblia; logo, o desejo lésbico seria natural, da criação humana. Se assim for, o desejo pelo sexo oposto seria inato, tanto em homens como mulheres, chegando a mesma conclusão que Deus estaria tentando apenas aos homens gays entre todas as sexualidades, algo antibiblico; a Bíblia também não explica a complexidade do bissexualismo em todas em suas nuances: um bissexual poderia se casar com uma mulher?
  6. Deus, de fato nunca muda, mas pode mudar o homem: Gênesis 6 nos relata o mundo antes do Dilúvio: havia gigantes na Terra, anjos faziam sexo com as mulheres e os homens viviam centenas e centenas de anos. Adão viveu 930 anos! Homens tinham filhos aos 187 anos nessa época (Gn 5:25)! No versículo 3, Deus, aparentemente, muda o homem para viver no máximo 120 anos, afim de evitar uma superpopulação mundial. (Algumas interpretações dizem que é 120 anos para acontecer o dilúvio). Mas o fato é que desde de Gênesis 11, a expectativa de vida humana se abrevia radicalmente. Ou seja, provavelmente, Deus mudou a anatomia humana: um corpo que vive 930 anos não é igual a um corpo que vive 100 anos; Deus precisaria alterar células, órgãos e tecidos! Por que Deus também não interferiria na libido humana, a fim de evitar um superpovoamento? Será que Jesus desencorajou a poligamia em Mateus 19:4-5, que era tão comum no Antigo Testamento (Gn 4:19) também preocupado com o crescimento da população humana?;
  7. É comum dizer que Jesus esteve em silêncio acerca da homoafetividade, o que não aconteceu: Mateus 19 é um diálogo em que Cristo trata acerca do casamento. Em Mateus 19:11, Jesus afirma que nem todos os homens tem a condição de seguir a ordenança do casamento heterossexual, dada por Deus em Gênesis; o único pré-requisito possível para tal condição seria ter atração por mulheres: se o homem a tiver, case, para não cair em tentação (1 Co 7:1-2; 7:26-27); se não a tiver ou a perder durante a vida, está livre da ordenança do casamento com uma mulher; se tiver, mas se desejar ser celibatário pelo Reino de Deus, é uma escolha pessoal (Mateus 19:12); logo, nascer homossexual é uma condição inata, não algo fruto do pecado ou um desvio comportamental;
  8. Pode-se argumentar contra afirmando que Jesus utilizou a palavra eunuco nesse trecho de forma literal – como se‘’eunucos’’ se referisse apenas aos homens castrados; porém, dois fatos derrubam tal argumento: 1) Jesus fala acerca de três tipos de “eunucos”, revelando que estamos diante de um termo bastante amplo para a época; 2) Jesus usou “eunuco” de forma figurada para se referir aos celibatários no “terceiro eunuco”; se Jesus utilizou uma figura de linguagem num trecho da sentença, pode-se ter utilizado em outra, como no trecho “eunucos de nascença”;
  9. Também há uma contradição em afirmar que alguém nasce ‘’castrado’’, ‘’eunuco’’ de forma literal. Oras, é necessário possuir suas genitálias de antemão para serem removidas e assim, se tornar um castrado; é impossível alguém nascer castrado! Como e por quê se castraria um feto no ventre da mãe? Já ser um “eunuco” posteriormente, ao remover seus testículos, sem a produção de testosterona, o homem perde a libido, o impedido de se casar, encaixando no critério do segundo eunuco;
  10. Pressupondo que os ‘’eunucos de nascença’’ são apenas os deficientes congênitos, e se a Bíblia liberasse qualquer deficiente de nascença com atração por mulher da ordenança do casamento, logo, eles teriam obrigatoriamente a serem castos a vida toda para não cair em tentação, pois, se um deficiente tem atração sexual por mulher, eles também ficariam com várias mulheres ao longo da vida fora de um casamento para sanar sua libido, pois se for com apenas uma mulher, melhor que se case com ela também! Não há lógica. Outra dificuldade seria definir o que é um ‘’deficiente de nascença’’: um anão seria? Ou um hermafrodita? Isso abriria brechas para proibir o casamento de muitas pessoas; cegueira ou infertilidade, por exemplo, impedem homens de se atrair ou de querer se casar com uma mulher?
  11. Se considerarmos apenas os assexuados como os ''eunucos de nascença'', esse texto afirmaria que a libido humana ou a sua ausência é uma condição dada apenas por Deus aos homens desde o seu nascimento. Logo, se for pecado ser gay, ele está o tentando, algo antibiblico;
  12. Se afirmar que apenas a assexualidade é uma condição dada por Deus, logo, a própria libido seria uma escolha, incluindo a libido do heterossexual, algo também impossível; como Adão teria aprendido a se atrair por Eva?
  13. Em Romanos, carta escrita por Paulo, há o trecho mais usado como “antigay” na Bíblia; é importante lembrar que o próprio apóstolo Pedro afirmou que as epístolas de Paulo às vezes tinham ‘’trechos difíceis de entender’’, em que ‘’ indoutos e inconstantes torcem” (2 Pedro 3:16); se eram trechos difíceis de se entender na época para um apóstolo, imagine 2.000 anos depois para nós! Romanos 1:26-27 pode ser um desses trechos a que Pedro se referiu;
  14. Se usarmos Romanos 1:26 para condenar as lésbicas, foi usada uma figura de linguagem para tal, já que não sabemos ao certo, que ''uso natural'' é esse que elas mudaram; isso não é explícito;
  15. Se Paulo se referiu as lésbicas nesse trecho, de forma figurativa, ou seja, fez uso de figuras de linguagem para se referir as mulheres, logo, "semelhantemente", ele também pode ter usado para se referir aos homens; logo, homens nesse trecho necessariamente não precisam se referiam a homossexuais, ficando vago sua definição, sendo necessário avaliar o contexto;
  16. O tema do contexto de Romanos 1:23-28 é a idolatria praticada pelos romanos, em que nos cultos pagãos, é sabido que homens heterossexuais praticavam sexo homogenitais com outros homens nos ritos orgásticos; a idolatria é um dos temas centrais do capítulo e isso fica evidente pelos versículos 23 a 25. O Versículo 26 inicia-se com a expressão “por isso”, ou seja, o que está explícito a partir desse ponto é o resultado das ações humanas descritas nos versos anteriores;
  17. Em Levítico 18:22, outro versículo largamente usado como antigay, diz que homem deitar com homem, como se fosse mulher é uma abominação; a palavra abominação vem do hebraico toevah ou do grego bdelygma, ambos significam "impureza" ou "ofensa ritual", logo, o tema de Levitico 18 também é idolatria, assim como Romanos 1;
  18. Abominação, no antigo testamento, é largamente usado para se referir a práticas de idolatria, como consultas a necromantes, feiticeiros, adivinhadores e prognosticadores (Deuteronômio 18.10-12); o sacrifício de animais defeituosos (Deuteronômio 17.1); adorar imagens (Deuteronômio 7.25); a queima de incensos (Jeremias 44:4-6); a prostituição cultual, sacrifício de crianças e fazer imagens de ouro e prata (Ezequiel 16); deve-se sempre enfatizar que a Bíblia não foi escrita em nosso idioma, e a etimologia das palavras podem mudar ao longo da história;
  19. Levítico fala de sacrifício de crianças a deus Moloque um versículo anterior ao 22 (Lev 18:21), logo, reforça que o tema do capítulo 18 de Levitico é a idolatria e práticas pagãs;
  20. Levítico 18:3 proíbe seguir os ‘’estatutos do Egito e dos cananeus’’, novamente comprovando que o tema central aqui é idolatria; em Ezequiel 18:9 o Senhor diz que quem andar nos ‘’meus estatutos, e guardar os meus juízos, e proceder segundo a verdade, o tal justo certamente viverá’’, distinguindo a palavra estatuto; mais adiante, no verso 12, diz ‘’levantar os seus olhos para os ídolos, e cometer abominação’’, reforçando o significado principal de abominação na Bíblia para coisas idólatras;
  21. A presença na frase da expressão ‘’como uma mulher’’ em Lev. 18:22 pode ser interpretado como homens que abandonam sua condição natural, hétero, para deitar-se com outros homens, pela imposição do culto religioso; gays não se deitam com homens como se fossem mulheres;
  22. Faz sentido nesses versículos se referirem a homens heterossexuais praticando atos homogenitais entre si, pois ao se referirem a rituais pagãos, é certo que havia muitos homens héteros que participavam desses cultos, já que eles eram públicos; assim como as mulheres que sacrificavam seus filhos aos deuses, certamente, ambas práticas eram sacrifícios extremamente vergonhosos e nada agradáveis para agradar aos seus deuses; se a maioria dos homens dessas sociedades pagãs eram gays, como repunham a população sem novos nascituros? É sabido que os egípcios chegava a milhões de súditos (1 a 8 milhões de pessoas);
  23. Se levarmos esse versículo de Levítico literalmente ao pé da letra, logo, apenas ‘’deitar’’ com outro homem é pecado. Beijar, desejar, namorar, se afeiçoar, pegar na mão, ou até o sexo em pé, sem estar deitado, estaria liberado aos gays, sem configurar pecados?;;
  24. Se levarmos no sentido figurado, logo, pode não se tratar de relações homoafetivas tradicionais nesses versos; "homem" pode ser referir a homens héteros unicamente, não aos gays, já que até os dias de hoje é comum confundir sexualidade com gênero, podendo certamente acontecer o mesmo na época; em resumo, gays poderiam não ser considerados homens na época como acontece muito hoje;
  25. Levítico 20 trata acerca das penas de diversos crimes anteriormente ditos nos capítulos anteriores; está escrito no verso 18 que a acaso um homem se deitar com outro homem como com mulher, ''certamente morrerão''. Há uma ambiguidade aqui: é uma consequência do ato ou uma ordem de execução? Se for uma consequência, sabemos que isso não acontece, senão estaria acontecendo um genocídio gay nesse momento; nesse versículo também usa-se a palavra ‘’abominação’’, que como se sabe, significa na Bíblia ‘’impureza ritual’’;
  26. Em Levítico 20, do versículo 2 ao 5 é novamente sobre a sacrifícios de crianças a Moloque, o 6 sobre adivinhadores e encantadores, 8 e 22 fala sobre ‘’estatutos’’, o 23 exorta a não andar nos costumes de nações pagãs e o 27 sobre necromancia ou espírito de adivinhação; ou seja, aqui se confirma as práticas idólatras do capítulo 18;
  27. 1 Coríntios 6:9:20, outra passagem comumente dita ser ''anti-gay'', se usa duas palavras intraduzíveis para nosso tempo: malakoi e arsenokoitai, e ao longo da história, foram traduzidas de muitas maneiras diferentes;
  28. Paulo utilizou essas duas palavras numa mesma lista de pecados, de forma seguida; que sentido teria ele de repetir o mesmo suposto pecado duas vezes seguidas, na mesma lista? As cartas Paulinas não eram escritas de forma coloquial ou informal, mas bastantes formais e escritas várias e várias cópias (Romanos 16:22), revelando se tratar de textos oficiais e bastante difundidas;
  29. Malakoi já foi traduzido como: "depravados", "pervertidos", "efeminados", "efebos", "meninos prostitutos", "masturbadores", "pusilânime", o que já torna a palavra intraduzível de forma fiel atualmente, por se tratar de traduções bastante diferentes, revelando a dificuldade de entender seu real significado;
  30. Efeminado, uma tradução mais comum atualmente para malakoi, no dicionário de línguas portuguesa de Cândido de Figueiredo, de 1913, significa ''ser mulherengo'', algo bem diferente de ser gay;
  31. Efeminado é um termo que atualmente é mais usado para indivíduos com trejeitos femininos; porém, um afeminado não necessariamente é gay; é sabido que existem héteros afeminados, assim como gays másculos; o másculo iriam ser salvo, mas héteros afeminados não? Outra dificuldade é que ser afeminado ou masculino muda constantemente de época para época: homens aristocratas, por exemplo, no século XVIII, para afirmar sua masculinidade, usavam salto alto, maquiagem e perucas;
  32. Arsenokoitai foi uma palavra inventada por Paulo, usando neologismo, e até hoje não se sabe ao certo o que ele queria dizer com arsenokoitai; essa palavra só foi usada duas vezes em toda história da literatura, dificultando ainda mais seu entendimento; a tradução mais comum atualmente é sodomita, palavra extremante alterada em seu significado ao longo da história;
  33. A palavra “sodomita”, por séculos significava perverso; porém, Tomás de Aquino, por volta do século XII, na sua obra Suma teológica, reformulou a palavra “sodomia” para abranger as ‘’imoralidades sexuais’’, que abarcavam uma enorme quantidade práticas, que ia da bestialidade ao sexo anal;
  34. Em nenhum momento, a Bíblia afirma que Sodoma e Gomorra caíram por causa da homossexualidade; ao contrário, o próprio Jesus, em Mateus 10:15, reforça que o principal pecado dos sodomitas foi a falta de hospitalidade; Deus afirmou que destruiria Sodoma somente se não achasse nenhum justo na cidade; apenas 10 justos já seriam suficientes para Deus poupar seus moradores (Genesis 18:32); se o pecado de Sodoma e Gomorra fosse a homossexualidad de seus moradores,, como a cidade poderia existir constantemente se não haviam nascimentos de relações heterossexuais?
  35. Somente algumas versões modernas da Bíblia, covardemente, começaram a traduzir como homossexual passivo e homossexual ativo as palavras”malakoi” e “arsenokotai”; porém, é fato que não existe a palavra homossexual na Bíblia, que não existe nenhuma palavra que seja usada para se referir a gay unicamente na Bíblia, exceto ‘’eunucos de nascença’’, proferida por Jesus;
  36. Jesus nos alertou intensamente acerca dos fariseus, mas também dos escribas, que escrevem e traduzem as Escrituras (Mateus 23);
  37. Jesus nunca poupou as palavras parar denunciar as transgressões do mundo: adultério, prostituição, matar, heresia, roubar, a falta de amor, a blasfêmia, mentir, não perdoar etc. Por que ele nunca condenou veementemente do ‘’pecado abominável e terrível” da homossexualidade?
  38. A Judéia, na época de Jesus, era parte do Império Romano, império em que a prática homossexual era extremamente comum e aceitável; ou seja, existia gays na época convivendo com Jesus; por que Jesus nunca “curou” algum?
  39. Como os 3 versículos ‘’anti-gays’’ da Bíblia, Romanos 1:26-27, Levítico 18:22 e I Coríntios 6:10, são, á luz da hermenêutica, refutados, ou no mínimo, duvidosos, fica claro que toda condição humana que, de nascença, impeça um homem de se atrair por uma mulher, está livre da ordenança do casamento segundo o próprio Cristo Jesus: homossexuais, transsexuais e assexuados.
  40. Paulo, ao falar sobre o casamento em 1 Coríntios 7, sobre a virgindade, as viúvas e os solteiros, ele não faz menção direta aos homossexuais; mas diz no verso 7: ‘’Porquanto gostaria que todos os homens estivessem na mesma condição em que eu vivo, contudo, cada ser humano tem seu próprio dom da parte de Deus; um de determinado modo, outro de forma diferente.’’, podendo ser uma interpretação de Paulo ao que Jesus disse em Mateus 19;
  41. Um termo importantíssimo para se referir a vida sexual humana na Bíblia é porneia, um termo grego traduzido principalmente de 3 formas diferentes na Bíblia: prostituição, fornicação e imoralidade sexual; os 3 termos são muitos diferentes entre si, logo, há confusão nas traduções; muitos argumentam que homossexualidade também entraria como ‘’imoralidade sexual’’, mas não há nada na Biblia dizendo ‘’homem se relacionar com homem é porneia’; e o termo porneia não aparece na carta aos Romanos;
  42. Jesus disse em Mateus 15:19: ‘’Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, porneia, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. Logo, porneia não significaria adultério, senão, Jesus estaria falando a mesma coisa seguida duas vezes na mesma frase! E imoralidade sexual é um termo muito amplo que também abrangeria o adultério, logo, porneia não pode significar tal adultério;
  43. Atualmente, usa-se ‘’fornicação’’ para designar qualquer prática sexual fora do casamento, logo, também abrangeria o adultério; assim, porneia também não pode significar tal termo, considerando a frase de Jesus na época;
  44. Assim, a melhor tradução para porneia seria prostituição, que é a comercialização do sexo; e mesmo usando ‘’fornicação’’ como tradução de porneia, o seu melhor significado também seria a ‘prostituição’: ‘’Fornice’’ era o arco da porta sob a qual as prostitutas romanas se exibiam. Jesus viveu na Judeia na época que fazia parte do Império Romano. E é maior a chance dos evangelhos tenha sido escritos em grego.
  45. Antigas Bíblias referem ao 6º Mandamento como "Não Fornicar", coisa que depois foi alterada pelos reformadores conservadores para "Não Adulterar", que já tem outro significado. Isso reforça a confusão desses termos ao longo da história;
  46. Paulo usa porneia em 1Co 6.18. Mas basta ler o contexto, que se perceberá que ele fala acerca da prostituição especificamente: ‘’Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz (ou prostituta)? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. (...) Fugi da porneia (...)’’; com essas conclusões, usar porneia como ”imoralidade sexual” pode apresentar como uma expressão ampla e controversa, suscetível a variadas interpretações ao longo do tempo; já utilizar “prostituição” torna o termo conciso;
  47. No Novo Testamento, há várias menções em que as leis do Antigo Testamento foram abolidas, pois Jesus já cumpriu todas elas em nosso lugar. (Hebreus 7:18-19; Atos 15:23-29; Gálatas 5:3; Filipenses 3:7-8); Jesus ao cumprir toda a lei por nós, ela foi passada (Mt 5:17-18). Logo, isso aboliria as leis de Levítico, acaso elas se referissem aos homossexuais; Atos 15 relata que a discussão acerca da validade do Antigo Testamento para os cristões acompanhou a Igreja desde o início: judeus convertidos contendiam-se com os gentios convertidos, dizendo que ‘’os circuncidados não serão salvos’’; a Igreja então fez o primeiro concílio de sua história e decidiu: ‘’Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá. (Atos 15:28,29); logo, as únicas leis dadas pelo espírito santo e os apóstolos a igreja seriam não idolatrar e realizar sacrifícios e não se prostituir;
  48. Há pesquisas historiográficas confiáveis que afirma que a Igreja primitiva realizava casamentos entre homens. Esses estudos são principalmente do importante historiador John Boswell; essa mudança radical da igreja aconteceu bem posteriormente, quando a Igreja Católica Medieval passou a considerar o sexo apenas para procriação, condenando assim também a homoafetividade; padres católicos chegaram a ter a ideia do sexo como sujo e maligno; porém, em nenhum local da Bíblia afirma categoricamente que o sexo é apenas para procriação; Paulo chega a afirmar que os casais não se recusem um ao outro, exceto por consenso mútuo no período de oração ou jejum, para não cairem em tentação (1 Co. 7:5); ou seja, quanto ao sexo, a Bíblia é enfática em condenar apenas o adultério e a prostituição;
  49. Quem afirma que sexo é somente para procriação usa justamente as passagens com a expressão “imoralidade sexual”, que como já foi dita, provém de uma palavra que significa prostituição, unicamente. A Bíblia não explícita o que é imoral no sexo consensual e amoroso; outra dificuldade em afirmar que o sexo é apenas para procriação seria a presença da forte excitação sexual no ato: se é apenas para ter filhos, por que Deus colocaria o prazer no sexo? A presença da clitóris na mulher também evidencia que o sexo não é somente para procriação, já que esse é o único órgão cuja função é unicamente dá prazer a mulher. Sua ausência não impede em nada a reprodução humana. Deus novamente estaria tentando o homem e a mulher a pecarem, ao dar prazer ao ato sexual, e claro, como dito, Deus não tenta o homem!
  50. A Igreja já perseguiu muitos grupos humanos na história usando versículos isolados e fora de contexto: curandeiras, negros, cientistas, ciganos, chegando ao ponto de perseguir e condenar a morte na fogueira até mesmo os canhotos, somente porque está escrito na Bíblia que a mão direita é divina! Nada impede que a interpretação atual acerca da homossexualidade também esteja extremamente equivocada e distorcida.
Por favor, se estiver algum motivo errado, refute-o, dizendo o número do motivo e contra-argumente, usando sempre a PALAVRA DE DEUS e fatos históricos, não a sua opinião ou a opinião do seu líder. Use textos coerentes da Bíblia e nunca fora do seu contexto. Nada de versículos isolados. Use a hermenêutica, a forma correta de ler a Bíblia. Não adianta me atacar, só prova que você não tem argumento suficiente, mas ataque o argumento! Não adianta só dizer que é pecado; prove, usando a BÍBLIA!
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2019.05.13 04:53 euamocachorros79 [DQ] Não existe glória na morte

Mãe? Pai? Eu não quero ficar sozinho. Onde vocês estão? Porque está tão frio?
Ninguém ouviu as últimas palavras de Caleb. Quando a luz se apagou, elas ainda se escondiam no átimo entre o surgimento e os músculos, pregas e sopro necessários para expulsá-las de si. Não houve cerimônia, velório ou pranto. Seus amores e expectativas não abraçaram seu corpo inerte, em desespero. Seus lábios permaneceram intocados até que a primeira mosca, atraída pelo cheiro da decomposição, repousou ali, ávida pela próxima refeição.
O Jarro de Pandora guardava todos os males, e com eles, dormia a esperança.
Caleb não sentiu o estômago arder enquanto tecidos eram rompidos pelos golpes e pela fome das aves de rapina. Seu executor há muito se afastara, incapaz de sentir remorso ou pena pelo morto. Tendo por cumprida sua missão, não fizera questão de comunicar o alvo sobre as acusações que pairavam sobre o réu. Os registros foram feitos de acordo com as regras usuais. Três câmeras, três ângulos diferentes gravados em alta definição, testemunhas mecânicas da realização do objeto do contrato. Pagamento garantido e a satisfação de um trabalho bem feito.
Quíron não libertou Prometeu, que permanece acorrentado ao Cáucaso até hoje. Maldito tolo.
Na primeira vez em que seu tio se aproximou com a respiração ofegante e as mãos escondidas nos bolsos da calça jeans, Caleb sentiu pena do irmão de sua mãe. Ele parecia tão magro e cansado. Não tinha mais ninguém em casa quando ouviu a voz do tio, entrecortada por uma tosse seca, sinalizando para que sentasse em seu colo. Mediante o pedido e a vontade de agradá-lo, subiu no joelho inquieto e divertiu-se até ser tocado de um modo estranho, numa parte íntima, que nem seus pais tocavam, trazendo-lhe um duelo de sensações. Por um lado, o prazer e a adrenalina o faziam quase levitar, por outro, um sentimento de culpa e de estar errado, injetava-lhe medo. Desvencilhou-se dos braços secos e do hálito impuro do tio e correu. Os pés pequenos e nus machucados pelo terreno áspero.
Condenados à eterna recorrência. O tempo é um círculo plano. Se você soubesse que sua vida será vivida da mesma forma para sempre, quais escolhas você faria?
Soldado cumpre ordens. Não existe filosofia ou questionamentos no exército. A hierarquia é mantida com punho de ferro e, ao menor sinal de pensamento independente, a disciplina é retomada através da força. Ordem não senta à mesa com divagação. Caleb sabia das condições impostas pelo serviço, e florescia naquele ambiente organizado. Era visto com bons olhos pelos seus superiores. Seu nome era seguidamente lembrado quando o assunto era promoção para o posto de cabo. E isso o enchia de orgulho. Sentimento que até ali não o visitara.
Fobos e Deimos eram crianças no campo de batalha. Ares os observava brincando de assustar um ao outro, mas eles gostavam mesmo era de pregar peças nos peões que carregavam escudos e lanças.
Caleb escondeu suas inclinações e impulsos. Permanecia impávido perto de escolas e quando sua filha nasceu, celebrou com amigos. Durante a festa, regada a álcool e charutos, disseram-lhe que a partir daquele momento, deixara de ser consumidor para tornar-se um fornecedor. A brincadeira custou dois dentes do bufão, uma amizade finada e o término da comemoração. Adquiriu uma câmera de mão, aprendeu a usá-la e perdeu-se entre as filmagens dos primeiros passos, da primeira apresentação na pré-escola, dos eventos em corais e balé.
O demônio habita nos detalhes. Ninguém consegue fugir de si mesmo o tempo todo.
A filha sempre em primeiro plano, começou a perder destaque nas filmagens, suas colegas de turma, inicialmente orbitando sua “prima ballerina”, agora escorriam seus sorrisos para Caleb e seu equipamento de filmagem cada vez mais profissional. Esposa e filha não falaram mais com ele ao descobrirem que suas tardes eram preenchidas com sessões de onanismo enquanto assistia às gravações. Esquecera de trancar a porta de seu escritório, em casa, na certeza de que estava sozinho. Foi surpreendido pelo retorno de ambas mais cedo, com as calças abaixo dos joelhos e com as mãos cobertas de hidratante corporal, os olhos fixos na tela do computador pessoal. Não demorou muito para que os pais das colegas descobrissem o motivo da separação e da mudança abrupta de cidade tanto da esposa e da filha quanto de Caleb.
Amarrado e sentado no chão, o corpo coberto de sinais de tortura e sofrimento, o pervertido levantou os olhos e viu o tio já falecido. Continuava magro, agitado e sorria ao desaparecer enquanto as pupilas de Caleb dilatavam. Morreu sozinho, como todos nós.
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2018.08.17 18:42 itsvictornunes Por que o pessoal de Direta no Brasil é tão intolerante?

Eu não tô dizendo que a intolerância seja algo exclusivo desse pessoal, tem muita gente intolerante de Esquerda também, atualmente falta moderação dos 2 lados. Mas eu tô estudando aqui filosofia e sociologia pro Enem e atualmente eu estou lendo sobre como se deu essa divisão entre esquerda e direita e a definição que dão pra direita tem me chamado a atenção pq é totalmente diferente do que eu vejo por aqui; diz que basicamente as pessoas de direita daquela época não eram avessas as mudanças na sociedade mas sim que essas mudanças sejam feitas de forma brusca diferente da esquerda daquela época que era mais radical e queria dar um passo maior que perna na ânsia de fazer mudanças mais profundas na sociedade (foi isso que eu entendi se eu estiver errado podem me corrigir) e puts eu super me identifico com essa forma de pensar da direita, essa forma mais moderada de fazer mudanças.
E ai eu fico pensando em como a Direta saiu dessa forma mais moderada de pensar pra esse show de horrores que a gente vê no Brasil, eu sei que não dá pra fazer uma ligação entre o pensamento daquela época com o pensamento de hoje pq aconteceu muita conta durante esses anos todos no meio do caminho rs, mas todas as pessoas de direita com que tive contato não eram avessas a mudanças bruscas mas TOTALMENTE contra qualquer tipo de mudança e qualquer tipo de ideia progressista e com aqueles discursos saudosos de um tempo no passado que muitos deles nem viveram, muitos com um grande viés religioso por trás também e eu fico puto pq sei lá pelo o que eu tô estudando até agora e pelo o que eu tô aprendendo sobre esse pensamento de direita não dá pra dizer que no Brasil hoje a gente tem uma direita moderada, aliás nem esquerda, a impressão que me dá é que só tem gente extremista querendo enfiar a sua ideologia goela abaixo dos outros, não tem um equilíbrio saudável entre o pessoal progressista e o conservador, gente isso virou um cabaré basta ver qualquer tentativa de debate político na internet, na tv... é meio deprimente.
Eu queria saber a opinião de vcs pra tentar entender o pq as coisas aqui parecem ser tão distorcidas, não sei se é algo só da direita aqui do BR ou se isso também acontece em outros países. Lembrando que não tô fazendo esse tpc pra afrontar ninguém pelo amor de deus gente.
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2018.05.19 15:38 rodrigoablima Livro: Alfa e Ômega - Uma Aventura nas Profundezas da Divindade Humana

CAPÍTULO 1 - A FUNDAÇÃO
Há incontáveis eras, um grupo de anciões, vitoriosos de batalhas anteriores, decidiram criar uma nova existência, pois se esgotaram as possibilidades e o mundo se tornou previsivelmente insuportável e tedioso. Além disso, em sua sabedoria acreditavam que, como antes, seria necessária uma renovação, bem como o desapego, aos resquícios e memórias do passado. A estes senhores, de nomes impronunciáveis com nossas gargantas primitivas, chamaremos de Arcontes da Alma, os famigerados Pais Arquetípicos, conhecidos na mitologia judaica como Elohim. Dentre estes senhores havia um que se destacava, por seu amor e justiça, sendo a expressão exata do Elevado, aquele que conheceu a primeira criação de todas as criações. Valente guerreiro e pai amoroso. O Verbo e Senhor dos vinte quatro Arcontes.
Sentados, em seus tronos, conversavam e planejavam os eventos que seriam vividos na nova origem. O lugar onde estavam era de beleza única e com uma atmosfera de poder e glória jamais imaginada por mortais, como eu e você. Um lugar que assusta e atemoriza qualquer criatura, impondo respeito aos seres das alturas, ou dos mais baixos abismos.
Todavia existia um lugar de maior significado e peso, um lugar inviolável, o santíssimo lugar, a morada do Eterno. Apenas o Pai e Filho do Verbo poderia adentrar neste ambiente e o fazia somente em ocasiões únicas, em importância e necessidade. Ali residia o Misterium Tremendum que nenhuma criatura ou Elohi poderia conhecer e compreender em sua plenitude, apenas o Elevado e seu unigênito comungavam daquele lugar. Uma casa, uma casa de carne, pois diziam que era o cordis ou o útero da criação.
Um enigma foi proposto, por um dos arcontes para servir como busca e sentido à nova existência, entretanto por mais que se esforçassem não conseguiam encaixar as peças, neste quebra cabeça cósmico, para dar sentido real, sabor e abundância de vida aos novos entes.
O Verbo teve que intervir, pois todos haviam percebido que fazia se propício ao Unigênito entrar na câmara santíssima e ali, diante da Presença Eterna conversar com o Inefável, em busca de algo que pudesse trazer abundância de vida aos neófitos.
Então, os enviados serventes da recamara do rei receberam ordens para preparar e purificar o átrio do templo célico, e assim o fizeram. Estes servos, os homens chamam de anjos, mas nada mais são que seres enviados para uma missão especial. Um destes Gadreel, que em hebraico pode ser escrito como ?????, também conhecido como Azazel, é a origem de muito conflito e debate. Certamente seu real título, princípio e incepção estão envoltos em mentiras e sombras. Nenhum mortal, e até mesmo seres imortais, podem afirmar com certeza sobre algo que teve o embuste como razão de ser, embora nada passa despercebido e impune pelo Eterno.
Enquanto realizava os preparos para consagração dos átrios e vestíbulos reais sua atenção foi desperta por uma pedra vermelha, um seixo de jaspe carmesim usado nas vestes sacerdotais pelo Verbo. Quero deixar claro que muito do que acontece aqui não poderia ser descrito com linguagem e palavras humanas se respeitada sua exatidão. O certo é que o que foi me passado e permitido lhe exponho da melhor forma que minhas mãos escrevem e minha mente concebe, por isso faço uso alegórico, dos eventos agora relatados, pois sem os quais jamais poderia escrever. Por isso, creia no conteúdo e não na forma, como conselho, prezado amigo, haja sempre assim, na vida, geralmente o contorno é enganoso embora a essência liberte. Se não fizeres isto, de um jeito ou de outro, aprenderás que as palavras nada dizem, todavia o que fazemos com elas sim.
Então, possuído de cobiça, apeteceu possuí-la, pois conhecia o propósito e sabia que facultaria habilidade de abrir portais e poder sobre as trevas, corrupção e mal, se usada sem consentimento e vontade do Verbo, pois em seu coração deixou entrar a dúvida sobre a bondade divina. Sem muito pensar, tomou-a para si, colocando outra de sárdio, semelhante em forma, em seu lugar. Leitor cabe aqui lembrar, que o ocorrido, apesar de não aprazer a Aquele que É, foi planificado por Ele antes de todas as Eternidades, nas eras ocultas em Deus e no Cordeiro (O primevo Æion, Kairós do Ego e do Ser) e quando terminar tu verás que falo a verdade.
Neste momento, um Mal Antigo foi desperto, transformando interior deste anjo, que agora chamaremos de Inferno, עזאזל em hebraico, pois como narrado antes, se mal-usado o Jaspe Carmesim, que simboliza o sangue do Cordeiro, porque quem o toma e usa, o faz para sua própria condenação, se não empregar o discernimento por meio Daquele que é o alimento da alma. Uma porta foi aberta e o Inferno a habita e é habitado por ele, o Filho da Perdição.
Que fique claro que o erro deste grigori não foi possuir a pedra, mas ser ladrão de algo que é livre a todo aquele que pedir ao Pneuma. O erro é a escravidão do espírito, pelo ego, que não se é refreado pelo Verbo. Neste momento, o horror primevo, entrou no corrompido anjo guardião dos aposentos reais.
Uma terrível tristeza abateu sobre o Verbo. Podia-se ver claramente no semblante do Cordeiro que algo muito sério o afligia. Porém, Ele sabia que era anseio do Eterno e conhecia muito bem os desígnios do coração de Deus. O Eterno, também estava aflito e pesaroso, pois isso não era de sua vontade ativa, mas permissiva.
Tudo foi preparado para o momento. E o Cristo entrou no santuário onde até os anjos temem ir. Ele vestia a indumentária sacerdotal completa. A Estola Sacerdotal ou Éfode uma peça parecida com um avental, confeccionada nas cores azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido. Sobre o Éfode um peitoral com as doze pedras, que representam os fundamentos que sustentam toda criação. Na cintura partindo do umbigo uma espécie de cordão de prata ligava as vestes ao cubo, o cubo de Metatron, uma máquina que permitia a entrada no santíssimo lugar, e assim, entrar em contado direto com o Arché. Arché é a substância primordial, constituinte de toda matéria do universo. Na verdade, Arché é um número que quando em execução conjunta com o cubo de Metatron possibilita a entrada no console fundamental que fornece uma interface para a criação da realidade. Uma vez conectado a máquina a realidade percebida pelo sumo sacerdote é mudada e este pode entrar no módulo de construção, uma espécie de programa de computador que funciona como um ambiente integrado que facilita a criação de realidades extraídas da lógica do número (ou programa) que inspira a vida.
Permita-me amigo explicar-lhe melhor o que é o Arché, também conhecido como unidade divina. Ele não é apenas um número qualquer, mas o padrão da perfeição, uma seqüência harmoniosa que encerra dentro de si todas as criações possíveis. Embora bastante próximo de Deus o Arché não é Deus. Podemos dizer que Deus é pleno quando o Verbo, a Lógica e a Materialidade trabalham em prol do sentido existencial, o tempero da vida, o Amor. O ator do Verbo é o Cordeiro, o ator da Lógica é o Arché e a Matéria é fruto da máquina de Metatron. Embora não percebamos todas as vezes, os três são e estão em Um e são vistos em plenitude no homem, mais corretamente no Filho do Homem e neste, sempre trabalham em Amor, afinal Deus é Amor!
Após todos os preparativos realizados então o Verbo adentra o santíssimo lugar. Imediatamente sua fisionomia se transforma. O módulo arquiteto estava carregado e o link foi estabelecido. Todo poder criativo de Deus estava ao dispor do Verbo, assim como, uma via de largura de fluxo inesgotável fornecia a comunicação direta entre Pai e Filho. Amigo, você deve estar perguntando por que essa conexão se fez necessária, visto que Pai e Filho são um, posso citar vários motivos, mas dois se destacam.
O primeiro é que nem sempre o Filho quer e precisa de todo poder criativo divino, há momentos que isso não se faz necessário nem desejável, lembre-se que o Filho nunca usou poder desnecessariamente. Ele nunca precisou de pirotecnia para mostrar sua identidade, poder e glória.
O segundo é que Ele, sempre quis se comportar como humano, deixe me explicar com um exemplo. Um alpinista poderia escalar uma montanha com um equipamento que facilitasse ao extremo a conquista do cume da montanha, podendo se quisesse subir até lá de helicóptero. No entanto que graça teria isso? E lembre-se a chave da vida está na graça. A graça é o Amor, divinamente humano e pessoal, em Movimento. Sem movimento, não há graça. Sem isso a vida se torna o “Trabalho de Sísifo”. Vazia, oca, sem sentido e niilista. O Verbo vivo deseja que a criação se pareça com a história arquetípica dando forma, beleza e sabor em abundância. A limitação torna as coisas mais interessantes. Embora haja sacrifícios e sofrimento, ao final, quando o montanhista tem a magnífica visão do fruto de seu esforço ele diz, valeu a pena!
Há uma terceira razão, também importante, mas em momento propício, querido neófito, lhe revelarei. Por agora basta dizer que nem todos têm fé a ponto de mover montanhas e nem só o Verbo pode usar a máquina de Metatron, mas só ele pode ir ao Aleph Santíssimo e compreender o mistério e causa da Vida.
Depois de tudo preparado, Adonai inicia seu trabalho. Como de igual maneira, em todas as criações, a primeira criação é a luz, então em um grito catártico, Fiat Lux, e a luz foi feita. A partir deste ponto não preciso entrar em detalhes, pois você conhece o desenrolar dessa história. Quero apenas focar em um ocorrido, e farei isso nos parágrafos seguintes.
***
O grigori ladrão da pedra, não era o mais forte dos anjos, porém o mais astuto e hábil na arte do falar e convencer. Ele sabia que seus dias celestes estavam por se findar e pouco tempo teria antes que fosse derribado. Além disso, as trevas em seu interior cresciam rapidamente, sempre a clamar por sangue, morte e destruição. Ele precisava agir e ligeiro. Ele carecia de seguidores, mais isso seria impossível se não houvesse separação entre Deus e os Vigilantes Universais. Ele precisava se tornar o poder, o dínamo que separa. E se possível ele separaria até Pai e Filho. Ele semearia a semente da discórdia entre os anjos superiores. A fé na bondade divina deveria ser abalada.
Uma voz gutural sussurrou em sua mente – “A chave para as trevas é a morte e com a mentira triunfarás”. Ele ainda não havia percebido, mas o dragão, em seu âmago crescia devorando seu espírito dia-a-dia. E na biblioteca celeste seu interesse pelo conhecimento proibido das eternidades precedentes crescia, em especial sobre a figura dracônica. Ele não teve maiores problemas em obter tal conhecimento, pois era o responsável pela manutenção do acervo da biblioteca real. Justamente o anjo que devia manter os livros em secreto traía o designo divino. Isso foi apenas o começo.
Um prazer perverso enchia-lhe o coração. Ele se via maior que o Criador, o que lhe enchia o espírito de orgulho e prepotência. Então enfim a semente do dragão germinou em sua mente. Ele percebeu que o seu sim, não precisava ser sim e o não, não precisava ser não. E o engano o fez sentir livre como nunca antes. O primeiro fruto da semente do dragão foi à mentira. A mentira que falsamente liberta.
Munido de conhecimento oculto e proibido se aproximou de Samyaza, o querubim do trono. O único anjo que conhecia o nome completo de Deus, o Logos, palavra passe que concedia acesso ao cubo de Metatron para alteração da realidade. Era poderoso em guerra e belo em formosura, sendo considerado o sinete da perfeição. Fazia sua morada junto às pedras afogueadas. Seu poder militar e anjos seguidores rivalizava com os de Miguel. Samyaza, não deixava transparecer, mas em seu interior deixou crescer certa inveja por Miguel, pois julgava desnecessário dois generais celestes.
Gadreel possuído pelo dragão havia percebido a insatisfação do querubim do trono. Sucessivamente alimentava o sentimento ínvido de Samyaza. Tornaram-se amigos. Gadreel em momento propício convidou-o para a biblioteca celeste e lá comungaram de conhecimento proibido. O dragão em Gadreel era ávido em devorar o espírito e sabia que não poderia abastecer-se ainda mais de sua morada, pois acabaria por destruir seu aliado por completo perdendo-o na morte e na loucura. Incentivou-o com sussurros semi-conscientes a fazer o Pacto de Execrações, descritos nos livros do primevo Aion, relatado no terceiro capítulo, “A criação do Dragão”.
Tão logo as juras do ritual se concretizaram o dragão entrou em Samyaza, lhe despertando dúvidas sobre a bondade divina. Ele sabia que o que fizera era errado, mas sentia um gozo maligno ao ver o mundo com os olhos do dragão. Enganado acreditava que o mal também poderia ser um bom trilhar e que as trevas eram belas. Não conseguiu compreender que o mal só atrai-o para a morte, e ao final consumiria seu espírito. Cabe neste momento dizer-lhe amigo que Deus deseja que sejamos um com Ele, mas Ele respeita nossa essência. Já o dragão devora-nos de forma que não somos um, mas acaba por amalgamar de forma indelével sua essência em nosso imo suplantando-a pela a dele. Sobrando somente ele. Sua fome é insaciável. E seu apetite irrefreável. E suas vítimas acabam por sucumbir, sem perceber a mordida do vampiro das almas.
Então por que Deus criou o dragão? Veja que o dragão é mal, pois assim foi criado, ele foi homicida, promotor da morte desde o princípio, e com justiça será tratado no final.
Nós eleitos, desde a fundação do mundo, somos vitoriosos de eternidade em eternidade. Somos mais que vencedores. Porém o dragão e sua semente serão derrotados de criação em criação. Como o vilão que em sua desgraça merecida abrilhanta a vitória do herói. A derrota do dragão é motivo de festa daqueles que viveram pelo Verbo. Isso está em nossos corações, implantado em nosso inconsciente. É a história arquetípica escrita na primeva incepção. Na criação anterior o dragão foi vencido pela força... Nesta, porém, o nosso inimigo está em nós e não será vencido pela força ou poder, mas pelo Espírito de Deus. Se a luta será terrível, a vitória será imensa. A vitória, no entanto, revelará sim de modo esplendoroso que o santuário santíssimo tem lugar em nosso mais íntimo, em nosso EU SOU. Seremos e já somos coparticipantes da natureza de Deus. O Misterium Tremendum, o galardão final, daqueles que são fiéis ao Verbo, será revelado e conheceremos como também somos conhecidos. E Deus fará tudo novo de novo!
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. No entanto, a presença do mal permite o agir do bem. O Cristo teve a oportunidade de demonstrar seu amor, que em graça se transformou vertendo seu precioso sangue. E derrotada foi à morte e seu aguilhão e veneno será por fim destruído. Em alegria seremos transformados e o que hoje são sombras e névoas no porvir serão cores vivas como as luzes da aurora no esplendor do amanhecer.
O Eterno trabalha com ciclos. Como disse o sábio “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”. Observe as estações do ano, os meses, as semanas e até mesmo os dias. Eles se repetem, mas sempre de forma diferente. A novidade não está exatamente naquilo que se vê, mas em como se vê.
Há tempo de destruição, de renovo, de trabalho, de descanso e neste fluir as eternidades passam. Ainda que em momentos de dor, mais perto chegamos do criador. Feliz aquele que achar mérito no autor das almas e para quem Ele disser, “Servo bom e fiel entra no teu descanso”. Nem todos adentrarão no descanso, pois com juras Ele disse “Não entrarão no meu descanso, embora fossem completadas as obras desde a fundação do mundo. ” Pois em certo lugar disse assim acerca do dia sétimo: “E descansou Deus no dia sétimo de todas as suas obras”. Pois aquele que entrou no descanso Dele, esse também descansou das suas obras, assim como Deus das suas. Lute por sua salvação, amigo, para que te aches no Espírito Eterno no dia em que Ele vir nas nuvens revelar as obras de suas mãos. O tempo é breve e já estamos no início do sétimo dia. Um dia para Ele são mil anos. Nosso tempo não é o Dele! E o homem é senhor do sétimo dia e reinará no milênio com o Cordeiro. Reino de justiça e paz.
Samyaza então revela a Gadreel o segredo do nome divino. Gadreel agora poderia entrar na nova criação divina e semear o germe do dragão. Entretanto havia um obstáculo. Como chegar ao santíssimo lugar, diante da presença divina, sem ser fulminado pela glória da visão sublime. Eles precisavam de algum artifício que pudesse ofender o Espírito de tal forma que este momentaneamente se ausentasse do sumo santuário. Precisavam conversar diretamente com o dragão e para isso usaram a pedra carmesim roubada. Assim, profanou a pedra de sangue para trazer do abismo ancestral o dragão. Munidos de poder profano conseguiram realizar a maior de todas as desonras, “O abominável da desolação” no lugar onde jamais deveria ser feito. Eu poderia relatar como e de que maneira isso foi realizado, mas o simples fato de mencionar tal hediondez é um sério pecado, por isso amigo, não entrarei em detalhes.
O dragão usou Gadreel para ocupar a serpente e então seduzir a Eva a comer do fruto do conhecimento. O dragão pôde então inserir no gênero humano sua corrupta semente. É por isto que alguns homens são verdadeiros demônios, sem qualquer tipo de compaixão ou remorso por seus atos. São filhos do diabo, promotores da morte e do engano, homicidas frios e insensíveis. Nos últimos dias, quando a ceifa estiver às portas, a distinção entre luz e trevas entre joio e trigo será fácil e assim os anjos terão pouca dificuldade em separar os bodes das ovelhas.
Nessa época, os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos seus pais, ingratos, ímpios, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Serão o reflexo do dragão trilhando o caminho da escuridão em profundas trevas. Do céu será revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Como disse o Revelador “veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Mas antes da primeira luz do dia raiar no horizonte, a noite tem que ficar mais escura!
Deus sabia qual caminho o homem iria trilhar, mas Deus nunca pune um pecado que você ainda não cometeu. Deus realmente queria que o homem fosse como Ele, não negando-lhe nem mesmo seus atributos criativos, a maior vontade de um pai e que o filho trilhe seu caminho. Mas Deus sabia que isso tinha um preço, um alto preço, pois Deus não seria tão irresponsável de dar a uma criança tamanho poder de uma vez, por que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe totalmente! Foi então que Ele, Deus, revelou seu plano ETERNO de SALVAÇÃO, o CAMINHO, pelo qual os escolhidos chegariam a DEUS, de forma a não se corromper! Deus plantou no jardim do Éden duas arvores, a do "Conhecimento do Bem e do Mal" e a arvore "da Vida". Nas regiões celestiais, o Satã, a inimizade, a sombra, também entraria nesse plano. Gadreel entrou na serpente e fez o homem escolher um caminho que não era a vontade do VERBO. Ele roubou a identidade do homem e autoridade sobre o mundo criando inimizade entre Deus e homem e entre homens e homens! E ainda fez parecer, que ele foi o bem feitor da humanidade, revelando um segredo oculto, o qual, segundo o diabo, Deus não queria que o homem soubesse! Mas tudo isso já havia ocorrido, em Deus, nas eras ocultas da ETERNIDADE.
Então DEUS faz a promessa, a primeira profecia, sendo o profeta o próprio Deus, "Um dia, um descendente de Eva, esmagaria a cabeça da Serpente" e ela, a serpente, feriria este homem no calcanhar! O problema é que agora, o ser do homem, estava corrompido e não refletia o EU SOU, o espírito de Deus, que diferencia os homens dos animais, havia adormecido, e a sombra (que na Bíblia é conhecido como carne – A semente do dragão) tomou seu lugar. A alma do homem se inclinou e inclina para o mal, porque a essência do dragão se ligou a ela, como já havia dito. Então, Deus no tempo certo, envia seu TABERNÁCULO, de carne, o VERBO abre o CAMINHO, do alto a baixo, rasgando o véu, o escrito de dívida, que separava DEUS do homem, se misturando com o homem de forma tal que não poderia ser separado. Uma guerra foi é e será vencida... Neste CAMINHO agora o homem tem em seu corpo duas essências conflitantes e que militam entre si, o ESPÍRITO e a CARNE. Por isso que Jesus, O VERBO TABERNACULADO, desce as profundezas trevosas do inferno e toma a chave da MORTE do diabo.
Tornando Ele, o cabeça dos principados e potestades (leia Colossenses 2 - atente para o versículo 10). Agora pelo sangue do cordeiro, o diabo (Gadreel), o dragão e satã (Samyaza) podem ser vencidos, porque Jesus é também senhor do INFERNO, como desde a eternidade foi, mas que a agora em plenitude se consumou! Por fim, Jesus ressuscita e então tem se inicio o tempo da graça. Neste tempo, todos que se alimentarem da Árvore da Vida, a Videira Verdadeira (leia João 15) e exercerem a autoridade de Cristo, sobre o mal, conservando seu Espírito Santo, serão arrebatados ou morrerão em Cristo, não experimentando jamais o dolo da segunda morte. E com o cordeiro reinarão pelos séculos dos séculos.
CAPÍTULO 2 - KAIRÓS
Quero contar aqui algo que ocorreu em um tempo fora do tempo. Quero falar da primeva incepção. É uma tarefa hercúlea, mas tentarei ... É certo que o Espírito Eterno, sempre ajudando e inspirando, está aqui... Que seria eu sem o Pneuma, meu amigo? Que preenche e transborda o coração daqueles que vivem pelo Cordeiro. Espero que Ele, enquanto você lê esses escritos, que encha até transbordar as palavras e a linguagem seja muito mais viva que apenas letras mortas num papel.
Antes do tempo existir existia o Verbo, como disse João, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Todavia amigo pode ter passado em sua mente... O que havia antes do princípio, não é mesmo? Bom, tenho duas respostas para você, a mais simples é: Só Deus sabe... É... Não te satisfez... Nem a mim... Queremos saber, né? Aqui vem a segunda resposta. Nem tudo é possível saber, pois não há uma resposta que cabe na lógica atual desta criação.
Deixa te explicar melhor, se algo é o princípio de tudo, não pode haver antes... Estamos acostumados a viver em Chronos, o tempo depois do tempo, mas aqui, como disse outrora, estamos em Kairós, um não-lugar fora do tempo e do espaço. Isso por que o tempo como conhecemos também é uma Criação do Eterno.
Há perguntas que nunca saberemos a resposta. E há perguntas que não tem resposta. E estas só Deus sabe, por que Ele sabe de tudo. Em alguns casos Ele revela seus mistérios, como aconteceu com Enoch, o sétimo depois de Adão, mas isso lhe custou um alto preço. Não por que Deus é como o poderoso chefão, a Cosa Nostra, que lhe mata por que você sabe demais. Isso acontece por que há mistérios que se revelados podem modificar de tal forma a psique e o corpo que simplesmente a existência é desfeita.
Como está escrito em Gênesis que Enoch andou tanto com Deus que já não o era mais, e Deus o tomou. Esse tomar de acordo com o Codex Aleppo é אתו. Esta palavra tem sido alvo de estudos judaicos conhecidos como midrashim. Midrashim, nada mais é que estudos rabínicos mais aprofundados, tentando preservar a exegese original, que as vezes pode ter se perdido com o tempo. E podemos dizer que extraindo sua definição do Codex Aleppo ou ainda dos “Manuscritos do Mar Morto” possui uma acepção que mistura os sentidos das palavras fundir, desfazer, coexistir e coparticipar em uma única palavra.
E há Verdades em Deus e Ocultos que são tão perigosos, ou melhor, temerosos, que se revelados fora do momento escolhido enrolariam o universo como um pergaminho na mão de um escritor. E nisso não há menor graça... Nem para Deus... Nem para nós... É como saber o final do filme, antes de assisti-lo. Embora aqui não saiba nem revele estes mistérios, cuidado... Você não será mais o mesmo após ler esse livro... Eu te garanto... Quando o recebi percebi isso! É... o autor escreve, mas também o recebe, nem que seja pelo ar (Pneuma)! Não é mesmo Teófilo... Não é, meu amigo?
Voltaremos a falar depois sobre Enoch, personagem muito importante, que o livro de Judas (não o Iscariotes) cita, inclusive com alusões ao terceiro Livro de Enoch, que segundo muitos pais da Igreja, como Orígenes, deveriam estar no Cannon Bíblico, mas não estão por que os Judeus Ortodoxos, pais da Torah, o baniram pois continha profecias que os deixavam incomodados com sua exatidão sobre a vida do único e verdadeiro Cristo, Yeshua, o unigênito Filho de Deus.
O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach, justamente por que mutilaram a Torah retirando o referido livro.
Quero deixar claro que não sou anti-semita muito pelo contrário. Oro pelo povo judeu, pelas suas aflições, mas sei que muito do que acontece no mundo (coisas boas e ruins) tem algum dedinho judaico. Em algum lugar está escrito que este povo será como pedra no sapato das nações. E em outro sítio diz que todas as famílias serão abençoadas pelos filhos de Abraão. Mas é certo que de fato comandam toda mídia ou pelo menos boa parte da mundial, mas com certeza da ocidental. Principalmente Hollywood. Preste atenção e verás que falo a verdade!
Quero também dizer que nada escapa a vontade de Deus. E este o permitiu, pois vivemos no tempo da graça, mas quando chegar o tempo dos Judeus estes acordarão para a besteira que fizeram, quão vergonhoso será reconhecer que eles, enganados e iludidos, favoreceram o “Abominável da Desolação”, por sua grande teimosia em não aceitar o Verbo Tabernaculado, Jesus de Nazaré. Sempre há um propósito oculto nas ações do Eterno. Principalmente na progressão do desvelo da verdade sobre o que e como se dará o desfecho de tudo. E o livro de Enoch terá importância ímpar neste processo.
Continuando... Posso dizer, ainda que grosseiramente, que Kairós é um lugar na mente de Deus, mais ou menos, como a imaginação humana, porém com realismo e detalhe maior que nosso mundo. Kairos é Deus descobrindo Deus e brincando de esconde-esconde com seu Filho e envolvendo e sendo envolvido pelo Espírito Santo. É como uma família, em seus momentos mais íntimos.
Bom... Para facilitar diremos que a primeira criação de Deus foi Deus. É como acontece no sistema de Boot de um PC. Deus cria Deus, ou melhor gera Deus. Deus na pessoa do Pai, cria o Filho, o Verbo. A BIOS de seu PC, ainda é seu computador, porém ela é o que dá o arranque em todo sistema computacional.
Por um prisma a vida pode ser vista como relacionamento. E não há relacionamento na Unidade Absoluta. Isso por que, relacionamento se expressa por pelo menos duas entidades. Deus só se relaciona com Deus em sua trindade. Entretanto, em Kairós, inicialmente só existia Deus UNO.
No princípio, havia o SER, o Verbo... Simples, compacto, total, denso e pontual. O “SER” neste ponto está impessoal e no infinitivo. Como o espectro da luz branca que carrega em unidade todas as cores. Não há o Eu, ou qualquer outro pronome, muito menos tempo verbal e ação. Apenas a existência. Embora não lhe faltasse cor alguma, faz parte da beleza de Deus compartilhar o que Ele tem...
É aqui que usar a linguagem, com suas limitações, torna tudo mais complicado. Se necessário releia esta parte. Vamos a ela...
Não havia nada, muito pelo contrário, do nada, nada se tira. O nada nunca se aplica ao ser, por isto não é! O nada como figura de linguagem pode ai sim ser alguma coisa, mas isso agora não vem ao caso. Nunca chegarei a um somando apenas zeros. Para o zero, o um é infinitamente grande, pois nem mesmo com infinitos zeros, chegamos a um. Mas com uns e zeros eu percorro o infinito. O sistema de numeração mais básico é composto de apenas dois números ou estados. Zero e Um. Ligado e Desligado. Vivo e Morto. Com estes dois dígitos posso expressar infinitos números... Ou estados... Mas o zero, ainda que seja o menor número expressando quantidade não é nada. Afinal o “é” pode lhe ser aplicado, pois este É um número.
Então o SER se esvaziou até morrer. A primeira morte é o vazio... Embora essa morte não seja a morte verdadeira... Algo como mergulhar num rio e voltar a superfície... Um batismo! Como um pai brinca com o filho com uma coberta fingindo e terminando com um put e se revelando.
As vezes esvaziar é triste e angustiante. As vezes trás alívio e gozo... Uma Catarse. Como os franceses chamam “La petit mort”. A pequena morte. Até Deus, apesar da dor de se esvaziar, sabia que o melhor é serem dois do que um! Morreu pois sabia que vale a pena morrer para que outros possam viver... Afinal... E a morte de Deus gerou o Filho. E assim dois estados ou entidades e um relacionamento em Espírito Santo.
Inicialmente esse relacionamento se processa como uma adição, uma soma, se preferir use a palavra do Codex Aleppo ???? para definir este relacionamento.
E o Filho falou... EU SOU! E um sorriso no rosto de Deus apareceu em alegria com as primeiras palavras do Filho... Ou seriam Suas? O que importa é que ele o Amou! Sim o primeiro sentimento de um relacionamento. O Espírito que une o Ser em Santidade! Agora Deus estava completo... Pai, Filho e Espírito Santo em Deus... Em Amor!
É amigo, na trindade as vezes não separamos quem é quem. Deus sabe bem expressar a palavrinha difícil, que significa fundir, desfazer, coexistir e co-participar, aquela do Codex, que da uma confusão doida na mente... Só posso dizer que a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana... Não é mesmo?
Quem nunca saboreou a cereja em cima do bolo fazendo um filho, não sabe o que é viver! A escritura afirma que o maior prazer aqui da terra é o menor dos que existem no céu! E deve ser mesmo, pois aqui cercados de pecados e de morte a expressão do amor, ainda que apenas erótico, é deveras agradável... Imagina como devem ser os relacionamentos no céu onde há pureza cristalina. Afinal o que temos aqui são apenas sombras, opacas como um espelho embaçado comparadas com o que há de vir!
Acho que estou ficando louco... Concorda?
Então continuando com essa sábia loucura... Deus, na Pessoa do Pai e Deus na Pessoa do Filho continuam um se entregando ao outro, enchendo e esvaziando, como um pulmão, renovando e purificando seu relacionamento, o Espírito de Sua Santidade que traz graça e sabor a vida, o Pneuma. Esse Amor, esse Espírito é o alimento da alma, da mente, de Deus, em Kairos, e também do nosso mais indissociável imo, o nosso EU SOU, o Arché citado no primeiro capítulo deste livro.
Quero deixar claro uma coisa. Deus é amor, mas o Amor, não é Deus. O amor, é o alimento, a fonte, o maná celestial que dá substância a matéria, mesmo que esse não a seja a matéria em si. Como disse Paulo em sua carta a Hebreus, “... entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível foi feito do invisível.” Em outras palavras, o que é físico, em sua essência, é feito daquilo que não está em Physis.
Seu fosse um cientista, e na verdade o sou, diria que a matéria não possui materialidade em si, mas o espaço, o oceano de Higgs é que lhe dá materialidade, como sua massa e densidade. O átomo é um imenso espaço vazio, com pequeníssimas partículas, uma laranja no centro de um gigantesco campo de futebol. O universo, no frigir dos ovos, é mais de 99,9999% de espaço vazio. Afinal, no principio, o grão de mostarda, átomo primordial, cabia na cabeça de um alfinete, mas pesava mais que bilhões de sois.
Falando em BIOS, que anteriormente referida como o Sistema Básico de Entrada e Saída, quero também falar de Bios, como vida biológica. Qual a principal coisa que deve existir para que haja vida? Para responder isso vamos definir vida.
Vida, conforme aprendemos na escola, de um modo geral, precisa exibir todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência: Desenvolvimento: passagem por várias etapas distintas e seqüenciais, que vão da concepção à morte. Crescimento: absorção e reorganização cumulativa de matéria oriunda do meio; com excreção dos excessos e dos produtos "indesejados". Movimento: em meio interno (dinâmica celular), acompanhada ou não de locomoção no ambiente. Reprodução: capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria. Resposta a estímulos: capacidade de "sentir" e avaliar as propriedades do ambiente e de agir seletivamente em resposta às possíveis mudanças em tais condições. Evolução: capacidade das sucessivas gerações transformarem-se gradualmente e de adaptarem-se ao meio.
***
Fim da mostra de meu primeiro livro... Podes reproduzir estes capítulos onde quiseres, mas lembre-se de citar o autor - Rodrigo Lima – http://seguidoresdocaminhoeterno.blogspot.com.b)
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Curioso para saber o final... Você já sabe... Mas ainda não lembra!!! Aguarde... Em breve numa livraria perto de você e na internet para baixar gratuitamente em MOBI, PDF e Epub... Espere, vai valer a pena... Enquanto isso, espalhe a mensagem!
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2017.10.24 08:50 hwqqlll A liberdade e o patrimônio da Reforma Protestante: um novo caminho para os evangélicos na vida pública

Olá /brasil!
Eu gostaria de continuar o dialogo com Taurusan e wltndd e seus textos sobre a teocracia evangélica e a teologia de domínio. Eu sou evangélico dos Estados Unidos e sou formado em história; já estudei a Reforma Protestante e a história de polêmicas teológicas em igrejas americanas durante o século XX. Eu também morei por dois anos no Brasil, onde estudei num seminário presbiteriano e trabalhei com igrejas na periferia de Recife; então eu tenho um pouco de conhecimento da situação da igreja evangélica no Brasil. Eu agradeço Taurusan e wltndd por suas abordagens claras e corretas, porque a maioria das análises do evangelicalismo que eu vejo não examinam bem as divisões dentro do evangelicalismo ou as raízes históricas das disputas que nós temos. É impossível entender uma religião usando apenas princípios gerais (por exemplo, “a fé causa violência porque ela toma o lugar do raciocínio”); temos que entender as crenças, práticas, e histórias específicas de cada religião. Desculpe se tiver algum erro de português. Também vou ter alguns links em inglês e espanhol porque não consegui achar traduções dos documentos, mas parece que a maioria de vocês no /brasil conseguem ler minha língua.
Minha intenção não é refutar o que eles disseram, mas completar o retrato que eles começaram. Acredito que a fé evangélica pode ser e tem sido uma força pela bem da sociedade. Além disso, a Reforma tem moldado o pensamento de todas as pessoas que hoje vivem numa sociedade maioritariamente cristã (como o Brasil ou os EUA).

As novas ideias da Reforma

Na Europa por volta do ano 1500, tinha um enlace quase total entre a Igreja Católica e o poder político. Quando a Espanha colonizou o mundo novo, o “requerimento” de conversão que eles apresentavam pros índios basicamente definiu a fé cristã como aceitação da soberania do rei da Espanha e do Papa. De certa maneira, Martinho Lutero introduziu a diversidade religiosa à Europa. Claro, já teve pessoas que seguiam religiões pagãs antes, mas Lutero foi o primeiro que desafiou a Igreja Católica com sucesso depois de que a Igreja consolidou seu poder. Por isso, ele teve que desenvolver uma teologia política distinta da teocracia católica medieval. Quando os protestantes enfrentaram essa nova realidade de diversidade religiosa, eles procuraram possíveis respostas na sua própria tradição teológica.
No início da Reforma, com as 95 Teses, Lutero não quis formar uma nova igreja; porém, ele introduziu algumas ideias que não eram compatíveis com a hegemonia política da Igreja Católica. Quando denunciou a prática de vender indulgências, ele também negou que o papa era capaz de oferecer remissão de pecados. Em outras palavras, as ações da igreja não mudavam realidades espirituais. Essa percepção teve grandes implicações. Se as realidades espirituais (i.e. a salvação da alma) estavam sob a jurisdição de Deus e não a da igreja, então a igreja não precisava ter controle político para efetuar a salvação das pessoas.
Logo depois, quando pregou durante a Quaresma de 1522, Lutero repudiou os reformadores que tinham incitado tumultos violentos na cidade de Wittenberg enquanto ele estava ausente. Eles tinham destruído imagens nas igrejas católicas e atacado padres enquanto celebravam as missas. Entre outras coisas, Lutero disse que a compulsão era antitética ao amor que devia caracterizar a proclamação do evangelho. Sobre as imagens, o monacato, e outras características da vida católica, Lutero falou que as pessoas tinham a liberdade de fazer ou não fazer o que não era essencial para a salvação. Isso foi uma posição bem radical, pois nem a teologia católica medieval nem a teologia dos outros reformadores previa a convivência entre pessoas com crenças diferentes sobre esses assuntos. Para Lutero, em certas ocasiões, a preferência individual tinha preferência sobre as regras da igreja.

O evangelicalismo, a sociedade, e as Escrituras

David Bebbington defina o evangelicalismo com quatro características: o biblicismo (crença na autoridade da Bíblia), o crucicentrismo (ênfase na crucificação, obra expiatória e ressurreição de Cristo), o conversionismo (ênfase na experiência da conversão), e o ativismo (a crença que o cristão deve ter uma fé ativa, visível em evangelismo, assistência social, etc.). A grande diferença entre o evangelicalismo e o protestantismo anterior é o conversionismo. Muitos historiadores dizem que o evangelicalismo (como algo distinto do protestantismo em geral) começou como o Primeiro Grande Despertamento nos anos 1730-40. De certa maneira, os primeiros evangélicos chegaram às conclusões inerentes na teologia dos Reformadores. Se a salvação é pela fé, então você não é salvo porque seus pais são cristãos e você foi batizado durante a infância. O teólogo americano Jonathan Edwards enfrentou essa questão quando ministrava durante essa época, respondendo aos abusos daqueles que acharam que sua salvação era garantida e ignoraram as exigências da fé cristã. Para Edwards e outros, a conversão era essencial porque a dependência na religiosidade da comunidade à exclusão da piedade pessoal era uma distorção da fé. Mas se a sociedade não podia garantir a religiosidade dos seus membros e às vezes impedia a fé verdadeira, qual era o propósito de ter uma sociedade cristã?
Quando a Constituição dos EUA foi escrita 50 anos depois, ela garantiu a liberdade religiosa e proibiu o estabelecimento de uma religião estadual. Essa garantia foi apoiada não somente pelos deístas mas também pelos cristãos do país, que acreditavam que o poder político não era necessário para a prática da religião e sim era capaz de distorcer e prejudicar a fé verdadeira. Várias denominações protestantes (especialmente batistas, presbiterianos, e metodistas) se opuseram ao estabelecimento do anglicanismo como religião estadual na Inglaterra e algumas colônias. É importante notar a diferença entre as concepções da liberdade religiosa entre países católicos e protestantes. Na França e outros países católicos, onde a Igreja Católica tinha poder político, o conceito do estado laico visou separar a igreja do estado. Nos EUA e outros países protestantes, já tinha uma visão de como viver a vida cristã sem ter poder político. Por isso, a concepção de liberdade religiosa nos EUA é que as pessoas são livres pra praticar sua religião e influenciar outros, porque para os protestantes, a influência cultural e controle político não são sinônimos.
Os primeiros protestantes e evangélicos desenvolveram essas ideias porque as viram nas Escrituras. Lutero apelou às epístolas paulinas e o livro de Atos para comprovar seus argumentos contra a compulsão religiosa. No Novo Testamento, a igreja é uma instituição transnacional que abrange todos os grupos étnicos e por isso não tem que se preocupar com a lei civil. Mais fundamentalmente, a história de Jesus é a história de uma pessoa que não tomou poder político. Ele até rejeitou a oferta do diabo de domínio sobre a terra. A única coroa que ele usou era uma coroa de espinhos. Embora fosse Deus, ele se esvaziou a si mesmo e tomou a forma de um homem (Filipenses 2:6-8). Não estou tentando tornar o /brasil em um ponto de pregação, mas estou tentando comunicar o jeito que a gente pensa sobre esses assuntos à luz do evangelho. Para mim, fica bem claro que a gente deve interpretar as frequentes referências bíblicas ao “Reino de Deus” como algo diferente de reinos convencionais. A história de Jesus e os primeiros 300 anos da igreja mostra que é pelo menos possível (e provavelmente recomendável) ser fiel a Jesus sem exercer poder político. Não se pode dizer isso sobre todas as religiões e ideologias políticas.

O que significa isso para o Brasil de hoje?

Não tenho muita confiança que a igreja evangélica brasileira tem aprendido as lições dessa história. Nos Estados Unidos, os evangélicos já experimentaram o poder político e foram decepcionados. Os evangélicos do Brasil ainda não tiveram essa experiência e vão ter que sentir as más consequências para aprender. Tem alguns que sinceramente amam a Jesus e vão se aprofundar no texto bíblico ao enfrentar essas questões. Vão descobrir as mesmas coisas que os reformadores descobriram e vão ver como tudo isso é aplicável à situação política atual. Tem outros que usam o cristianismo como um pretexto para o poder. Acho que alguns pastores e políticos são os herdeiros dos espanhóis que escreverem o “requerimento,” pois os dois vêem a fé cristã meramente como o exercício de poder político. Não vou mexer com a definição sociológica do evangelicalismo, mas de um ponto de visto teológico, essas pessoas são longes do reino de Deus e do evangelho.
Para quem não é cristão, espero que esse texto tenha ajudado você a aprender um pouco sobre nossa religião. Talvez ajude a evitar um “cross scare” – afinal, no contexto das referências bíblicas ao “reino de Deus” e “domínio,” essas palavras não são códigos para o estabelecimento de uma teocracia no Brasil. (Ao mesmo tempo, eu reconheço que existem vários grupos que usam essa linguagem de uma maneira diferente que eu uso.) Também, muitos paradigmas da nossa época moderna são frutos da teologia protestante. Podemos dizer que o agir de Deus não depende do poder das nossas instituições. Podemos abrir e manter um espaço para a consciência e preferência individual. O protestantismo pode ser libertador não somente para os adeptos mas também para a sociedade inteira. Além disso, se entendemos como os evangélicos dos séculos passados enfrentaram os desafios da diversidade religiosa, podemos aprender novas ideias para enfrentar nossa situação. Eu acho esses recursos teológicos essenciais para entender e lidar com essas questões (e por isso sou evangélico).
Se alguém tiver perguntas, pode perguntar. Tem muitas outras coisas que eu gostaria de incluir, mas eu queria manter o texto razoavelmente sucinto. E se alguém tiver perguntas sobre o evangelicalismo em geral ou o ambiente religioso nos Estados Unidos em comparação ao Brasil, vou tentar responder.
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